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Discussões

Cúpula vai debater estímulo à produção de etanol na África

02/10/2009 | 03h27
A mudança climática e a crise econômica global devem concentrar as atenções em Estocolmo, mas outros temas também terão espaço nas discussões entre Brasil e União Europeia. É o caso das conversas sobre uma parceria triangular envolvendo a produção de etanol na África e também das negociações para que o Brasil possa participar de experiências na área nuclear na UE.
 
No caso da parceria triangular na área de biocombustíveis, a ideia é estimular a produção de etanol em alguns países africanos, que contariam com o suporte tecnológico brasileiro e teriam o mercado europeu como destino mais óbvio para o produto. Segundo Paul Hodson, da diretoria geral de energia e transporte da Comissão Europeia, a UE não pode prometer um mercado cativo para o etanol africano que vier a ser fabricado, mas o combustível seria feito de acordo com as regras rígidas de sustentabilidade exigidas pela instituição. Países como Mali, Malaui e Serra Leoa aparecem como possíveis candidatos, mas os detalhes da parceria ainda não estão definidos. As conversas envolvem também a União Africana.
 
As discussões para que técnicos brasileiros possam participar de experiências de fusão nuclear na UE estão bastante avançadas. Havia a expectativa de que o acordo com a Comunidade Europeia de Energia Atômica (Euratom) pudesse ser fechado já em Estocolmo, mas a conclusão dessas negociações deverá ficar para depois.
 
Temas da política internacional também deverão constar das conversas, como a situação de Honduras, do Oriente Médio e do Irã. No caso da crise em Honduras, a UE condenou o golpe e tem pedido respeito à embaixada brasileira e à integridade física do presidente deposto, Manuel Zelaya. Um assunto que eventualmente pode aparecer nas conversas é a insatisfação de setores da UE em relação a alguns aspectos da política externa brasileira.
 
Para alguns diplomatas, o Brasil deveria assumir posturas mais claras sobre direitos humanos, por exemplo. Causa desconforto em alguns segmentos da UE a omissão do país sobre alguns temas importantes, como se abster em votações na Organização das Nações Unidas (ONU) como a que condenava o genocídio em Darfur, no Sudão.
 
A avaliação é que o Brasil “tenta ser amigo de todo mundo”, evitando a todo custo “escolher lados”, o que seria necessário em algumas ocasiões. Há o reconhecimento do papel de destaque assumido pelo Brasil e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cenário global, mas há também um desejo de setores da EU de que essa liderança seja acompanhada por posições mais claras em determinadas circunstâncias.


Fonte: Valor Econômico
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