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Energia

Subsídios fortalecerão o caixa da Eletrobrás

14/12/2009 | 09h44
A Eletrobrás deverá recuperar até R$ 1,5 bilhão em prejuízos anuais com o abastecimento de energia elétrica para as regiões remotas do Brasil, depois que o governo tornou os subsídios permanentes.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que concede subsídios às empresas que fornecem energia elétrica a áreas não ligadas à rede nacional, que tem acesso à energia hidrelétrica, mais barata. A lei, publicada na quinta-feira no Diário Oficial, se aplica a centrais elétricas da Região Norte, onde operam seis divisões da empresa.


A mudança na lei vai ajudar a Eletrobrás a cobrir pelo menos 50% de seus prejuízos anuais com a região Norte, de R$ 1 bilhão a R$ 1,5 bilhão, disse o diretor financeiro e de Relações com Investidores da estatal, Astrogildo Quental. Os benefícios da lei, que é retroativa a 30 de julho, começarão a ser contabilizados no quarto trimestre, segundo ele.


"Esperamos recuperar até 100%, mas não sabemos ainda", disse Quental. Os órgãos reguladores determinarão o valor dos subsídios em até 60 dias, disse ele.


"A Eletrobras vem há algum tempo fazendo um esforço para recuperar valor de mercado", disse Sinval Zaidan Gama, diretor de operações internacionais da Eletrobrás. "Fatores intangíveis fazem com que o valor da Eletrobras seja inferior ao que a gente acha que deveria ser."


A mudança nas regras acontece num momento em que a Eletrobrás está transformando R$ 11,7 bilhões em dívida de suas subsidiárias para com a empresa em participações acionárias. A transação reduzirá os custos de financiamento e permitirá que as divisões paguem dividendos estimados em R$ 30 bilhões nos 10 anos até 2020, disse no mês passado Quental.



FINANCIAMENTO.A Eletrobrás terá que captar até R$ 2,5 bilhões de reais por ano nos próximos três anos, através de vendas de bônus ou empréstimos, para financiar até R$ 25 bilhões em investimentos em geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, disse Quental.


Para 2010, a empresa pretende captar R$ 2 bilhões para fazer frente aos investimentos previstos de R$ 7,9 bilhões, informou Quental.


Segundo ele, a preferência é por captações em dólar, para criar um hedge natural dos recebíveis que a estatal possui da usina hidrelétrica binacional Itaipu. Assim, a companhia estuda reabrir seu bônus no exterior com vencimento em 2019.


"Pedimos autorização para o conselho (de Administração) e ele deve resolver isso dia 21", disse o executivo, explicando que ainda avalia qual a melhor maneira de captação.


Outra alternativa é o acesso a uma linha cambial do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), nunca antes usada pela Eletrobrás.


Quental afirmou que a eventual captação deverá ocorrer apenas em janeiro.


"O conselho autorizando, nós vamos decidir qual modelo usaremos, ou se vamos usar vários. Tem também os organismos multilaterais, estamos avaliando ainda", reforçou.


Segundo Quental, uma das vantagens da reabertura do bônus seria conseguir condições parecidas com as da captação inicial. "O Tesouro Nacional várias vezes reabriu bônus no exterior, porque mantém as condições", afirmou.


Fonte: Jornal do Commercio
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