E&P

Comgás prepara investimentos em gás do pré-sal

Investimentos entre maio de 2014 a 2019 serão maiores que R$ 2,6 bilhões.

Valor Econômico
22/10/2013 09:25
Visualizações: 1627

 

A Comgás, distribuidora de gás natural canalizado controlada pela Cosan, acredita que, em até seis anos, começará a receber grande oferta do produto oriundo do aumento da exploração de petróleo no país, influenciado principalmente pelo pré-sal de Libra. Para aproveitar a oferta, a empresa precisa fazer investimentos que devem ser incluídos no seu próximo plano de negócios - que compreende o período entre 2014 a 2019.
O diretor-presidente da Comgás, Luiz Henrique Guimarães, diz que os trabalhos para o recebimento desse gás são complexos, envolvendo obras em região de serra, e devem ser concluídos para aproveitar a produção dos campos. Por isso, obras de ligação do litoral até a rede da empresa devem começar já nos próximos anos.
Ele não informa o valor do investimento previsto para o próximo plano de negócios, que começa em maio do ano que vem. O total pode variar de acordo com deliberação do órgão regulador - a Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp). Segundo Guimarães, os planos de investimentos da companhia não mudaram depois que o grupo sucroalcooleiro Cosan comprou os 60% antes pertencentes à BG (antiga British Gas).
Perguntado se os investimentos totais entre maio de 2014 a 2019 serão maiores que os R$ 2,6 bilhões a serem aplicados de 2009 a maio de 2014, ele disse enfaticamente que "pode ser". No novo plano de investimentos, a empresa levará em conta, além da estrutura para receber mais gás dos poços de petróleo, expansão de rede em velocidade maior do que a registrada até agora.
O crescimento serve para tentar alcançar, principalmente, os clientes residenciais. O potencial da região em que a Comgás atua é de nove milhões de clientes residenciais, mas a companhia só tem 1,3 milhão de clientes hoje.
Nos últimos anos, a Comgás vem aumentando os desembolsos em expansão para elevar sua rede de clientes. Hoje, a empresa conquista 100 mil clientes residenciais por ano. No novo plano, a companhia quer aumentar o número para 120 mil, o que demanda mais investimentos. Foram R$ 510 milhões em investimentos totais da Comgás em 2011 e R$ 616 milhões em 2012. O ano de 2013 fechará em R$ 870 milhões, segundo o presidente, maior marca da empresa.
Os clientes residenciais são a grande possibilidade de expansão da Comgás, pois há somente 20% de penetração da companhia no segmento - que também é responsável por só 5% das vendas da empresa. Já entre clientes industriais, a companhia tem mais de 90% de penetração.
Alguns planos estão sendo colocados em prática para aumentar as vendas em outros negócios que não o industrial - já considerado "saturado". Um deles é oferecer comissão às concessionárias de veículos que venderem carros movidos a gás. Outro é oferecer o produto para ser usado como alternativa em fornos de pizza. "Parece bobo, mas veja quantas pizzarias existem em São Paulo", afirma.
Parte dos investimentos até o começo de 2015 contará com ajuda de capital oriundo de uma emissão de debêntures de R$ 540 milhões, concluída recentemente. Segundo Roberto Collares Lage, diretor de finanças e de relações com investidores da Comgás, a demanda foi 4,5 vezes superior à oferta inicial. Os recursos serão destinados a investimentos. "É abrir buraco e expandir a rede."

A Comgás, distribuidora de gás natural canalizado controlada pela Cosan, acredita que, em até seis anos, começará a receber grande oferta do produto oriundo do aumento da exploração de petróleo no país, influenciado principalmente pelo pré-sal de Libra. Para aproveitar a oferta, a empresa precisa fazer investimentos que devem ser incluídos no seu próximo plano de negócios - que compreende o período entre 2014 a 2019.


O diretor-presidente da Comgás, Luiz Henrique Guimarães, diz que os trabalhos para o recebimento desse gás são complexos, envolvendo obras em região de serra, e devem ser concluídos para aproveitar a produção dos campos. Por isso, obras de ligação do litoral até a rede da empresa devem começar já nos próximos anos.


Ele não informa o valor do investimento previsto para o próximo plano de negócios, que começa em maio do ano que vem. O total pode variar de acordo com deliberação do órgão regulador - a Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp). Segundo Guimarães, os planos de investimentos da companhia não mudaram depois que o grupo sucroalcooleiro Cosan comprou os 60% antes pertencentes à BG (antiga British Gas).


Perguntado se os investimentos totais entre maio de 2014 a 2019 serão maiores que os R$ 2,6 bilhões a serem aplicados de 2009 a maio de 2014, ele disse enfaticamente que "pode ser". No novo plano de investimentos, a empresa levará em conta, além da estrutura para receber mais gás dos poços de petróleo, expansão de rede em velocidade maior do que a registrada até agora.


O crescimento serve para tentar alcançar, principalmente, os clientes residenciais. O potencial da região em que a Comgás atua é de nove milhões de clientes residenciais, mas a companhia só tem 1,3 milhão de clientes hoje.


Nos últimos anos, a Comgás vem aumentando os desembolsos em expansão para elevar sua rede de clientes. Hoje, a empresa conquista 100 mil clientes residenciais por ano. No novo plano, a companhia quer aumentar o número para 120 mil, o que demanda mais investimentos. Foram R$ 510 milhões em investimentos totais da Comgás em 2011 e R$ 616 milhões em 2012. O ano de 2013 fechará em R$ 870 milhões, segundo o presidente, maior marca da empresa.


Os clientes residenciais são a grande possibilidade de expansão da Comgás, pois há somente 20% de penetração da companhia no segmento - que também é responsável por só 5% das vendas da empresa. Já entre clientes industriais, a companhia tem mais de 90% de penetração.


Alguns planos estão sendo colocados em prática para aumentar as vendas em outros negócios que não o industrial - já considerado "saturado". Um deles é oferecer comissão às concessionárias de veículos que venderem carros movidos a gás. Outro é oferecer o produto para ser usado como alternativa em fornos de pizza. "Parece bobo, mas veja quantas pizzarias existem em São Paulo", afirma.


Parte dos investimentos até o começo de 2015 contará com ajuda de capital oriundo de uma emissão de debêntures de R$ 540 milhões, concluída recentemente. Segundo Roberto Collares Lage, diretor de finanças e de relações com investidores da Comgás, a demanda foi 4,5 vezes superior à oferta inicial. Os recursos serão destinados a investimentos. "É abrir buraco e expandir a rede."

 

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