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Eletricidade

Obras na usina solar de Tauá outra vez adiadas

08/09/2010 | 11h57
Mais uma vez, a MPX Energia adia o início da construção da primeira usina solar comercial da América Latina, a ser erguida em Tauá, na região dos Inhamuns. O lançamento oficial das instalações ocorreu ainda em março, com estimativa para as obras civis em abril. Entretanto, o prazo não foi cumprido e a previsão postergada para agosto. Agora, já em setembro, as obras ainda não tiveram começo. De acordo com a assessoria de imprensa da empresa - que é controlada por Eike Batista -, a construção será iniciada "nos próximos dias". Segundo a MPX, a empresa fez uma nova rodada de negociações com fornecedores e adiou alguns dias.


Ainda antes destes prazos, o Governo do Estado chegou a esperar o início das obras da usina para outubro do ano passado, depois revendo a data para novembro. O projeto foi anunciado em 2008, mas o atraso veio motivado, principalmente - segundo afirmam o governo e a empresa -, pela falta de um mecanismo específico de incentivo fiscal para a produção deste tipo de energia.


Esta legislação tributária especial é tida como necessária para que o setor possa se desenvolver no País, já que a produção de energia solar chega a custar até seis vezes mais do que a hidrelétrica e quatro vezes a eólica. Como, no fim do ano, o governo estadual aprovou o Fundo de Incentivo à Energia Solar (Fies), o primeiro do tipo no Brasil, o projeto da usina pôde ser viabilizado. O fundo tenta cobrir a diferença existente entre o valor de compra da energia de fonte solar das outras fontes, tornando-a viável financeiramente. Até o fim deste ano, o fundo poderá somar um montante de R$ 12 milhões para subsidiar o setor.


Reidi


Além de garantir a tributação especial, a MPX tentava reduzir os preços dos painéis fotovoltaicos, usados para a produção da energia por raios solares. Contribuindo com isso, a usina foi incluída no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi), do governo federal. O Reidi é direcionado a projetos de infraestrutura no País, nas áreas de energia, transportes, irrigação, dutovias e saneamento básico, e suspende a exigência da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins nas aquisições e importações de bens e serviços vinculadas ao empreendimento.


Painéis solares


De acordo com a assessoria de imprensa da MPX, a empresa já fechou a aquisição dos painéis com a Yingli, empresa chinesa. Além disso, o empresário Eike Batista afirmou ontem, através de seu microblog no Twitter, que está "trazendo também uma fabrica de painéis solares".


A EBX, holding da qual a MPX faz parte, desenvolve o projeto para instalar uma fábrica de painéis solares no País.


A assessoria de imprensa do grupo informou que o projeto ainda está em fase de planejamento e conta com a parceria da chinesa Yingli.


Eike Batista, por meio da assessoria, informou que o empreendimento está em estudo


5 MW autorizados


A usina de Tauá possui autorização, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para implantar uma planta com capacidade de 5 megawatts (MW). Entretanto, na primeira fase, funcionará ainda como projeto-piloto, operando com a geração de 1 MW de potência, suficiente para atender 850 domicílios. Para isso, o empreendimento terá 4400 placas. "Essa planta piloto estará conectada ao sistema interligado nacional e foi idealizada para testar a eficiência do projeto e as condições do local", afirmou a assessoria, em nota.


A previsão atualmente é de entrada em operação até o final de 2010. O projeto está orçado em R$ 12 milhões, com 100% de investimentos da MPX.


"A energia solar está dentro do projeto de diversificação da matriz de negócios da MPX, que já está estudando como ela é viabilizada em países que obtiveram sucesso com projetos semelhantes. A empresa encara esse tipo de energia como uma opção para o futuro", diz a nota.


Fonte: Diário do Nordeste (CE)
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