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Economia

Eike prepara modelo para vender suas ações na MPX

10/09/2013 | 10h40

 

O empresário Eike Batista prepara a venda das ações que ainda mantém na elétrica MPX. A alemã E.ON, que compartilha com o empresário o controle da companhia, está acompanhando de perto o processo, interessada em ajudar a escolher seu novo sócio.
A preparação para a venda está sendo cuidadosamente pensada porque a saída de Eike deverá disparar uma oferta para todos os acionistas por conta da alienação de controle ("tag along").
Em maio passado, a alemã E.ON aumentou sua participação na MPX de 11,7% para 36,2%, ao comprar parte das ações de Eike, que foram avaliadas em R$ 10 cada uma. O empresário ainda possui 25,19% da empresa. A operação concluída em maio havia sido anunciada em março. No momento, está sendo concluído um aumento de capital na empresa, lançado no total de R$ 800 milhões, a um valor de R$ 6,45 por ação.
Quando Eike vendeu parte de suas ações, o tag along não foi disparado porque ele permaneceu no controle. Agora, o quadro mudará de figura, uma vez que ele deixará o comando da empresa. A questão a ser cuidadosamente definida é o preço a pelo qual serão vendidas as ações do empresário, em particular por conta do curto espaço de tempo entre a primeira venda e a segunda, que está sendo discutida.
Existe uma avaliação de que uma nova venda do empresário, meses depois da primeira, possa ser interpretada como uma mudança de controle realizada em duas etapas. Quando aumentou a sua fatia, a E.ON pagou R$ 10 por ação. O aumento de capital ainda em andamento saiu a R$ 6,45. Ontem as ações da MPX fecharam a R$ 5,90, em queda de 1,99%.
Existe uma interpretação de que, ainda que Eike aceitasse vender seus papéis a preço de mercado, a distância de poucos meses entre uma venda e outra, se interpretada como uma venda de controle em parcelas, possa implicar em questionamentos dos minoritários. Os acionistas poderão, por exemplo, solicitar um preço médio entre os R$ 10 inicialmente pagos pela E.ON e o novo valor, inferior, a ser acordado nessa nova venda. Nesse caso, Eike poderia até mesmo receber menos dinheiro do que os outros acionistas.
Uma fonte ouvida pelo Valor avalia que o comportamento das ações da elétrica apenas evidencia que a E.ON pagou caro pelos papéis. "Há poucos meses ela pagou R$ 10 por ação e muito provavelmente outro sócio entrará no bloco de controle pagando valor inferior a este", diz. A interpretação no mercado é a de que, como a E.ON pagou caro, necessariamente o preço médio vai ter de subir.
Eike negocia a venda de sua participação ao lado da E.ON, interessada em também poder escolher quem será seu novo sócio, condições para a adesão dele a um novo acordo de acionistas e também o preço a ser estabelecido para a operação. Depois de acertada a venda, uma eventual oferta para todos os acionistas da elétrica poderá ser lançada em conjunto pela E.ON e pelo novo sócio. Após essa operação existe a possibilidade de a MPX fechar o capital. A E.ON não quer ficar sozinha no controle da empresa porque nesse caso teria de consolidar a dívida da MPX em seu balanço.
Pelas cláusulas do acordo de acionistas assinado por E.ON e Eike, esse acordo também poderá ser desfeito no caso de a fatia detida por E.ON ou EBX no capital da MPX se tornar inferior a 15%. Nesse caso, a parte que mantiver maior participação poderá rescindir o acordo.

O empresário Eike Batista prepara a venda das ações que ainda mantém na elétrica MPX. A alemã E.ON, que compartilha com o empresário o controle da companhia, está acompanhando de perto o processo, interessada em ajudar a escolher seu novo sócio. A preparação para a venda está sendo cuidadosamente pensada porque a saída de Eike deverá disparar uma oferta para todos os acionistas por conta da alienação de controle ("tag along").


Em maio passado, a alemã E.ON aumentou sua participação na MPX de 11,7% para 36,2%, ao comprar parte das ações de Eike, que foram avaliadas em R$ 10 cada uma. O empresário ainda possui 25,19% da empresa. A operação concluída em maio havia sido anunciada em março. No momento, está sendo concluído um aumento de capital na empresa, lançado no total de R$ 800 milhões, a um valor de R$ 6,45 por ação.


Quando Eike vendeu parte de suas ações, o tag along não foi disparado porque ele permaneceu no controle. Agora, o quadro mudará de figura, uma vez que ele deixará o comando da empresa. A questão a ser cuidadosamente definida é o preço a pelo qual serão vendidas as ações do empresário, em particular por conta do curto espaço de tempo entre a primeira venda e a segunda, que está sendo discutida.


Existe uma avaliação de que uma nova venda do empresário, meses depois da primeira, possa ser interpretada como uma mudança de controle realizada em duas etapas. Quando aumentou a sua fatia, a E.ON pagou R$ 10 por ação. O aumento de capital ainda em andamento saiu a R$ 6,45. Ontem as ações da MPX fecharam a R$ 5,90, em queda de 1,99%.


Existe uma interpretação de que, ainda que Eike aceitasse vender seus papéis a preço de mercado, a distância de poucos meses entre uma venda e outra, se interpretada como uma venda de controle em parcelas, possa implicar em questionamentos dos minoritários. Os acionistas poderão, por exemplo, solicitar um preço médio entre os R$ 10 inicialmente pagos pela E.ON e o novo valor, inferior, a ser acordado nessa nova venda. Nesse caso, Eike poderia até mesmo receber menos dinheiro do que os outros acionistas.


Uma fonte ouvida pelo Valor avalia que o comportamento das ações da elétrica apenas evidencia que a E.ON pagou caro pelos papéis. "Há poucos meses ela pagou R$ 10 por ação e muito provavelmente outro sócio entrará no bloco de controle pagando valor inferior a este", diz. A interpretação no mercado é a de que, como a E.ON pagou caro, necessariamente o preço médio vai ter de subir.


Eike negocia a venda de sua participação ao lado da E.ON, interessada em também poder escolher quem será seu novo sócio, condições para a adesão dele a um novo acordo de acionistas e também o preço a ser estabelecido para a operação. Depois de acertada a venda, uma eventual oferta para todos os acionistas da elétrica poderá ser lançada em conjunto pela E.ON e pelo novo sócio. Após essa operação existe a possibilidade de a MPX fechar o capital. A E.ON não quer ficar sozinha no controle da empresa porque nesse caso teria de consolidar a dívida da MPX em seu balanço.


Pelas cláusulas do acordo de acionistas assinado por E.ON e Eike, esse acordo também poderá ser desfeito no caso de a fatia detida por E.ON ou EBX no capital da MPX se tornar inferior a 15%. Nesse caso, a parte que mantiver maior participação poderá rescindir o acordo.


 



Fonte: Valor Econômico
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