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Combustíveis

Cargill começa a produzir biodiesel no Brasil

22/08/2012 | 10h38

 

Maior empresa de agronegócios do mundo e segunda maior exportadora do setor no Brasil, a Cargill investiu R$ 130 milhões em uma nova unidade localizada em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, e inicia neste mês a produção de biodiesel em escala comercial no país.
Com capacidade para 700 mil litros do biocombustível por dia, a planta foi erguida ao lado de uma das fábricas de esmagamento de soja da companhia no Brasil. Todo o biodiesel será produzido a partir de óleo de soja, e parte do grão que será processado para este fim virá de agricultores familiares da região.
Segundo Elcio de Angelis, gerente comercial de biodiesel da subsidiária brasileira da múlti americana, essa rede de fornecedores familiares, formada por 1,1 mil produtores, responderá por 25% da matéria-prima demandada pela nova unidade.
A empresa espera obter em até 15 dias do governo o "Selo Combustível Social", referente à participação dos agricultores familiares nesta cadeia produtiva. Com ele, há vantagens tributárias.
Max Slivnik, diretor comercial para mercado interno da unidade de negócio de grãos e processamento de soja da Cargill no país, destaca, ainda, que a planta de Três Lagoas está próxima das principais regiões de consumo do país (Sudeste e Sul) e conta com três modais para escoamento da produção à disposição (rodoviário, ferroviário e fluvial).
"A planta conta com tecnologia alemã de ponta e já produz um biodiesel de elevada qualidade, com padrões que a ANP [Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis] só prevê para 2014", diz.
O biodiesel que já vem sendo produzido na fase de testes em Três Lagoas tem, por exemplo, umidade inferior a 200 partes por milhão, necessária para a mistura em um diesel com menor teor de enxofre, cujo uso começa a se disseminar no Brasil.
"Nesse caso, o biocombustível que será misturado tem de ter um teor de umidade menor para evitar a proliferação de bactérias", explica Elcio de Angelis. "É um passo importante", continua, "porque ajusta a qualidade do produto brasileiro a padrões internacionais".
Segundo os executivos, o momento também é propício à estreia da companhia no segmento, já que o percentual obrigatório de mistura do biodiesel no diesel deve subir de 5% (B5) para 7% (B7) no curto prazo, segundo discussões em andamento.
Além disso, o biodiesel confere nova dinâmica aos negócios do grupo com óleo de soja, cujas exportações estão em queda. A Cargill é grande produtora de óleo de soja para alimentação e fins industriais.
Já em meio às discussões sobre o novo marco regulatório do biodiesel, a Associação de Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio) e a União Brasileira de Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) projetaram, no início deste mês, que os investimentos na cadeia do biocombustível poderão somar R$ 28 bilhões no país até 2020, quando a mistura obrigatória deverá chegar a 20% e exigirá, portanto, maior oferta.
Apesar do futuro promissor, a elevada capacidade ociosa do parque produtivo já instalado no país mantém a Cargill com os pés no chão. "É uma indústria jovem, com o marco regulatório ainda sofrendo alterações. Vamos consolidar nosso negócio no médio prazo", afirma Slivnik. Assim, informa, a Cargill não planeja, no momento, construir uma nova planta voltada para o segmento.

Maior empresa de agronegócios do mundo e segunda maior exportadora do setor no Brasil, a Cargill investiu R$ 130 milhões em uma nova unidade localizada em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, e inicia neste mês a produção de biodiesel em escala comercial no país.


Com capacidade para 700 mil litros do biocombustível por dia, a planta foi erguida ao lado de uma das fábricas de esmagamento de soja da companhia no Brasil. Todo o biodiesel será produzido a partir de óleo de soja, e parte do grão que será processado para este fim virá de agricultores familiares da região.


Segundo Elcio de Angelis, gerente comercial de biodiesel da subsidiária brasileira da múlti americana, essa rede de fornecedores familiares, formada por 1,1 mil produtores, responderá por 25% da matéria-prima demandada pela nova unidade.


A empresa espera obter em até 15 dias do governo o "Selo Combustível Social", referente à participação dos agricultores familiares nesta cadeia produtiva. Com ele, há vantagens tributárias.


Max Slivnik, diretor comercial para mercado interno da unidade de negócio de grãos e processamento de soja da Cargill no país, destaca, ainda, que a planta de Três Lagoas está próxima das principais regiões de consumo do país (Sudeste e Sul) e conta com três modais para escoamento da produção à disposição (rodoviário, ferroviário e fluvial).


"A planta conta com tecnologia alemã de ponta e já produz um biodiesel de elevada qualidade, com padrões que a ANP [Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis] só prevê para 2014", diz.


O biodiesel que já vem sendo produzido na fase de testes em Três Lagoas tem, por exemplo, umidade inferior a 200 partes por milhão, necessária para a mistura em um diesel com menor teor de enxofre, cujo uso começa a se disseminar no Brasil.


"Nesse caso, o biocombustível que será misturado tem de ter um teor de umidade menor para evitar a proliferação de bactérias", explica Elcio de Angelis. "É um passo importante", continua, "porque ajusta a qualidade do produto brasileiro a padrões internacionais".


Segundo os executivos, o momento também é propício à estreia da companhia no segmento, já que o percentual obrigatório de mistura do biodiesel no diesel deve subir de 5% (B5) para 7% (B7) no curto prazo, segundo discussões em andamento.


Além disso, o biodiesel confere nova dinâmica aos negócios do grupo com óleo de soja, cujas exportações estão em queda. A Cargill é grande produtora de óleo de soja para alimentação e fins industriais.


Já em meio às discussões sobre o novo marco regulatório do biodiesel, a Associação de Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio) e a União Brasileira de Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) projetaram, no início deste mês, que os investimentos na cadeia do biocombustível poderão somar R$ 28 bilhões no país até 2020, quando a mistura obrigatória deverá chegar a 20% e exigirá, portanto, maior oferta.


Apesar do futuro promissor, a elevada capacidade ociosa do parque produtivo já instalado no país mantém a Cargill com os pés no chão. "É uma indústria jovem, com o marco regulatório ainda sofrendo alterações. Vamos consolidar nosso negócio no médio prazo", afirma Slivnik. Assim, informa, a Cargill não planeja, no momento, construir uma nova planta voltada para o segmento.

 



Fonte: Valor Econômico
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