Energia elétrica

Consumo de energia aumenta 1,1% na primeira quinzena de janeiro

Redação TN Petróleo/Assessoria CCEE
28/01/2021 10:41
Consumo de energia aumenta 1,1% na primeira quinzena de janeiro Imagem: Divulgação Visualizações: 1035

Na primeira quinzena do mês de janeiro de 2021, o consumo de energia elétrica registrou alta de 1,1% em relação ao mesmo período de 2020, enquanto a geração, considerando importações, apresentou alta de 1,6%. Essas informações constam da primeira edição do ano do InfoMercado Quinzenal, boletim elaborado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE.

O Mercado Livre, o chamado Ambiente de Contratação Livre (ACL), que permite aos consumidores comprarem energia elétrica diretamente dos geradores e das empresas comercializadoras, apresentou, no mesmo período, alta de 10,6%. Enquanto isso, o Ambiente de Contratação Regulado (ACR), em que os consumidores adquirem energia das distribuidoras, registrou queda de 2,8% na comparação anual, devido aos impactos da pandemia de COVID-19.

Ao expurgar o efeito das migrações entre os ambientes, observa-se uma queda de 0,8% para o ACR, enquanto o ACL, que consome 31,5% de toda a energia elétrica gerada no país, cresceu 5,8%.

No que se refere à geração, com embasamento nos dados prévios, o montante de energia elétrica importada atingiu 1.205,66 MW médios na primeira quinzena de janeiro. Esse valor, somado ao montante gerado, totaliza a evolução de 1,6%.

Em relação às fontes de geração, as hidráulicas apresentaram uma redução de 9,9%, desafiadas por um cenário de hidrologia mais escasso. Já para as demais usinas, destaque para as eólicas, que apresentaram um aumento expressivo de 89,5% com relação ao mesmo período do ano anterior, seguido das térmicas (23,3%) e fotovoltaicas (10,4%).

Setores produtivos

O InfoMercado analisa ainda o consumo de alguns setores produtivos. Na primeira quinzena de janeiro, o destaque fica para os ramos têxtil, que apresentou alta de 24,7%, veículos, com crescimento de 18,9%, e extração de minerais metálicos, com 17,4%. Entre as quedas, os segmentos de serviços (- 10,4%) e transporte (- 7,2%) apresentaram as maiores retrações. Os resultados consideram o expurgo das migrações de novas cargas entre ambientes no período.

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