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Tecnologia

FMC constrói unidade no Parque Tecnológico do Rio

05/07/2010 | 08h55

A americana FMC, maior fornecedora de equipamentos para produção de petróleo do mundo, tornou-se a terceira grande empresa internacional a iniciar a construção de um centro de pesquisas no Brasil, dentro do Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O centro vai empregar 300 engenheiros. A pressa é tanta que a empresa iniciou a obra na sexta-feira, dia do jogo Brasil e Holanda, embora o contrato com a universidade só deva ser assinado amanhã. A razão da pressa é o pré-sal.

 

Já estão em construção os centros de pesquisa da francesa Schlumberger, a maior prestadora de serviços para a indústria de petróleo do mundo, e da americana Baker Hughes, outra das grandes. A também gigante americana Halliburton negocia e a Usiminas praticamente acertou a construção de um centro para pesquisar novas qualidades de aço. E dentro do Campus da UFRJ, em área contígua ao Parque Tecnológico, já está instalado, desde a década de 1960, o Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) em cuja expansão a estatal está investindo R$ 900 milhões.

 

A corrida de empresas é tão grande e as condições tão propícias que o engenheiro mecânico Paulo Couto (formado na UFRJ), vice-presidente de Tecnologia da FMC Brasil, arrisca dizer que estão criadas as condições para que nos próximos anos a UFRJ torne-se o maior centro de inteligência mundial sobre a indústria do petróleo, repetindo o que fez a californiana Stanford University, embrião e hoje centro mundial da indústria de tecnologia da informação, onde gestaram empresas como a Apple e a Intel.

 

"A vinda da FMC é um marco importante porque, diferentemente das outras que já estão aqui, ela desenvolve tecnologia na área de produtos. As outras são da área de serviços", diz Maurício Guedes, diretor do Parque Tecnológico da UFRJ. Ele lembra que o Cenpes foi criado para pensar soluções para a indústria de refino de petróleo - na época as perspectivas de produção relevante de petróleo no país eram pequenas. A inovação foi colocar o centro dentro do campus universitário, aproximando a empresa da instituição que gera conhecimento.

 

Couto, da FMC, disse que para a empresa faz todo sentido a instalação de um centro de pesquisa no Rio de Janeiro e dentro da UFRJ. A empresa, que tem duas unidades industriais no Brasil, ambas no Rio de Janeiro (uma na capital e outra em Macaé), já é a maior cliente do laboratório de ensaios não destrutivos e de corrosão da UFRJ.

 

A vizinhança com o Cenpes, com o aeroporto internacional da cidade (Galeão) e com a Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe) da universidade são alguns outros fatores favoráveis que fizeram a empresa americana lutar durante um ano e meio para conseguir o espaço para construir a unidade. Segundo Couto, a construção do centro vai consumir cerca de um terço dos R$ 200 milhões que a FMC investirá no Brasil nos próximos dois ou três anos.

 

"O petróleo vai acabar nos lugares onde é mais fácil de ser retirado. A indústria está indo para lugares mais difíceis. Aí entra a FMC. A empresa tem de 6 mil a 7 mil engenheiros com experiência em tecnologias para produzir petróleo em locais difíceis", explica Couto. O pré-sal, ressalta, tem mais pressão nos poços, mais corrosão, mais profundidade e maior distância da costa, ou seja, só dificuldades. O desafio no Brasil, segundo ele, é conseguir aumentar o fator de recuperação dos poços, hoje na casa dos 30%, usando tecnologias novas, como a colocação das unidades de processamento no fundo do mar.

 

Dos cerca de 300 engenheiros que deverão trabalhar no novo centro de pesquisa da FMC, pelo menos cem deverão ser novos contratados, e o restante transferido das pesquisas, basicamente de desenvolvimento de produtos, já feitas dentro das fábricas. O vice-presidente de Tecnologia da empresa disse que a ideia é inaugurar o centro de pesquisas com o teste do protótipo de um sistema de processamento submarino a ser instalado no campo de Marlim.

 

Fonte: Valor Econômico/Chico Santos, do Rio

 



Fonte: Valor Econômico
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