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Energia Limpa

Corte de subsídio ameaça energia solar na Espanha

18/06/2010 | 09h56

O governo espanhol vai cortar em 30% a receita da maioria das usinas de eletricidade a energia solar do país, uma decisão que pode levar à falência centenas de empresas que produzem eletricidade a partir de painéis fotovoltaicos, segundo uma entidade local que congrega empresas do setor.

 

O Ministério da Indústria, após negociar com entidades representativas do setor durante semanas, pretende reduzir o número de horas por dia durante as quais elas podem cobrar preços subsidiados pelo fornecimento de energia limpa, disse Tomas Diaz, diretor de relações externas na Associação da Indústria Fotovoltaica, em Madrid.

 

"É incompreensível que o governo esteja fazendo isso", disse Diaz depois de representantes do setor terem se reunido esta semana com o vice-ministro da Indústria, Pedro Marin. "Sentimo-nos enganados".

Executivos do setor de energia solar, cujas empresas investiram mais de € 18 bilhões (US$ 22 bilhões) nos últimos três anos na Espanha, pressionaram o governo durante semanas para que fossem mantidos os preços garantidos durante 25 anos por uma lei de 2007. A decisão, que não foi aprovada pelo gabinete, significaria a falência de mais de 600 operadores fotovoltaicos na Espanha, disse Diaz.

Um porta-voz do Ministério da Indústria, que pediu para não ser identificado, recusou-se a comentar. O Ministério ainda não tornou públicas sua proposta de redução.

"As empresas contestarão isso nos tribunais", disse Diaz.

A Espanha também planeja reduções nas instalações de energia solar ainda por ser construídas. As tarifas hoje cobradas por novas geradores de energia fotovoltaica baseadas em terra serão reduzidas em 45%, disse Diaz.

Painéis montados em grandes coberturas de edifícios sofrerão uma redução de 25%, ao passo que no caso de telhados pequenos a redução será de 5%, disse ele. Diaz não se pronunciou sobre tarifas cobradas por usinas de energia solar-térmica, uma tecnologia rival empregada na produção de energia elétrica a partir da energia solar.

"Isso é ridículo", disse Pedro Michelena, sócio na Qualitas Equity Partners, que controla um terço da Fotowatio Renováveis Renewable Futures em sociedade com a GE Capital. "Não posso acreditar que essa seja a proposta final".

"Precisamos ter esperanças de que, no fim, o bom senso prevaleça ", disse Michelena. "Eu acho que a decisão ainda não é final".
 



Fonte: Valor Econômico
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