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Gás

MPX, de Eike, prevê chegar a R$ 1 bi

02/01/2012 | 14h19
A MPX Energia, do empresário Eike Batista, prevê chegar a seu primeiro bilhão de faturamento no próximo ano. A empresa finalmente vai sair de sua fase pré-operacional e dar um salto em seu faturamento que neste ano será de R$ 150 milhões. Cerca de 1.100 MW de duas usinas termelétricas (Itaqui e Pecém I, em sociedade com a EDP) vão entrar em operação em 2012. Apesar de um atraso de cerca de dois meses nas obras, em função de greve de funcionários, o faturamento não deve ficar comprometido. Ainda no próximo ano também devem entrar em fase de testes as primeiras turbinas das térmicas adquiridas do Bertin e que vão usar o gás descoberto pelas empresas do grupo no Maranhão.

O plano de negócios da companhia prevê a instalação de um parque gerador de 11 mil MW, sendo 10 mil MW em térmicas movidas a carvão e gás natural no Brasil, Colômbia e Chile. Na Colômbia, a ideia é fazer em breve uma planta de autogeração para ser usada na exploração de carvão pela própria empresa. A atividade exige cerca de 200 MW. No Chile, os projetos são de 2.100 MW. No Brasil, a empresa vai aproveitar sua vantagem competitiva de possuir os direitos de exploração de gás no Maranhão para colocar os projetos em operação.

As empresas OGX e MPX, ambas do grupo de Eike Batista, querem ampliar a exploração no Estado e já pediram a aprovação do Ministério de Minas e Energia para volumes adicionais de exploração, que vão permitir participar de novos leilões e também fazer novas aquisições. Na semana passada, os campos de Gavião Azul e Gavião Real tiveram licenças ambientais emitidas para exploração de seis milhões de metros cúbicos. Todo esse gás está comprometido para a geração de energia dos 660 MW das usinas adquiridas do grupo Bertin e também para a térmica Maranhão III, de 500 MW, que teve energia comercializada no leilão de curto prazo desse ano.

"Só não tivemos térmica no leilão da semana passada (de longo prazo) porque não havia licença para o gás, mas isso muda para o próximo leilão (o de curto prazo)", diz o presidente da MPX, Eduardo Karrer. A empresa foi a única capaz de competir com a Petrobras no leilão para vender energia. Os preços caíram fortemente e ficaram em torno de R$ 100 o MWh, justamente pelo fato de as duas empresas serem donas do gás.

Além de térmicas, a MPX já planeja expandir sua base de geração para outras fontes, como hidrelétricas, eólicas e solar. Em hidrelétricas chegou a analisar o projeto São Roque, vendido na semana passada, mas desistiu do processo. Já em solar, o segundo megawatt da MPX deverá entrar em operação neste ano e apesar de ser apenas uma planta piloto está sendo usado como teste para que a companhia ganhe competitividade quando os primeiros leilões dessa fonte sejam realizados pelo governo federal.

Em eólicas, Karrer diz que a empresa está em atraso em relação aos seus concorrentes, mas ele acredita que os preços da energia eólica estão hoje em patamares irracionais. A energia dos ventos foi negociada no último leilão a R$ 102 o MWh e chegou a ser vendida por menos de R$ 100 no leilão de curto prazo.

Em 2012, os investimentos do grupo vão somar R$ 1,6 bilhão para os projetos que já tiveram energia comercializada. Se fechar novas aquisições, poderá fazer novas operações como a emissão de debêntures conversíveis neste ano adquiridas por Gávea e BNDESPar.


Fonte: Valor Econômico
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