Economia

Minério de ferro volta a subir, mas não deve pressionar inflação

O término da deflação no preço do minério de ferro (de -4,96% para 0,13%) ajudou a dar fim à queda do Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10), que passou de -0,28% para 0,63% em dezembro. No entanto, mesmo com o fim da queda no preço do min

Valor Online
17/12/2012 13:21
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O término da deflação no preço do minério de ferro (de -4,96% para 0,13%) ajudou a dar fim à queda do Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10), que passou de -0,28% para 0,63% em dezembro. No entanto, mesmo com o fim da queda no preço do minério o coordenador de Análises Conjunturais do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), Salomão Quadros, não espera grandes pressões inflacionárias de origem industrial para a inflação nos primeiros meses de 2013.

Quadros observou que houve pequena melhora na demanda por minério no final de 2012. Esse produto sofreu com o desaquecimento da economia global, principalmente pela menor taxa de crescimento da China, principal comprador mundial do produto. Isso, na prática, acabou por puxar para cima novamente o preço do minério no final deste ano, o que impactou a inflação medida pelos Índices Gerais de Preços (IGPs), visto que o minério é o item de maior peso na composição da inflação atacadista, que representa 60% do total dos IGPs.

Mas o especialista considerou que a oscilação de preços industriais, mesmo as commodities, obedece à trajetória da economia global, que se encontra desaquecida no momento. “Acho que os preços industriais vão responder aos sinais da economia mundial”, afirmou, acrescentando que de maneira geral não se espera grandes saltos na economia mundial em 2013.
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