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Operação Lava-Jato

Suíça prende Fernando Migliaccio da Silva, investigado na 23ª fase

24/02/2016 | 14h58

Fernando Migliaccio da Silva, cuja prisão foi determinada pela Justiça brasileira na 23ª fase da Operação Lava-Jato, está preso na Suíça, segundo ofício das autoridades locais datado de 18 de fevereiro de 2016. A prisão foi executada pela polícia suíça com base em ordem do Ministério Público Federal daquele país. Sabe-se que existe investigação autônoma sobre a Odebrecht naquele país, o que pode indicar a relação da prisão com as investigações do caso Lava-Jato, contudo são ignoradas as razões que levaram à sua detenção.

A prisão de Migliaccio foi decretada na 23ª fase da Lava-Jato, em decisão de 11 de fevereiro de 2016. A prisão executada na Suíça não tem relação com o mandado expedido no Brasil, que era desconhecido pelas autoridades estrangeiras.

A investigação de Migliaccio na Lava-Jato tem por base evidências de que ele gerencia contas usadas pela Odebrecht no exterior para pagar propinas para autoridades do Brasil e de outros países. Ele se inseria, segundo tais provas, no contexto de um grupo de pessoas subordinadas a Marcelo Odebrecht que controlavam contas escondidas no exterior, em nome de empresas offshores, tais como Klienfeld e Constructora del Sur. Migliaccio detinha endereço de e-mail hospedado na Odebrecht e recebeu, por correio eletrônico, mensagem contendo pagamento aparentemente destinado para autoridade argentina da Secretaria de Transportes, com a qual há notícias de que a empresa mantinha contrato, o que foi confirmado em contato com autoridades argentinas.

Além disso, há provas de que Migliaccio, assim como outro gestor das contas, mudou-se para o exterior logo após as buscas e apreensões feitas sobre a empresa, em 19 de junho de 2015. O fato disso ter ocorrido logo após as buscas e o pagamento pela Odebrecht de suas despesas de mudança e manutenção no exterior apontam para a existência de manobras orquestradas por Marcelo Odebrecht e seus funcionários, destinadas à evasão e a dificultar ações de investigação das autoridades brasileiras.



Fonte: MPF/Redação
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