Etanol

Números da ANP confirmam retração no consumo em janeiro

ANP/Unica
23/02/2016 15:00
Números da ANP confirmam retração no consumo em janeiro Imagem: Cortesia Unica/Antonio de Padua Rodrigues Visualizações: 217 (0) (0) (0) (0)

Na semana passada (19/02), informações preliminares de mercado apuradas pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) apontaram uma queda de 11,94% no consumo total de combustíveis utilizados pela frota de veículos leves no Brasil, quando comparados os volumes comercializados em janeiro de 2016 (4,17 bilhões de litros) e no mesmo mês de 2015 (4,73 bilhões de litros).

Nesta segunda-feira (22/02), dados oficiais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que a retração no período que compara dezembro/2015 com janeiro/2016 é ainda maior, de 17,03%.

Foram 5 bilhões de litros de combustíveis vendidos em dezembro de 2015 contra 4,17 bilhões de litros em janeiro de 2016. Somente no Estado de São Paulo a queda chegou a marca de 18,77% no período. Já na região Centro-Sul, responsável por aproximadamente 76% de participação do consumo de combustíveis do País, a perda foi de 18,42%. O Norte-Nordeste, área de menor participação, com apenas 24% do consumo, registrou redução de 12,30%.

Etanol Hidratado x Gasolina C

Analisando ainda a variação de consumo entre dezembro/2015 e janeiro/2016, os números mostram que o etanol hidratado carburante, aquele utilizado diretamente no tanque dos automóveis, registrou perda de 21,65% em todo o território nacional, enquanto que a retração da gasolina C foi de 15,76%.

No Estado de São Paulo, o hidratado encolheu 20,66% e a gasolina C 17,59%. No Centro-Sul, que detém mais de 90% de participação do etanol hidratado, a queda do biocombustível foi de 21,92% e na região Norte-Nordeste, com participação de menos de 10%, a retração ficou na ordem de 19,11%. Já a gasolina C caiu 17,24% no Centro-Sul, que registra mais de 72% de participação do combustível fóssil e 11,63% na região Norte-Nordeste.

O diretor Técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodrigues (foto), chama atenção para a paridade entre os preços dos combustíveis em São Paulo, maior Estado consumidor do renovável produzido à base de cana-de-açúcar, com aproximadamente 53% de participação.

“Nas últimas quatro semanas aferidas pela ANP, mais precisamente entre os dias 10/01 e 07/02, a paridade entre os preços dos combustíveis nos postos de São Paulo esteve na casa dos 74,5%, fato que torna o etanol hidratado ligeiramente menos vantajoso economicamente do que a gasolina”, explica o executivo. “Neste momento é fundamental que o consumidor leve em consideração todos os benefícios sociais e ambientais gerados pelo consumo do etanol, um combustível limpo, renovável e que reduz em até 90% a emissão de gases causadores do efeito estufa quando comparado à gasolina“, conclui.

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