América do Sul

Ministro venezuelano ataca transnacionais petrolíferas

Folha Online/ag. int
24/05/2005 00:00
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O ministro de Energia da Venezuela e presidente da estatal petrolífera PDVSA, Rafael Ramírez, afirmou na último sábado que as empresas transnacionais petrolíferas provocaram "danos patrimoniais" a seu país, ao incorrer em desvios muito graves" em seus contratos com o Estado.
Durante uma entrevista coletiva com a imprensa estrangeira, ele disse que só uma companhia deve ao Estado venezuelano cerca de US$ 1 milhão em regalias, enquanto que todas as companhias devem mais de US$ 3 bilhões em impostos atrasados desde 2000. "Estavam roubando ao Estado venezuelano. O ingresso fiscal despencou. E como não ia despencar se não pagam impostos?", afirmou Ramírez, que preside a PDVSA desde dezembro.
O ministro afirmou que a antiga direção da PDVSA, que foi destituída depois de uma greve de petroleiros de dois meses (entre dezembro de 2002 e fevereiro de 2003), foi "refém" e "cúmplice" dos abusos das transnacionais.
Entre as transnacionais que operam na Venezuela estão a americana Chevron Texaco, a inglesa British Petroleum, a espanhola Repsol YPF, a francesa Total, a holandesa Shell e a chinesa Corporação Nacional de Petróleo.
A Venezuela, que tem uma cota de 3,1 milhões de barris/dia na Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), produz atualmente 3,24 milhões de barris, de acordo com a PDVSA.

Produção - A Venezuela provavelmente vai apoiar um corte na produção de petróleo se os outros membros da Opep votarem a favor de uma diminuição dos estoques mundiais, afirmou Ramírez.
Ele afirmou que a Venezuela poderia avaliar a proposta de reduzir sua produção de petróleo na reunião do próximo mês.
"Durante a reunião de junho da Opep, nós vamos avaliar um corte na produção",disse Ramírez e acrescentou que a Venezuela faria "o necessário para defender o preço do petróleo".
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que o preço do petróleo deveria estar entre US$ 40 e US$ 60 o barril nos mercados internacionais [na sexta-feira, fechou cotado a US$ 46,80 em Nova York].
A Venezuela é o quinto maior exportador mundial de petróleo e um dos fornecedores mais importantes da commodity para os Estados Unidos.

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