PPI

Novo modelo de concessões do PPI elevará competição bancária, diz Cafarelli do BB

Presidente do Banco do Brasil afirma que mudanças na contratação de empréstimos de longo prazo farão com que bancos internacionais se interessem em financiar projetos no País.

Redação/Assessoria Portal Planalto
14/09/2016 09:31
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O modelo de concessões do Projeto Crescer, lançado nesta terça-feira (13) pelo governo federal, traz mudanças que tornam o Programa de Parcerias de Investimento (PPI) mais atrativo para agentes financeiros, especialmente bancos privados. A avaliação é do presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, em entrevista exclusiva ao Portal Planalto.

“É um modelo completamente diferente do que era o modelo anterior das concessões”, disse Caffarelli, acrescentado que as novas regras do programa possibilitarão um avanço da concorrência no setor bancário. “É um modelo muito mais voltado para uma disputa de mercado, o que é muito salutar para esses projetos que nós vamos colocar para acontecer. Vai fazer com que tenhamos uma possibilidade de participação de empresas não só do Brasil, mas empresas de todo o mundo interessadas em investir no nosso País”, disse.

O Projeto traz uma mudança na forma de contratação de financiamentos de longo prazo, que eliminarão a necessidade dos chamados empréstimos-ponte, usados pelas empresas que tocam os empreendimentos na fase de estruturação da operação.

“Tivemos algumas experiências no passado, sejam bancos públicos, mas principalmente bancos privados, que fizeram seus empréstimos-ponte e, no final, não tiveram a liquidação desses empréstimos por outros empréstimos já aguardados para aqueles projetos”, afirma Caffarelli, reforçando que a necessidade de intermediários financeiros, nessa fase em que os empreendimentos ainda não geravam dividendos, afastava o interesse de bancos internacionais em financiar obras de infraestrutura no Brasil.

Agora, sem a necessidade de empréstimos-ponte, diz Caffarelli, o financiamento inicial dos projetos deverá ser feito por meio de emissão de debêntures, como instrumento de captação de recursos para financiar essas obras de concessões.

Um sindicato de bancos, públicos e privados, será o fiador destas debêntures durante a fase de obras, assumindo o risco de crédito nesta que é a fase mais crítica do projeto. Uma vez concluído, com a geração de recebíveis, o projeto passa por si só a pagar essas debêntures.

“Isso vai fazer com que também tenhamos uma possibilidade de uma participação de empresas não só do Brasil, mas empresas de todo o mundo interessadas em investir no nosso País”, diz Caffarelli. Para o presidente do Banco do Brasil, não faltarão interessados em financiar esses empreendimentos. “Considerando que a nossa carta de projetos atualmente, talvez, seja uma das melhores cartas de projetos de infraestrutura do mundo, vai atrair, obviamente, o capital nacional, mas muito mais o capital estrangeiro”, disse.

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