Pesquisa

Para sindicato, salário baixo afasta estudantes do setor de TI

De acordo com um estudo realizado pela Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), a remuneração média nacional dos profissionais de TI gira em torno de R$ 2 mil, e isso tem ocasionado evasão nos cursos do setor.

Redação
12/01/2012 15:41
Visualizações: 1671
Apesar de componentes como satisfação pessoal, ambiente corporativo e plano de carreira serem fundamentais para a escolha de uma profissão, cada vez mais a disponibilidade de vagas de emprego e o valor dos salários oferecidos se tornam preponderantes para definir as preferências profissionais. No caso das carreiras do setor da Tecnologia da Informação (TI), o que se vê é uma grande oferta de emprego, no entanto não há muitos interessados para suprir a necessidade do mercado.

O fenômeno da escassez de mão de obra do segmento pode ser explicado pelo baixo valor do salário médio dos trabalhadores de TI em comparação com outras profissões. Um estudo que acaba de ser divulgado pela Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), a remuneração média nacional dos profissionais de TI gira em torno de R$ 2.850, sendo que, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o salário médio de um médico chega a R$ 6.700, dos advogados R$ 4.600 e dos engenheiros entre R$ 5 e 6 mil, dependendo da especialização - mecânica, civil, elétrica.

Segundo a Brasscom, apesar das oportunidades de emprego no setor, a evasão nos cursos superiores de TI chegou a 87% no país em 2010. Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de TI (Sindpd), Antonio Neto, os baixos salários e a informalidade nas contratações tornam difícil despertar o interesse pelas carreiras da Ciência da Computação e Informática. “Como convencer um jovem de 17 anos a passar cinco ou seis anos estudando, complementar com mais um ano ou dois anos para se especializar e certificar numa ferramenta utilizada no mercado para no final deste processo receber quase metade do que um engenheiro, um advogado ou um médico ganham”, avalia Neto.

Iniciativas recentes do governo colocam o desenvolvimento da TI como prioridade da administração brasileira. O programa Brasil Maior que entrou em funcionamento em dezembro do ano passado desonerou as empresas do setor, transferindo a contribuição de 20% do INSS para 2,5% do faturamento. “Como o custo da mão de obra na TI corresponde de 30 a 70% do produto final, o incentivo fiscal do governo representa uma economia de 3,5 a 11,5% para as empresas. Não tem mais como falar em custo Brasil, essa desculpa acabou”, frisa Neto.

A IDC Brasil, empresa especializada em pesquisa e analise de mercado de TI, apontou o crescimento de 13% do setor em 2011.  “A estimativa é de que seremos a 4ª ou 5ª potência mundial em 2015, ficaremos atrás apenas dos EUA, China e Japão”, disse Anderson Baldin Figueiredo, consultor da IDC. Além disso, Figueiredo ressalta que o Brasil leva vantagem na competição com países emergentes como a Rússia e Índia porque tem um mercado interno consolidado. “Nós somos um mercado maduro, temos um infraestrutura considerável e somos grandes consumidores de serviços. Um terço do gasto brasileiro em TI é voltado para serviços”, conta Figueiredo.

Na visão do representante do Sindpd, a forma de atrair pessoas para os cursos de TI é aumentando os salários e os benefícios. “As empresas do setor estão com o crescimento de dois dígitos e têm incentivos tributários do governo. Se quiserem que mais pessoas se interessem pela TI precisam pagar melhor seus funcionários, precisam valorizar o profissional e parar de reclamar de dificuldades que não existem”, afirma Neto.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
Royalties
Hidrelétricas da ENGIE Brasil repassam R$ 49,8 milhões e...
23/04/26
BOGE 2026
Maior encontro de petróleo e gás do Norte e Nordeste te...
23/04/26
Oportunidade
Firjan SENAI tem mais de 11 mil vagas gratuitas em quali...
22/04/26
Combustíveis
Etanol aprofunda queda na semana e amplia perdas no acum...
20/04/26
P&D
Centro de pesquisa na USP inaugura sede e impulsiona tec...
17/04/26
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 182 mil barris por ...
17/04/26
Reforma Tributária
MODEC patrocina debate sobre reforma tributária no setor...
17/04/26
E&P
Revisão de resolução sobre cessão de contratos de E&P é ...
17/04/26
Estudo
Consumo de gás natural cresce 3,8% em 2025 no Brasil
17/04/26
Apoio Marítimo
Mesmo com tensões globais, setor marítimo avança e refor...
17/04/26
Internacional
Petrobras assina participação em novo bloco exploratório...
17/04/26
PPSA
Petrochina arremata carga da União de Bacalhau em leilão...
17/04/26
Rio de Janeiro
Firjan calcula que, só em 2025, estado do Rio acumulou p...
16/04/26
Refino
Refinaria de Mataripe, da Acelen, reduz consumo total de...
16/04/26
Cana Summit
No Cana Summit 2026, ORPLANA e UNICA formalizam revisão ...
16/04/26
Royalties
Firjan anuncia mobilização para defender interesse do RJ...
16/04/26
Reconhecimento
3º Prêmio Foresea de Fornecedores premia melhores empres...
16/04/26
Cana Summit
Abertura do Cana Summit 2026: autoridades e especialista...
15/04/26
Gás Natural
TBG e SCGás inauguram nova estação em Santa Catarina e a...
15/04/26
Espírito Santo
Indústria de Petróleo e Gás no ES deve investir mais de ...
15/04/26
Investimentos
SEAP: Bacia Sergipe-Alagoas irá receber dois FPSOs
14/04/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23