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Gás Natural

GLP: autossuficiência descartada

09/10/2009 | 10h33
Mesmo com as perspectivas de aumento de produção de petróleo e derivados decorrente das descobertas da Petrobras na camada pré-sal do litoral brasileiro e da previsão de construção de cinco novas refinarias no País, o Brasil não alcançará a autossuficiência de gás liquefeito de petróleo (GLP), segundo afirmou o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli. O executivo participou nesta quinta-feira do 22º Fórum Mundial de Gás LP, no Rio de Janeiro.


O presidente do Sindicato das Distribuidoras de Gás (Sindigás), Sérgio Bandeira de Mello, no entanto, afirmou o contrário. Mello citou estimativas da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que dão conta de que a oferta de GLP até 2030 (16,9 milhões de toneladas ao ano) será equivalente à demanda no período (16 milhões t/ano), não havendo, portanto, necessidade de importação do combustível. As estimativas, lembrou, não incluem as possibilidades do pré-sal.


Segundo o Sindigás, o Brasil consome, atualmente, 6,4 milhões de toneladas de GLP ao ano. Do total, de 18% a 20% são importados de países da Europa, África e da Argentina. Em 2008, o País importou 1,2 milhões de toneladas. A expectativa da Petrobras é que este ano o volume de gás que vem do exterior fique estável em relação ao ano passado. A empresa projeta crescimento do consumo em 1,7% ao ano nos próximos anos, inferior aos 5,4% esperados para o gás natural.


Gabrielli enfatizou que mesmo com a operação das cinco novas refinarias que a estatal pretende construir até 2020, o volume necessário para atender o mercado seria inferior à oferta. As novas usinas, sublinhou, aumentarão a capacidade de produção da estatal dos atuais 215 mil barris por dia para 257 mil barris diários em 2020.


Gabrielli admitiu que o óleo que se espera extrair do pré-sal é de característica leve, que favorece à produção GLP, querosene de aviação e óleo diesel. Ele explicou, contudo, que há limitação "fisico-química" para a produção do combustível. "Não é impossível extrair GLP na proporção desejada", disse.


Ele afirmou que a empresa dará prioridade à produção de combustíveis dos quais o País tem déficit, como GLP e diesel, mas ressalvou que não dá para fazer mais do que o previsto. "Não dá para alterar a composição do óleo a ser processado".


Para justificar as posições divergentes com relação à autossuficiência, Bandeira de Mello, presidente do Sindigás, afirmou que as metodologias utilizadas pela EPE e pela Petrobras são distintas e, por isso, as conclusões também. "A Petrobras está considerando que haverá aumento da demanda, em decorrência da inserção do GLP em mercados em que hoje ele não é utilizado. Por conta disso, precisaríamos importar mais", disse.


Fonte: Jornal do Commercio
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