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Panorama

Cadeia do aço aposta no distribuidor contra importação

20/07/2010 | 08h39
As importações de aço no Brasil continuam sua escalada. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, até junho as importações do produto já somaram US$ 2,2 bilhões, o que representa 86% do total importado em todo o ano de 2009.
 
Expostas ao insumo internacional, que segura os preços no mercado interno, a saída das siderúrgicas é apostar na fidelidade de seus distribuidores.
 
Na última semana, a Usiminas comunicou ao mercado que fechou contratos com distribuidores, transformadores e centros de serviços com o objetivo de criar a Rede Usiminas. O objetivo da rede é distribuir produtos em 15 estados do País.
 
A iniciativa da empresa é uma estratégia para manter a sua posição diante do volume crescente de importações de aço no Brasil.
 
Segundo a Usiminas, a rede garante a competitividade da empresa e oferece ao cliente final o melhor valor na concorrência com o aço importado.
 
Segundo o gerente nacional de vendas da Açotubo, uma das maiores distribuidoras de tubos e aços do mercado, Antônio Luiz Abbud, as alianças com fornecedores locais de aço são necessárias em uma época em que é farta a entrada de aço importado. "O mercado nacional está recebendo muito aço chinês, italiano e russo", diz Abbud. Segundo ele, está importação está regulando o preço e exigindo um novo posicionamento das siderúrgicas brasileiras.
 
A formação de redes de distribuição ou os contratos de exclusividade, como acontece com a Açotubo, que só trabalha com a Gerdau e com a Mannesmann Valorec (V&M), dificulta a expansão dos aços importados em território brasileiro. "É claro que um contrato de exclusividade exige uma contrapartida da siderúrgica, que nos dá um preço melhor do que o praticado livremente no mercado", diz o gerente.
 
Vulnerável
 
O crescimento da vulnerabilidade das usinas siderúrgicas nacionais vem exigindo que elas se aproximem cada vez mais dos distribuidores. "A tendência é de que haja uma equiparação do mercado nacional com o preço dos importados", avalia o gerente da Açotubo, para quem as usinas devem buscar cada vez mais qualidade e competitividade internacional. "O Brasil tem trabalhado há décadas com barreiras e taxas de importação, mas essas práticas estão acabando", afirma ele.
 
Para Abbud, o Brasil tem capacidade de fabricar o melhor aço do mundo porque tem matéria-prima em abundância.
 
A Açotubo reconhece que muitos setores da economia nacional vêm sofrendo com as importações. "Mas, por outro lado, vemos que há expansão nos setores de petróleo e açúcar e álcool", diz o gerente da empresa. Segundo ele, o pré-sal, por exemplo, está aquecendo os negócios do mercado petrolífero.
 
Infelizmente, as importações estão afetando os setores de máquinas e equipamentos. "Muitas empresas estão achando mais compensador importar as máquinas prontas e apenas colocar a etiqueta com o nome da empresa", afirma Abbud.
 
A Açotubo prevê ampliação de 30% na comercialização de sua linha de aços para este ano. Este foco de atuação corresponde a 40% dos negócios da companhia.
 
O gerente nacional de Vendas explica que a empresa está otimista, pois vê uma ampliação dos negócios, inclusive com o fornecimento de barras de aço e peças para a Petrobras.
 
Outros aspectos importantes que têm contribuído para o desempenho competitivo da empresa no mercado são a capacitação da equipe comercial e a disponibilidade de fornecer peças prontas, usinadas, isto é, tratadas termicamente e ensaiadas para aplicação final, de acordo com as necessidades dos clientes.
A Açotubo fornece para segmentos como o de máquinas e implementos agrícolas, autopeças, indústria naval, sucroalcooleiro, de petróleo, de motores e redutores e fábrica de prensas, entre outros, com o fornecimento de produtos como barras trefiladas, barras laminadas e forjados.
 
Fundada em 1974, a Açotubo prevê concentrar-se em investimentos em qualidade para 2010. A empresa tem projeto de modernização da máquina de corte a plasma, única no Brasil, para produção de cortes complexos de grande precisão.
 
As importações de aço no Brasil continuam em alta acelerada. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, até junho as importações de aço somaram US$ 2,2 bilhões no País, o que corresponde a 86% do total importado em todo o ano de 2009.
 
Expostas ao insumo internacional, que segura os preços no mercado interno, a saída das siderúrgicas é apostar na fidelidade de seus distribuidores.
 
Na última semana, a Usiminas comunicou ao mercado que fechou contratos com distribuidores, transformadores e centros de serviços com o objetivo de criar a Rede Usiminas. O objetivo da rede é distribuir produtos em 15 estados brasileiros. A iniciativa da empresa é uma estratégia para manter a sua posição diante do volume crescente de importação de aço no Brasil.
 
Segundo a Usiminas, a rede garante a competitividade da empresa e oferece ao cliente final o melhor valor na concorrência com o aço importado.
 
Segundo o gerente nacional de Vendas da Açotubo, uma das maiores distribuidoras de tubos e aços do mercado nacional, Antônio Luiz Abbud, as alianças com fornecedores locais de aço são necessárias em uma época em que é farta a entrada de aço importado. "O mercado nacional está recebendo muito aço chinês, italiano e russo", diz Abbud. Segundo ele, esta importação está regulando o preço e exigindo um novo posicionamento das siderúrgicas brasileiras. A formação de redes de distribuição ou os contratos de exclusividade, como acontece com a Açotubo, inibem a expansão dos aços importados em território brasileiro.


Fonte: DCI
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