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Negócios

Noble desbanca BP e leva Cerradinho em SP

16/12/2010 | 10h29
O Grupo Cerradinhode açúcar e álcool, de Catanduva (SP), assinou na madrugada de segunda para terça-feira a venda de 100% de suas duas usinas de São Paulo para a trading Noble Group, de Hong Kong. O negócio significou uma das mais surpreendentes e rápidas reviravoltas já vistas em fusões e aquisições no segmento sucroalcooleiro, uma vez que até sexta-feira, dia 10, as negociações giravam exclusivamente em torno da BP (ex-British Petroleum). O Valorapurou que pelas duas unidades, a trading asiática pagou R$ 600 milhões mais assunção de dívidas de R$ 1 bilhão.


Outros R$ 300 milhões de débitos do grupo foram transferidos para a unidade industrial Porto das Águas (GO), que ficará com os atuais acionistas da holding Cerradinho, a família Sanches.


A negociação com a Noble foi uma das mais rápidas da história, segundo fontes presentes na reunião de credores realizada ontem em São Paulo. A trading de Hong Kong entrou na negociação no último sábado, um dia após ter acabado o prazo de exclusividade com a BP. Segundo apurou o Valor, a petroleira foi descartada porque nos últimos momentos da negociação começou a pressionar por alterações em condições já definidas.


A atual estrutura com a Noble começou a ser desenhada no fim de semana. A Cerradinho, que já não podia iniciar uma negociação do zero, decidiu assumir no contrato o risco de contingência passada, ou seja, a Noble ainda fará uma due diligence confirmativa nas próximas semanas. Por ter capital aberto em bolsa de valores (Cingapura), a Noble precisará aprovar formalmente a decisão no seu conselho de administração.


O negócio já foi respaldado no comitê executivo da companhia asiática. Ontem, os executivos da Noble já começaram a assumir o controle e negociaram diretamente na reunião de credores.


As três usinas do grupo somam capacidade para moer 10,9 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra. As duas unidades paulistas que foram vendidas integralmente para a Noble têm juntas 7,6 milhões de toneladas de capacidade de cana - usina Catanduva com 4 milhões de toneladas e a Potirendaba, com 3,6 milhões de toneladas.


Com essa aquisição, a Noble desponta como um dos mais importantes players de açúcar e etanol do país. A trading já tem duas usinas em São Paulo a 75 quilômetros das usinas da Cerradinho: a Noroeste Paulista, em Sebastianópolis do Sul, e a usina Meridiano, em Votuporanga. As duas moeram juntas nesta safra cerca de 4 milhões de toneladas de cana, mas quando estiverem com capacidade plena, vão processar entre 9 e 10 milhões de toneladas.


A família Sanches, agora capitalizada com R$ 600 milhões, deve avançar em seu projeto em Goiás. A usina Porto das Águas, que fica com a família, tem capacidade para moer 3,3 milhões de toneladas.


Já a BP continua resumindo sua presença no setor à uma participação de 50% na usina Tropical, em Edea (GO), juntamente com a francesa Louis Dreyfuse o grupo Maeda(Arion Capital).


O plano da BP era comprar 50% das três usinas da Cerradinho por R$ 800 milhões mais incorporação da dívida total, R$ 1,3 bilhão. A petroleira tinha assinado um memorando de entendimentos com o grupo paulista em agosto deste ano. Desde então, vinha sendo realizadas due diligences pela BP, processo que levou meses e o trabalho de mais de dez consultorias especializada em auditoria.


Mas a pressão por alterar condições na última hora fez a Cerradinho partir para o plano "B". Há ainda informações de que houve interferência permanente da cúpula da BP de Londres, o que teria causado também uma "perda de controle" por parte dos executivos no Brasil. Procurada, a BP informou por sua assessoria que não comenta especulações. O grupo Cerradinho e a Noble foram procurados, mas também não comentaram.


Fonte: Valor Econômico
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