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Empresas

OSX tenta sobreviver ao colapso do grupo de Eike Batista

03/10/2013 | 10h33

 

OSX tenta sobreviver ao colapso do grupo de Eike Batista
A companhia de construção naval OSX Brasil SA está tentando escapar do mesmo destino de sua empresa-irmã, a petrolífera OGX Petróleo e Gás Participações SA, que esta semana deixou de pagar títulos de dívida, em um dos maiores colapsos corporativos na América Latina.
As duas empresas são controladas pelo combalido magnata das commodities Eike Batista, que está lutando para impedir a ruína de seu império. As empresas de Eike Batista tinham negócios interligados, assim, a OSX é fortemente dependente das plataformas de petróleo da OGX. Mas o modelo de negócios da empresa de construção naval descarrilou depois que a OGX anunciou que não iria cumprir suas ambiciosas metas de produção e a OSX agora está à procura de outros clientes.
O empresário, que acrescentou um X aos nomes de suas empresas para simbolizar a multiplicação de riqueza, experimentou uma mudança drástica de sorte depois de levantar bilhões de dólares nos últimos anos para investir em indústrias pesadas, de capital intensivo, que vão de petróleo e mineração até ener-gia elétrica e logística.
Batista, que chegou a ser o homem mais rico do Brasil, viu seu patrimônio líquido despencar desde que seu conglomerado começou a registrar problemas operacionais em meados de 2012. O declínio de sua endividada petrolífera teve repercussões em todas as outras empresas do grupo, levantando preocupações sobre sua solvência entre os credores num momento em que a economia brasileira perde força. Ele agora está vendendo alguns de seus principais ativos e buscando reestruturar as dívidas.
"A OSX é uma empresa que tinha um grande cliente e uma grande carteira vinda desse cliente", disse o diretor-presidente da empresa, Marcelo Gomes, em uma entrevista ao The Wall Street Journal. "Com a redução nos pedidos, precisamos reestruturar tudo o que estávamos fazendo."
A OSX, que tem cerca de US$ 2,41 bilhões em dívida, está renegociando contratos com fornecedores e credores, acrescentou Gomes. Ela também está em negociações para vender ao menos uma de suas plataformas de perfuração de petróleo nos próximos meses e busca estabelecer cinco parcerias para a sua unidade de construção naval no complexo do Porto do Açu, ainda em construção, no Rio de Janeiro.
Em maio, a OSX anunciou que estava reduzindo o projeto do estaleiro no Porto do Açu, visto que boa parte de seus planos originais foi baseada na expectativa de que a OGX precisaria de 48 plataformas de petróleo até 2020. A OGX interrompeu o desenvolvimento da maioria dos seus campos de petróleo, afirmando que eles não eram economicamente viáveis.
Muitos analistas questionam a viabilidade da OSX como um participante independente no setor da construção naval brasileira.
"Acho que vai ser difícil para a OSX trazer novos investidores enquanto os problemas da OGX não forem resolvidos", disse Guilherme Figueiredo, gerente de fundos da M. Safra & Co., em São Paulo. "A OSX tem bons ativos, mas não tenho certeza de que vai haver tempo suficiente para um novo plano de negócios."
O diretor-presidente da empresa admite que a crise enfrentada pela OGX contamina as percepções sobre a OSX, mas também disse que uma recuperação judicial não é uma opção, pelo menos agora.
A OSX traçou um plano que combina corte de gastos, venda de ativos e parceiros operacionais. Se for bem-sucedido, o plano permitiria à empresa sair de um aperto financeiro nos próximos seis meses e conseguir um balanço mais saudável até o fim de 2014, disse Gomes.
Em julho, a OSX contratou o Credit Suisse AG para estudar a venda de alguns de seus principais ativos, ou seja, suas plataformas flutuantes de produção, armazenamento e descarregamento de petróleo de campos em alto-mar, conhecidas como plataformas FPSO.
A empresa está em negociações com três potenciais compradores não revelados para sua plataforma FPSO OSX-2, disse Gomes. A OSX-2 foi planejada para ser usada em campos que estavam sendo desenvolvidos pela OGX. Ela atualmente está na Ásia.
Enquanto uma FPSO nova custa cerca de US$ 1,2 bilhão, as ofertas têm sido bem abaixo desse valor, já que terá de ser adaptada às necessidades de seu novo proprietário, acrescentou Gomes.
A OSX-1 está operando em um campo de petróleo que a OGX planeja descontinuar no próximo ano e, por isso, também poderia ser vendida, disse Gomes. Já a OSX3, que chegou ao Brasil em agosto, vem sendo usada no campo Tubarão Martelo, considerado o único campo de petróleo viável da OGX.
A OSX-3 garante US$ 500 milhões em títulos em dólares vendidos pela OSX que vencem em 2015. A companhia precisa da permissão dos detentores dos títulos para vender a plataforma.
A OSX também está implementando um plano de dividir o local de construção naval de Açu em cinco unidades separadas, cada uma especializada em um segmento da indústria naval. Ela já fechou uma parceria para uma das unidades e está buscando outras, disse Gomes.

A companhia de construção naval OSX Brasil SA está tentando escapar do mesmo destino de sua empresa-irmã, a petrolífera OGX Petróleo e Gás Participações SA, que esta semana deixou de pagar títulos de dívida, em um dos maiores colapsos corporativos na América Latina.


As duas empresas são controladas pelo combalido magnata das commodities Eike Batista, que está lutando para impedir a ruína de seu império. As empresas de Eike Batista tinham negócios interligados, assim, a OSX é fortemente dependente das plataformas de petróleo da OGX. Mas o modelo de negócios da empresa de construção naval descarrilou depois que a OGX anunciou que não iria cumprir suas ambiciosas metas de produção e a OSX agora está à procura de outros clientes.


O empresário, que acrescentou um X aos nomes de suas empresas para simbolizar a multiplicação de riqueza, experimentou uma mudança drástica de sorte depois de levantar bilhões de dólares nos últimos anos para investir em indústrias pesadas, de capital intensivo, que vão de petróleo e mineração até ener-gia elétrica e logística.


Batista, que chegou a ser o homem mais rico do Brasil, viu seu patrimônio líquido despencar desde que seu conglomerado começou a registrar problemas operacionais em meados de 2012. O declínio de sua endividada petrolífera teve repercussões em todas as outras empresas do grupo, levantando preocupações sobre sua solvência entre os credores num momento em que a economia brasileira perde força. Ele agora está vendendo alguns de seus principais ativos e buscando reestruturar as dívidas.


"A OSX é uma empresa que tinha um grande cliente e uma grande carteira vinda desse cliente", disse o diretor-presidente da empresa, Marcelo Gomes, em uma entrevista ao The Wall Street Journal. "Com a redução nos pedidos, precisamos reestruturar tudo o que estávamos fazendo."


A OSX, que tem cerca de US$ 2,41 bilhões em dívida, está renegociando contratos com fornecedores e credores, acrescentou Gomes. Ela também está em negociações para vender ao menos uma de suas plataformas de perfuração de petróleo nos próximos meses e busca estabelecer cinco parcerias para a sua unidade de construção naval no complexo do Porto do Açu, ainda em construção, no Rio de Janeiro.


Em maio, a OSX anunciou que estava reduzindo o projeto do estaleiro no Porto do Açu, visto que boa parte de seus planos originais foi baseada na expectativa de que a OGX precisaria de 48 plataformas de petróleo até 2020. A OGX interrompeu o desenvolvimento da maioria dos seus campos de petróleo, afirmando que eles não eram economicamente viáveis.


Muitos analistas questionam a viabilidade da OSX como um participante independente no setor da construção naval brasileira.


"Acho que vai ser difícil para a OSX trazer novos investidores enquanto os problemas da OGX não forem resolvidos", disse Guilherme Figueiredo, gerente de fundos da M. Safra & Co., em São Paulo. "A OSX tem bons ativos, mas não tenho certeza de que vai haver tempo suficiente para um novo plano de negócios."


O diretor-presidente da empresa admite que a crise enfrentada pela OGX contamina as percepções sobre a OSX, mas também disse que uma recuperação judicial não é uma opção, pelo menos agora.
A OSX traçou um plano que combina corte de gastos, venda de ativos e parceiros operacionais. Se for bem-sucedido, o plano permitiria à empresa sair de um aperto financeiro nos próximos seis meses e conseguir um balanço mais saudável até o fim de 2014, disse Gomes.


Em julho, a OSX contratou o Credit Suisse AG para estudar a venda de alguns de seus principais ativos, ou seja, suas plataformas flutuantes de produção, armazenamento e descarregamento de petróleo de campos em alto-mar, conhecidas como plataformas FPSO.


A empresa está em negociações com três potenciais compradores não revelados para sua plataforma FPSO OSX-2, disse Gomes. A OSX-2 foi planejada para ser usada em campos que estavam sendo desenvolvidos pela OGX. Ela atualmente está na Ásia.


Enquanto uma FPSO nova custa cerca de US$ 1,2 bilhão, as ofertas têm sido bem abaixo desse valor, já que terá de ser adaptada às necessidades de seu novo proprietário, acrescentou Gomes.


A OSX-1 está operando em um campo de petróleo que a OGX planeja descontinuar no próximo ano e, por isso, também poderia ser vendida, disse Gomes. Já a OSX3, que chegou ao Brasil em agosto, vem sendo usada no campo Tubarão Martelo, considerado o único campo de petróleo viável da OGX.


A OSX-3 garante US$ 500 milhões em títulos em dólares vendidos pela OSX que vencem em 2015. A companhia precisa da permissão dos detentores dos títulos para vender a plataforma.


A OSX também está implementando um plano de dividir o local de construção naval de Açu em cinco unidades separadas, cada uma especializada em um segmento da indústria naval. Ela já fechou uma parceria para uma das unidades e está buscando outras, disse Gomes.

 



Fonte: Valor Econômico
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