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Disputa

Briga da Odebrecht contra Camargo e Suez foi pública

04/11/2010 | 11h20
 Quando souberam que o lance vencedor do leilão de Jirau feito por GDF Suez, Camargo Corrêa, Chesf e Eletrosul, era embasado em uma mudança de cerca de 10 quilômetros do eixo de construção do projeto original, a reação dos executivos da Odebrecht veio à galope. Imediatamente ela pediu a anulação do leilão sob a alegação de falta de isonomia. Farpas foram trocadas na imprensa e até um processo criminal foi aberto contra o principal executivo do consórcio vencedor, Victor Paranhos.


A briga pública teve um fim quando o governo interviu, lembrando que era dono do BNDES, e a Odebrecht recuou. Mas cada invasão em Jirau, cada licença negada pelo Ibama, era nem tão secretamente comemorada pelos concorrentes. Nem mesmo quando a construtora baiana se uniu à Camargo Corrêa para o leilão de Belo Monte, as diferenças se dissiparam inteiramente.


O que está por trás dessa contenda é que o sucesso de Jirau implicará em uma derrota para a Odebrecht. A empresa junto com Furnas estudou por mais de dez anos o rio Madeira e estabeleceu que o melhor local para a construção da usina seria a cachoeira de Jirau. O projeto vencedor, entretanto, está sendo erguido na cachoeira do Caldeirão do Inferno, cerca de dez quilômetros distante do projeto original e nas contas dos vencedores a custo bem inferior. A Odebrecht sempre argumentou que esse novo projeto não era viável. Em princípio chegou-se a questionar se seria possível em termos de engenharia, em termos econômicos sempre se tentou taxar Jirau como inviável.


Para o consumidor de energia, efetivamente o custo é menor. Enquanto o lance da Odebrecht levando em conta a cachoeira de Jirau ficou acima de R$ 80 o MW, o lance feito com base no Caldeirão do Inferno ficou um pouco menos de R$ 72 o MWh. O porte da GDF Suez no mundo também inspirou confiança e, mesmo que fique no prejuízo, ninguém acredita que a empresa deixe de entregar a energia prometida. O próprio governo federal tem dívida com a Suez. A empresa se apresentou como alternativa para um leilão que até então não tinha concorrentes e era dominado pela Odebrecht, que poderia assim impor o preço de energia que bem quisesse, dentro do teto estabelecido pelo governo.


A experiência dos leilões do Madeira levou inclusive o governo federal a apertar mais o preço da energia nos leilões seguintes, como aconteceu com Belo Monte. O preço foi considerado tão baixo que unidas, Camargo e Odebrecht, desistiram de participar como investidoras.


Fonte: Valor Econômico
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