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Energia

Leilão A-5: contratados 1.265 MW

29/08/2013 | 15h42
Leilão A-5: contratados 1.265 MW
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O 1º Leilão de Energia A-5/2013, promovido nesta quinta-feira (29) pelo Governo Federal com o objetivo de suprir a demanda de eletricidade do país no ano de 2018, resultou na contratação de 19 empreendimentos de geração somando capacidade instalada de 1.265 megawatts (MW). O preço médio do Leilão ficou em 124,97/MWh - um deságio de 10,74% em relação ao preço inicial. O investimento na construção dos projetos será de aproximadamente R$ 5 bilhões.
A sistemática do leilão previu duas fases distintas. Na primeira delas, os interessados disputaram a concessão da hidrelétrica Sinop por um prazo de 30 anos. A usina, que representa 400 MW de potência a ser agregada ao sistema, vendeu energia a R$ 109,40 por MWh. O valor significa um deságio de 7,28% em relação ao preço-teto de R$ 118,00 MWh estabelecido para o empreendimento. A concessão foi arrematada pelo consórcio formado pelas empresas Alupar, Chesf e Eletronorte responsável pela construção e operação de Sinop.
Na segunda fase, as PCHs, termelétricas a biomassa e termelétricas a carvão aptas a participar do o certame concorreram simultaneamente, com produtos por quantidade (PCHs) e disponibilidade (térmicas), para selar contratos de comercialização de energia com duração de 30 e 25 anos respectivamente.
O destaque ficou por conta do desempenho das PCHs Cabeça de Boi e Da Fazenda, de Mato Grosso, e da usina hidrelétrica Salto Apiacás, do mesmo estado, que venderam eletricidade a preço médio de R$ 120 MWh, 16% inferior ao teto, de R$ 140 MWh.
As 34 concessionárias de distribuição que participaram do Leilão assinarão contratos de compra e venda com duração de 30 anos para os projetos hidrelétricos e de 25 anos para os empreendimentos a biomassa, válidos a partir de 1º de janeiro de 2018. O volume financeiro desses contratos alcançará R$ 20,649 bilhões durante a vigência. As usinas negociadas serão construídas nos estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí, Santa Catarina e São Paulo.
Em entrevista coletiva concedida após o certame, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, considerou o Leilão muito bem sucedido. Entre os pontos positivos destacados está a contratação apenas de fontes de origem renovável, incluindo pequenas centrais hidrelétricas e termelétricas à biomassa, que não vinham sendo negociadas há vários leilões públicos de energia.
A negociação de dois empreendimentos movidos a cavaco de madeira foi destacada pelo presidente da EPE. “Essas usinas são quase como térmicas a gás natural, pois elas podem ser acionadas para operar o ano todo, a qualquer momento, não dependendo de safra como no caso da cana-de-açúcar. O fato de o cavaco de madeira ter se tornado competitivo é um ótimo sinal”, observou Tolmasquim.
Para o 2º Leilão de Energia A-5/2013, agendado para 13 de dezembro, é projetada a participação de até seis projetos hidrelétricos: São Manoel (700 MW), Cachoeira (68 MW), Ribeiro Gonçalves (113 MW), Itaocara (145 MW), Ercilândia (87 MW) e Foz do Piquiri (93 MW).

O 1º Leilão de Energia A-5/2013, promovido nesta quinta-feira (29) pelo Governo Federal com o objetivo de suprir a demanda de eletricidade do país no ano de 2018, resultou na contratação de 19 empreendimentos de geração somando capacidade instalada de 1.265 megawatts (MW). O preço médio do Leilão ficou em 124,97/MWh - um deságio de 10,74% em relação ao preço inicial. O investimento na construção dos projetos será de aproximadamente R$ 5 bilhões.


A sistemática do leilão previu duas fases distintas. Na primeira delas, os interessados disputaram a concessão da hidrelétrica Sinop por um prazo de 30 anos. A usina, que representa 400 MW de potência a ser agregada ao sistema, vendeu energia a R$ 109,40 por MWh. O valor significa um deságio de 7,28% em relação ao preço-teto de R$ 118,00 MWh estabelecido para o empreendimento. A concessão foi arrematada pelo consórcio formado pelas empresas Alupar, Chesf e Eletronorte responsável pela construção e operação de Sinop.


Na segunda fase, as PCHs, termelétricas a biomassa e termelétricas a carvão aptas a participar do o certame concorreram simultaneamente, com produtos por quantidade (PCHs) e disponibilidade (térmicas), para selar contratos de comercialização de energia com duração de 30 e 25 anos respectivamente.


O destaque ficou por conta do desempenho das PCHs Cabeça de Boi e Da Fazenda, de Mato Grosso, e da usina hidrelétrica Salto Apiacás, do mesmo estado, que venderam eletricidade a preço médio de R$ 120 MWh, 16% inferior ao teto, de R$ 140 MWh.


As 34 concessionárias de distribuição que participaram do Leilão assinarão contratos de compra e venda com duração de 30 anos para os projetos hidrelétricos e de 25 anos para os empreendimentos a biomassa, válidos a partir de 1º de janeiro de 2018. O volume financeiro desses contratos alcançará R$ 20,649 bilhões durante a vigência. As usinas negociadas serão construídas nos estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí, Santa Catarina e São Paulo.


Em entrevista coletiva concedida após o certame, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, considerou o Leilão muito bem sucedido. Entre os pontos positivos destacados está a contratação apenas de fontes de origem renovável, incluindo pequenas centrais hidrelétricas e termelétricas à biomassa, que não vinham sendo negociadas há vários leilões públicos de energia.


A negociação de dois empreendimentos movidos a cavaco de madeira foi destacada pelo presidente da EPE. “Essas usinas são quase como térmicas a gás natural, pois elas podem ser acionadas para operar o ano todo, a qualquer momento, não dependendo de safra como no caso da cana-de-açúcar. O fato de o cavaco de madeira ter se tornado competitivo é um ótimo sinal”, observou Tolmasquim.


Para o 2º Leilão de Energia A-5/2013, agendado para 13 de dezembro, é projetada a participação de até seis projetos hidrelétricos: São Manoel (700 MW), Cachoeira (68 MW), Ribeiro Gonçalves (113 MW), Itaocara (145 MW), Ercilândia (87 MW) e Foz do Piquiri (93 MW).



Fonte: Revista TN Petróleo, Redação com Assessoria
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