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Energia

Sem gás, AES Tietê fica fora de leilão

04/10/2013 | 14h10

 

O preço da energia e a falta de gás devem afastar a AES Tietê do próximo leilão de energia A-5 (para entrega em cinco anos), marcado para dezembro. Na opinião do presidente da companhia, Britaldo Soares, os investimentos em termelétricas só são viáveis hoje com preços entre R$ 140 e R$ 150 por MWh, já que o milhão de BTU (unidade de medida de gás) custa entre US$ 13 e US$ 14. Mas o governo federal sinalizou um preço-teto de R$ 105 por MWh, o que torna remota a chance de a energia térmica ser vendida nos próximos certames.
Além do preço, a AES Tietê enfrenta o problema de não ter o fornecimento de gás garantido para duas novas térmicas no interior de São Paulo. A Termo São Paulo e Termo Araraquara teriam, juntas, capacidade de geração de 1,1 mil MW e investimento previsto de R$ 2,3 bilhões. Soares informou que solicitou o fornecimento de gás à Petrobras para disputar o leilão de dezembro, mas ele se mostrou pouco otimista. "Nada indica que teremos gás desta vez", disse o executivo ontem, durante o AES Tietê Day, na hidrelétrica de Bariri (SP).
Enquanto aguarda um novo cenário para a geração térmica, a AES Tietê investe na modernização das atuais usinas hidrelétricas e busca outras alternativas para expandir sua capacidade de geração. A empresa iniciou nesta semana investimento de R$ 280 milhões na modernização da usina de Água Vermelha, na fronteira dos estados de São Paulo, Goiás e Minas. Essa é a maior usina da companhia, com uma capacidade instalada de 1,4 mil MW.
E mantém o interesse na Usina de Três Irmãos, que pertencia à Cesp e foi devolvida ao governo federal. O leilão da usina deveria ocorrer ainda neste ano, mas o governo já deu indicações que só deve ocorrer no início de 2014.
Soares disse que poderia incluir Três Irmãos na obrigatoriedade que a empresa tem de expandir sua geração no estado de São Paulo, mas a participação no leilão vai depender das condições impostas no edital.
Existe a possibilidade de que três máquinas novas, além das cinco existentes, sejam instaladas em Três Irmãos, ampliando a capacidade instalada em mais de 500 MW. No entanto, disse o executivo, não está claro como o governo vai remunerar o investimento nessas novas máquinas, tendo em vista que Três Irmãos é considerada uma hidrelétrica já amortizada. A usina é a última do rio Tietê, onde estão as hidrelétricas operadas pela empresa, o que gera sinergias.
A companhia já contratou 455 MW dos 1.268 MW do acordo de fornecimento firmado pela geradora com a distribuidora de energia AES Eletropaulo e que expira a partir de 2015. Hoje, 100% da energia da Tietê é vendida para a Eletropaulo, por um preço de R$ 197 por MWh, valor superior ao que é pago pelo mercado.
Soares prevê que o despacho de térmicas se mantenha entre 9 e 10 GW médio por mês ao longo de 2014. A necessidade de geração térmica vai depender das chuvas durante o verão. Mas o executivo acredita que o país manterá um despacho térmico relativamente mais alto no ano que vem devido à combinação de uma série de fatores, entre eles as eleições presidenciais e a Copa do Mundo de futebol.

O preço da energia e a falta de gás devem afastar a AES Tietê do próximo leilão de energia A-5 (para entrega em cinco anos), marcado para dezembro. Na opinião do presidente da companhia, Britaldo Soares, os investimentos em termelétricas só são viáveis hoje com preços entre R$ 140 e R$ 150 por MWh, já que o milhão de BTU (unidade de medida de gás) custa entre US$ 13 e US$ 14. Mas o governo federal sinalizou um preço-teto de R$ 105 por MWh, o que torna remota a chance de a energia térmica ser vendida nos próximos certames.


Além do preço, a AES Tietê enfrenta o problema de não ter o fornecimento de gás garantido para duas novas térmicas no interior de São Paulo. A Termo São Paulo e Termo Araraquara teriam, juntas, capacidade de geração de 1,1 mil MW e investimento previsto de R$ 2,3 bilhões. Soares informou que solicitou o fornecimento de gás à Petrobras para disputar o leilão de dezembro, mas ele se mostrou pouco otimista. "Nada indica que teremos gás desta vez", disse o executivo ontem, durante o AES Tietê Day, na hidrelétrica de Bariri (SP).


Enquanto aguarda um novo cenário para a geração térmica, a AES Tietê investe na modernização das atuais usinas hidrelétricas e busca outras alternativas para expandir sua capacidade de geração. A empresa iniciou nesta semana investimento de R$ 280 milhões na modernização da usina de Água Vermelha, na fronteira dos estados de São Paulo, Goiás e Minas. Essa é a maior usina da companhia, com uma capacidade instalada de 1,4 mil MW.


E mantém o interesse na Usina de Três Irmãos, que pertencia à Cesp e foi devolvida ao governo federal. O leilão da usina deveria ocorrer ainda neste ano, mas o governo já deu indicações que só deve ocorrer no início de 2014.


Soares disse que poderia incluir Três Irmãos na obrigatoriedade que a empresa tem de expandir sua geração no estado de São Paulo, mas a participação no leilão vai depender das condições impostas no edital.


Existe a possibilidade de que três máquinas novas, além das cinco existentes, sejam instaladas em Três Irmãos, ampliando a capacidade instalada em mais de 500 MW. No entanto, disse o executivo, não está claro como o governo vai remunerar o investimento nessas novas máquinas, tendo em vista que Três Irmãos é considerada uma hidrelétrica já amortizada. A usina é a última do rio Tietê, onde estão as hidrelétricas operadas pela empresa, o que gera sinergias.


A companhia já contratou 455 MW dos 1.268 MW do acordo de fornecimento firmado pela geradora com a distribuidora de energia AES Eletropaulo e que expira a partir de 2015. Hoje, 100% da energia da Tietê é vendida para a Eletropaulo, por um preço de R$ 197 por MWh, valor superior ao que é pago pelo mercado.


Soares prevê que o despacho de térmicas se mantenha entre 9 e 10 GW médio por mês ao longo de 2014. A necessidade de geração térmica vai depender das chuvas durante o verão. Mas o executivo acredita que o país manterá um despacho térmico relativamente mais alto no ano que vem devido à combinação de uma série de fatores, entre eles as eleições presidenciais e a Copa do Mundo de futebol.

 



Fonte: Valor Econômico
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