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Aço

Rio de Janeiro terá três novas siderúrgicas

30/07/2010 | 09h53
Rio de Janeiro terá três novas siderúrgicas
Rio de Janeiro terá três novas siderúrgicas Rio de Janeiro terá três novas siderúrgicas
O Rio de Janeiro vai ganhar três novas siderúrgicas nos próximos anos. As novas unidades ampliarão a capacidade de produção de aço do estado. Somadas a outros dois projetos já em andamento deverão ser investidos R$ 20 bilhões no setor.


O anúncio foi feito pelo secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Julio Bueno, na abertura do Seminário “Perspectivas e Condicionantes do Desenvolvimento do Setor Siderúrgico do Estado do Rio de Janeiro”, realizado nesta quinta-feira (29), no auditório da Firjan.
 

O maior empreendimento é uma siderúrgica da Ternium, holding de aços longos da multinacional Techint, no Complexo do SuperPorto do Açu, que terá capacidade para produzir aproximadamente 5,6 milhões de toneladas de placas de aço por ano. Mais dois projetos – cujos investidores pediram sigilo – estão em negociação nas cidades de Barra Mansa e Quatis, na Região do Médio Paraíba. Juntos, estes dois empreendimentos deverão somar mais 1,5 milhão de toneladas/ano de aço à capacidade atual de produção do estado.


Segundo Julio Bueno, outro projeto, já licenciado, será erguido pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) no Porto de Itaguaí, na Região Metropolitana, com previsão de produção de 3 milhões de toneladas/ano de aço. As cinco novas usinas siderúrgicas deverão dobrar a capacidade da produção fluminense, passando de 14,17 milhões de toneladas/ano para 29,27 milhões de toneladas/ano. Com isso, estima o secretário, o Rio de Janeiro passará a ocupar o primeiro lugar no ranking da produção de aço no Brasil, que atualmente é de Minas Gerais.


A Ternium deverá anunciar oficialmente dentro de um mês a instalação da siderúrgica no Complexo do Açu, que está em construção pelo Grupo EBX, de Eike Batista, no recém-aprovado Distrito Industrial de São João da Barra, no litoral norte fluminense.


O empreendimento, que deverá receber investimentos de US$ 5 bilhões, se somará à siderúrgica da estatal chinesa Wuhan Iron and Steel (Wisco) e do Grupo EBX, que também se instalará no Porto do Açu. Anunciada oficialmente em abril deste ano, a usina da Wisco receberá investimentos de US$ 5 bilhões (70% da Wisco) e prevê iniciar a operação em três anos, com capacidade para produzir 5 milhões de toneladas de aço/ano.


 “Com os novos projetos, o Rio de Janeiro passará a ter a maior capacidade de produção do País. Aliás, desconfio que o estado já ocupa esta posição com a entrada em operação da CSA”, afirmou o secretário, referindo-se à Companhia Siderúrgica do Atlântico, inaugurada em junho, em Santa Cruz, na zona oeste carioca, com capacidade para produzir 5 milhões de toneladas de aço/ano e investimento de US$ 13,2 bilhões da Vale e da alemã ThyssenKrupp.


Bueno lembrou ainda que, em 2009, a siderurgia fluminense também ganhou uma planta integrada do Grupo Votorantim, em Resende, no Médio Paraíba. A unidade recebeu investimento de US$ 550 milhões e tem capacidade para produção de 1,2 milhão de toneladas/aço de laminados e 1 milhão de toneladas/ano de aço longo.


O seminário, organizado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), reuniu executivos das empresas siderúrgicas, representantes de entidades de fomento e pesquisa e especialistas no setor. Em pauta, temas como mercado, logística, condicionantes ambientais, locacionais, fiscais e financeiros, além do incentivo à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I).


Fonte: Redação
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