Mercado

Petrobras pode baixar preços dos combustíveis

Gazeta Mercantil
20/03/2009 04:22
Visualizações: 586

Dois fatores poderão levar a Petrobras e reduzir os preços de derivados como gasolina e diesel no Brasil, além de uma acomodação das cotações do petróleo. O gerente de relações com investidores da empresa, Helder Leite, disse quarta-feira à noite em Porto Alegre, durante evento para apresentação dos resultados do quarto trimestre organizado pela Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec-Sul), que questões de mercado e uma possível pressão da sociedade poderiam levar a estatal brasileira a baixar os preços no mercado interno.

 

Como fator do mercado, Leite citou a hipótese de algum concorrente importar a preços inferiores aos praticados pela estatal, o que forçaria a Petrobras a acompanhar o movimento.

 

“O mercado é livre. Pode ter algum momento no futuro de alguém trazer diesel do Caribe”, exemplificou Leite, completando que nesta hipótese a Petrobras seria obrigada a acompanhar o movimento e reduzir os preços.

 

“Outra coisa é a sociedade reclamar muito. Aí deveria acontecer”, afirmou Leite, citando um possível sentimento de que a petrolífera brasileira estaria “abusando” ao praticar preços acima dos internacionais.

 

O gerente lembrou ainda que, por um longo período de alta do petróleo, a Petrobras segurou os preços e, assim como atrasou um reajuste para não acompanhar a alta volatilidade na época da disparada, permanece prudente aguardando uma estabilização para “tentar repassar o preço de forma suave”.

 

Leite reforça que a tendência de repasses é de médio a longo prazos e dá a entender que a Petrobras acredita numa reação das cotações nos próximos meses. Cita fatores como possíveis novos cortes de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a chegada do verão no Hemisfério Norte, o que poderia elevar o consumo de gasolina principalmente nos Estados Unidos.

 

No mercado interno, poderia favorecer a manutenção dos patamares atuais inexistência de pressão dos preços dos derivados na inflação. “E se o barril chegar a US$ 75, não precisa mexer nos preços”, disse Leite, referindo-se neste caso a um equilíbrio entre os preços internos e externos dos derivados.
De acordo com a empresa, apenas em meados do último trimestre do ano passado, pela queda das cotações do petróleo, a Petrobras conseguiu ter preços alinhados com os internacionais. A Petrobras encerrou o ano com um Preço Médio de Realização (PMR) de R$ 176,48 o barril (bbl), contra US$ 162,23 nos EUA.

 

Refinaria Premium

 

Leite também tentou minimizar as recentes notícias sobre negociações com o grupo japonês Marubeni, que estaria interessada em bancar sozinha a refinaria Premium que a estatal planeja erguer no Maranhão. “É apenas um memorando de entendimento dizendo que as partes vão sentar e discutir o assunto. Não tem nada de concreto. A Petrobras tem dezenas ou centenas de memorandos de entendimento”, disse Leite, acrescentando que o mesmo vale para as notícias de que o governo chinês poderá ajudar a financiar a exploração do pré-sal. Segundo ele, o que tem acontecido é um crescente interesse de empresas asiáticas no desenvolvimento de projetos com a Petrobras. “A Ásia tem uma economia dinâmica, mas é dependente na parte energética. E nesse sentido, somos privilegiados”, afirmou.

 

Projetando os resultados do primeiro trimestre, Leite admitiu a possibilidade de melhores margens em função de uma série de itens extraordinários que afetaram a companhia no final do passado. A Petrobras reportou lucro operacional de R$ 5 bilhões nos três últimos meses do ano passado, mas o número saltaria para R$ 10,7 bilhões caso fossem excluídos eventos não-recorrentes como desvalorização de estoques e efeitos de giro dos estoques, causados pela queda brusca dos preços do petróleo. “Há uma tendência, mas não posso afirmar”, disse Leite.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Pessoas
Mauricio Fernandes Teixeira é o novo vice-presidente exe...
06/02/26
Internacional
Petrobras fica com 42,5% de bloco exploratório offshore ...
06/02/26
Sergipe Oil & Gas 2026
Ampliação de espaço no Sergipe Oil & Gas vai garantir ma...
05/02/26
Resultado
Produção dos associados da ABPIP cresce 22,8% em 2025 e ...
05/02/26
Descomissionamento
ONIP apresenta ao Governo Federal propostas para transfo...
04/02/26
Pessoas
Daniela Lopes Coutinho é a nova vice-presidente executiv...
04/02/26
Resultado
Com 4,897 milhões boe/d, produção de petróleo e gás em 2...
03/02/26
Pré-Sal
Três FPSOs operados pela MODEC fecharam 2025 entre os 10...
03/02/26
Pré-Sal
Shell dá boas-vindas à KUFPEC como parceira no Projeto O...
03/02/26
Gás Natural
GNLink recebe autorização da ANP e inicia operação da pr...
02/02/26
Gás Natural
Firjan percebe cenário positivo com redução nos preços d...
02/02/26
Etanol
Anidro e hidratado fecham mistos na última semana de jan...
02/02/26
GNV
Sindirepa: preço do GNV terá redução de até 12,5% no Rio...
30/01/26
Descomissionamento
SLB inaugura Centro de Excelência em Descomissionamento
30/01/26
Apoio Offshore
Wilson Sons lança rebocador da nova série para atender d...
30/01/26
Gás Natural
Firjan lança publicação e promove debate sobre futuro do...
28/01/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 terá programação diversa e foco na pro...
28/01/26
Internacional
Petrobras amplia venda de petróleo para a Índia
28/01/26
Offshore
Projeto Sergipe Águas Profundas tem plano de desenvolvim...
28/01/26
Royalties
Valores referentes à produção de novembro para contratos...
28/01/26
Gás Natural
Petrobras reduz preços do gás natural para distribuidoras
28/01/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.