Economia

Tolmasquim defende política de preços da gasolina adotada pela Petrobras

Presidente da EPE participou de debate no Senado.

Agência Brasil
07/05/2013 10:34
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O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, voltou a defender nesta terça-feira (7) a política de preços da Petrobras em relação à gasolina. Em debate na Comissão de Infraestrutura do Senado, Tolmasquim rebateu críticas de acadêmicos presentes de que a manutenção do preço, apesar da escalada do valor do barril de petróleo no mercado internacional, traz prejuízos para a estatal brasileira.
“É uma política que vem sendo seguida há anos e que já propiciou muitos ganhos à Petrobras. Em outros momentos propicia perdas também, mas se fizermos um balanço, entre ganhos e perdas, acho que ao longo do tempo há um equilíbrio”, defendeu o presidente da EPE.
Tolmasquim também negou que a crise no setor sucroalcooleiro e na produção de etanol esteja exclusivamente ligada à política de preços da gasolina. Ele disse que as lavouras de cana enfrentaram seguidas safras frustradas por problemas climáticos e os usineiros estiveram fortemente endividados nos últimos anos. Na opinião dele, isso também influenciou fortemente a perda de concorrência do etanol em comparação com a gasolina. “Eu não atribuiria o preço do etanol ao preço da gasolina. É claro que o preço da gasolina influenciou, mas é muito mais complexo”, disse.
O presidente da EPE ouviu duras críticas do professor Adilson Oliveira, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que apontou a atual produção de petróleo da Petrobras como um sintoma de que a situação não vai bem na empresa. Segundo Oliveira, ao longo das últimas décadas a estatal registrava um forte crescimento da produção de petróleo mas, desde que a descoberta do pré-sal foi anunciada, houve uma estagnação. De acordo com ele, o governo tem errado nas políticas energéticas e isso se reflete na Petrobras, que não conseguiu atingir a meta de produção de 2,3 milhões de barris no último ano.
“Quando não tínhamos petróleo a gente crescia a produção. Agora que descobrimos o petróleo, paramos de crescer. Por quê? Porque estamos adotando a política errada”, disse o professor. “Não tenho dúvida de que tem sido prestado um grande desserviço à Petrobras e ao Brasil ao se quebrar a capacidade da empresa de cumprir as suas próprias metas”.
O professor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo, Ildo Sauer, criticou a política energética do governo e o uso de termelétricas abastecidas a carvão. Na opinião do professor, o Brasil está errando ao não investir em tecnologias para a exploração de energia eólica. “O Brasil tem 300 mil megawatts de potencial eólico e 250 mil de potencial hidráulico, não precisa utilizar carvão de baixa qualidade, ainda mais carvão importado, como nós temos feito”, criticou.
O especialista também defendeu que os futuros leilões de exploração de petróleo sejam suspensos para que seja dada mais transparência ao processo e para que seja traçada uma melhor estratégia sobre isso. O presidente da EPE, no entanto, disse que os leilões servirão para “estimular uma indústria” que gira em torno da produção de petróleo.

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, voltou a defender nesta terça-feira (7) a política de preços da Petrobras em relação à gasolina. Em debate na Comissão de Infraestrutura do Senado, Tolmasquim rebateu críticas de acadêmicos presentes de que a manutenção do preço, apesar da escalada do valor do barril de petróleo no mercado internacional, traz prejuízos para a estatal brasileira.


“É uma política que vem sendo seguida há anos e que já propiciou muitos ganhos à Petrobras. Em outros momentos propicia perdas também, mas se fizermos um balanço, entre ganhos e perdas, acho que ao longo do tempo há um equilíbrio”, defendeu o presidente da EPE.


Tolmasquim também negou que a crise no setor sucroalcooleiro e na produção de etanol esteja exclusivamente ligada à política de preços da gasolina. Ele disse que as lavouras de cana enfrentaram seguidas safras frustradas por problemas climáticos e os usineiros estiveram fortemente endividados nos últimos anos. Na opinião dele, isso também influenciou fortemente a perda de concorrência do etanol em comparação com a gasolina. “Eu não atribuiria o preço do etanol ao preço da gasolina. É claro que o preço da gasolina influenciou, mas é muito mais complexo”, disse.


O presidente da EPE ouviu duras críticas do professor Adilson Oliveira, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que apontou a atual produção de petróleo da Petrobras como um sintoma de que a situação não vai bem na empresa. Segundo Oliveira, ao longo das últimas décadas a estatal registrava um forte crescimento da produção de petróleo mas, desde que a descoberta do pré-sal foi anunciada, houve uma estagnação. De acordo com ele, o governo tem errado nas políticas energéticas e isso se reflete na Petrobras, que não conseguiu atingir a meta de produção de 2,3 milhões de barris no último ano.


“Quando não tínhamos petróleo a gente crescia a produção. Agora que descobrimos o petróleo, paramos de crescer. Por quê? Porque estamos adotando a política errada”, disse o professor. “Não tenho dúvida de que tem sido prestado um grande desserviço à Petrobras e ao Brasil ao se quebrar a capacidade da empresa de cumprir as suas próprias metas”.


O professor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo, Ildo Sauer, criticou a política energética do governo e o uso de termelétricas abastecidas a carvão. Na opinião do professor, o Brasil está errando ao não investir em tecnologias para a exploração de energia eólica. “O Brasil tem 300 mil megawatts de potencial eólico e 250 mil de potencial hidráulico, não precisa utilizar carvão de baixa qualidade, ainda mais carvão importado, como nós temos feito”, criticou.


O especialista também defendeu que os futuros leilões de exploração de petróleo sejam suspensos para que seja dada mais transparência ao processo e para que seja traçada uma melhor estratégia sobre isso. O presidente da EPE, no entanto, disse que os leilões servirão para “estimular uma indústria” que gira em torno da produção de petróleo.

 

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