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Economia

Donos de pequenos negócios podem faturar com o pré-sal

13/10/2009 | 09h38
A expectativa gerada pelo início da retirada do petróleo da camada pré-sal vai muito além das alterações que serão feitas em lei para permitir a exploração no fundo do mar. Os lucros desse óleo de alta qualidade têm atraído a atenção e o interesse de centenas de empresários de todo o Brasil, em especial dos micro e pequenos.
 
 
Eles sabem que podem fazer seu negócio crescer e aparecer nesse tipo de indústria, principalmente porque a Petrobras e o Sebrae já identificaram mais de 8 mil empresas de pequeno porte como potenciais fornecedores de produtos e serviços. No Estado, por onde o pré-sal já começou a render frutos, empresas também estão sendo cadastradas para atuar na cadeia petrolífera.


A parceria Petrobras-Sebrae criou uma espécie de rede em todo o país, batizada de Rede Petro, que tem critérios rígidos para associação e também cobranças para a manutenção da qualidade do fornecimento à estatal e outras grandes empresas. Desde 2004, já foram qualificadas 2.207 micros e pequenos empresários em todo o Brasil. Só para se ter uma ideia, entre 2005 e 2007, elas participaram de 33 rodadas de negócios que movimentaram R$ 1,5 bilhão.


No Espírito Santo, a Rede conta com 78 associados e 41 fornecedores da estatal, na sua maioria micro e pequenos negócios. O detalhe é que em menos de um ano, a cadeia de fornecedores estadual nesta área de petróleo subiu de 29 para 78, ou seja, crescimento de 168%.


"O papel da Rede está na identificação das oportunidades, na capacitação das empresas e na troca de informações sobre a cadeia produtiva de petróleo, gás e energia. O Sebrae entra com a expertise e os empresários com a vontade de serem fornecedores. Observamos as deficiências das empresas e procuramos melhorar. Além da gestão, estamos auxiliando também na tecnologia", sublinhou a gestora do programa de petróleo e gás do Sebrae Espírito Santo, Ana Karla Macabu.


É justamente a qualificação de empresários e trabalhadores que preocupa o presidente do Centro Capixaba de Desenvolvimento Metalmecânico (Cedmec), Fausto Frizzera. Representante de uma categoria quase exclusivamente de fornecedores, ele afirma que o empresariado local ainda está muito longe do que o setor exige.


"O pré-sal, principalmente, requer muita tecnologia. Hoje, poucas empresas do Estado tem essa capacidade. Estamos entrando agora como fornecedores de montagem e manutenção. Para que as empresas que atuam aqui não tenham que contratar gente e empresas de fora, temos que investir em equipamentos, tecnologia e qualificação", avisa Frizzera.


Em novembro, Sebrae e Petrobras farão um levantamento junto às empresas da Rede Petro no Estado. A intenção é saber se o volume de negócios aumentou e se mais pessoas foram contratadas. "Nesse boom do pré-sal, o número de associados aumentou de 29 para 78. Agora queremos fazer um raio-x dessas empresas para saber se o nosso objetivo está sendo alcançado e onde estamos falhando", explicou Ana Karla.


Fonte: A Gazeta - ES
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