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Seguros

Seguros de navios movimentam R$ 200 mi

25/11/2013 | 10h32

 

Os seguros marítimos para embarcações devem crescer a uma taxa de dois dígitos em 2013 em relação ao ano passado e mantêm perspectiva positiva a médio prazo, segundo seguradoras do setor. Contribuem para esse cenário a retomada da construção naval no Brasil e a exploração e produção de petróleo e gás. A Liberty Seguros, por exemplo, fechou na semana passada, com um operador estrangeiro, a cobertura de 19 embarcações de apoio às plataformas de petróleo. O prêmio aprovado na operação foi de US$ 6 milhões.
"Acredito que o apoio offshore é o segmento [do seguro marítimo] que mais vai crescer", disse Maurício Aguiar Giuntini, superintendente da divisão marítima da Liberty Seguros. A operação foi fechada via Liberty International Underwritter, divisão de riscos especiais da Liberty, em parceria com a norueguesa Norwegian Hull Club, principal subscritor de cascos da Noruega.
Os prêmios totais emitidos pelas seguradoras brasileiras que atuam no chamado segmento do casco marítimo podem chegar a cerca de R$ 200 milhões em 2013, com alta de 10% sobre os quase R$ 180 milhões de 2012, segundo Carlos Eduardo Polízio, coordenador da subcomissão de cascos marítimos da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg). O segmento inclui coberturas para navios mercantes, barcos de apoio às plataformas, embarcações de recreio e estaleiros.
De janeiro a setembro de 2013, os prêmios emitidos por 16 seguradoras que atuam no setor do casco marítimo totalizaram R$ 153,4 milhões, 9% a mais do que os R$ 141 milhões de igual período do ano passado. A líder no ranking em nove meses do ano foi o grupo segurador BB Mapfre, com 27,67% de participação de mercado. Em segundo lugar, ficou o Itaú Unibanco, com 26,06%, seguido da SulAmérica, com 17,45%; Bradesco, com 7,32%; e Tokio Marine, com 5,93%, para ficar nos cinco primeiros colocados. As informações são da Superintendência de Seguros Privados (Susep).
No mundo, os prêmios emitidos no segmento de cascos marítimos somaram US$ 8,5 bilhões em 2012, sendo 52% do total na Europa, 34,6% na Ásia e 6% na América Latina. Polízio, que também é superintendente-executivo para a área marítima e aeronáutica do BB Mapfre, disse que o mercado de seguros para casco marítimo está forte e deve continuar nesse ritmo no Brasil. "O segmento de construção de navios mercantes está aquecido bem como o de apoio offshore [que atende as plataformas]. Existe demanda de seguros para todas as embarcações e muitos desses negócios envolvem agentes financiadores que têm o seguro como um dos principais requisitos [para a concessão do crédito]", disse Polízio.
Tarcisio Godoy, diretor-geral da Bradesco Auto-Re, disse que o segmento oferece oportunidades. "O Brasil tem uma das maiores costas litorâneas do mundo e grandes rios navegáveis, o que representa um mercado potencial para o seguro de embarcações, inclusive o de lazer."
Um dos temas em debate no setor é o uso, no Brasil, das chamadas condições nórdicas, um conjunto de normas de seguros marítimos muito utilizado por armadores internacionais. Essas cláusulas funcionam como uma alternativa de contratação de seguro em relação às condições brasileiras. "Os armadores brasileiros e internacionais querem poder utilizar esta condição [nórdica] no Brasil como originalmente existente, já que hoje ela [a norma] é largamente adotada em todo o mundo", disse Maria Helena Carbone, diretora da área marítima da Aon, consultoria e corretora de seguros.
O contrato fechado pela Liberty Seguros envolvendo a cobertura de 19 barcos de apoio offshore foi feito valendo-se justamente dessa condição nórdica. Foi o terceiro contrato fechado pela Liberty valendo-se dessas cláusulas.
Maria Helena disse que o planonórdico de seguros tem como característica ter uma apólice "all risks" em que tudo que não estiver excluído estará coberto, inclusive novos riscos não identificados. Já a condição brasileira nomina, segundo ela, os riscos que estão cobertos e apenas eles são contemplados na apólice. A executiva afirmou que, pela condição nórdica, vários riscos são cobertos sem a aplicação de franquia dedutível, sobretudo os riscos assumidos para evitar ou atenuar danos. "Na condição brasileira, apenas na perda total da embarcação a franquia não é deduzida. Há, portanto, na nórdica, um grande incentivo para que se evite e minimize perdas."
Maria Helena afirmou que as condições nórdicas são revistas a cada três anos e resultam de um trabalho transparente no qual participam todos os envolvidos. "A manutenção desse princípio [de revisão] no Brasil seria extremamente salutar e protegeria até mesmo o mercado segurador de uma discussão judicial por parte de algum segurado que se sinta prejudicado pela existência de alterações não formais e previamente apresentadas e comunicadas."
Salvador Picolo, presidente da consultora Picolo&Associados, disse que os seguradores brasileiros participam cada vez mais nas ações para mitigar sinistros.

Os seguros marítimos para embarcações devem crescer a uma taxa de dois dígitos em 2013 em relação ao ano passado e mantêm perspectiva positiva a médio prazo, segundo seguradoras do setor. Contribuem para esse cenário a retomada da construção naval no Brasil e a exploração e produção de petróleo e gás. A Liberty Seguros, por exemplo, fechou na semana passada, com um operador estrangeiro, a cobertura de 19 embarcações de apoio às plataformas de petróleo. O prêmio aprovado na operação foi de US$ 6 milhões.

"Acredito que o apoio offshore é o segmento [do seguro marítimo] que mais vai crescer", disse Maurício Aguiar Giuntini, superintendente da divisão marítima da Liberty Seguros. A operação foi fechada via Liberty International Underwritter, divisão de riscos especiais da Liberty, em parceria com a norueguesa Norwegian Hull Club, principal subscritor de cascos da Noruega.

Os prêmios totais emitidos pelas seguradoras brasileiras que atuam no chamado segmento do casco marítimo podem chegar a cerca de R$ 200 milhões em 2013, com alta de 10% sobre os quase R$ 180 milhões de 2012, segundo Carlos Eduardo Polízio, coordenador da subcomissão de cascos marítimos da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg). O segmento inclui coberturas para navios mercantes, barcos de apoio às plataformas, embarcações de recreio e estaleiros.

De janeiro a setembro de 2013, os prêmios emitidos por 16 seguradoras que atuam no setor do casco marítimo totalizaram R$ 153,4 milhões, 9% a mais do que os R$ 141 milhões de igual período do ano passado. A líder no ranking em nove meses do ano foi o grupo segurador BB Mapfre, com 27,67% de participação de mercado. Em segundo lugar, ficou o Itaú Unibanco, com 26,06%, seguido da SulAmérica, com 17,45%; Bradesco, com 7,32%; e Tokio Marine, com 5,93%, para ficar nos cinco primeiros colocados. As informações são da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

No mundo, os prêmios emitidos no segmento de cascos marítimos somaram US$ 8,5 bilhões em 2012, sendo 52% do total na Europa, 34,6% na Ásia e 6% na América Latina. Polízio, que também é superintendente-executivo para a área marítima e aeronáutica do BB Mapfre, disse que o mercado de seguros para casco marítimo está forte e deve continuar nesse ritmo no Brasil. "O segmento de construção de navios mercantes está aquecido bem como o de apoio offshore [que atende as plataformas]. Existe demanda de seguros para todas as embarcações e muitos desses negócios envolvem agentes financiadores que têm o seguro como um dos principais requisitos [para a concessão do crédito]", disse Polízio.

Tarcisio Godoy, diretor-geral da Bradesco Auto-Re, disse que o segmento oferece oportunidades. "O Brasil tem uma das maiores costas litorâneas do mundo e grandes rios navegáveis, o que representa um mercado potencial para o seguro de embarcações, inclusive o de lazer."

Um dos temas em debate no setor é o uso, no Brasil, das chamadas condições nórdicas, um conjunto de normas de seguros marítimos muito utilizado por armadores internacionais. Essas cláusulas funcionam como uma alternativa de contratação de seguro em relação às condições brasileiras. "Os armadores brasileiros e internacionais querem poder utilizar esta condição [nórdica] no Brasil como originalmente existente, já que hoje ela [a norma] é largamente adotada em todo o mundo", disse Maria Helena Carbone, diretora da área marítima da Aon, consultoria e corretora de seguros.

O contrato fechado pela Liberty Seguros envolvendo a cobertura de 19 barcos de apoio offshore foi feito valendo-se justamente dessa condição nórdica. Foi o terceiro contrato fechado pela Liberty valendo-se dessas cláusulas.

Maria Helena disse que o planonórdico de seguros tem como característica ter uma apólice "all risks" em que tudo que não estiver excluído estará coberto, inclusive novos riscos não identificados. Já a condição brasileira nomina, segundo ela, os riscos que estão cobertos e apenas eles são contemplados na apólice. A executiva afirmou que, pela condição nórdica, vários riscos são cobertos sem a aplicação de franquia dedutível, sobretudo os riscos assumidos para evitar ou atenuar danos. "Na condição brasileira, apenas na perda total da embarcação a franquia não é deduzida. Há, portanto, na nórdica, um grande incentivo para que se evite e minimize perdas."

Maria Helena afirmou que as condições nórdicas são revistas a cada três anos e resultam de um trabalho transparente no qual participam todos os envolvidos. "A manutenção desse princípio [de revisão] no Brasil seria extremamente salutar e protegeria até mesmo o mercado segurador de uma discussão judicial por parte de algum segurado que se sinta prejudicado pela existência de alterações não formais e previamente apresentadas e comunicadas."

Salvador Picolo, presidente da consultora Picolo&Associados, disse que os seguradores brasileiros participam cada vez mais nas ações para mitigar sinistros.

 



Fonte: Valor Econômico
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