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E&P

BP desiste de explorar petróleo no Brasil

16/02/2005 | 00h00

Demissão dá fim ao sonho da produção na Amazônia

Os funcionários da subsidiária brasileira da BP (Beyond Petroleum, antiga British Petroleum) foram comunicados nesta terça-feira (17/02), oficialmente, da decisão da empresa de reduzir drasticamente sua presença no Brasil. Antecipada pelo Jornal do Brasil no último dia 27, a decisão atingirá os funcionários da área de exploração e produção (E&P) e foi motivada pelo insucesso nos trabalhos exploratórios na Foz do Amazonas, região na qual mantém dois blocos (BFZ-2 e BMFZ-A1) em que nada foi encontrado. Dos 450 funcionários da BP Brasil, 20 serão cortados, restando aqueles envolvidos em atividades nas áreas de lubrificantes (Castrol) e combustível para aviação (Air BP).
O destino dos dois blocos, e da própria empresa no E&P do Brasil, será decidido oficialmente em maio, quando será concluído um estudo geológico do corpo técnico da companhia. A expectativa do mercado, no entanto, é que as áreas sejam incorporadas ao portfólio dos dois sócios da BP na região, a anglo-holandesa Royal Dutch Shell e a Petrobras. As duas companhias, por lei, têm o direito de preferência em adquirir os dois blocos em caso de desistência da BP. A alternativa será a devolução das áreas à Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Dependendo do resultado dos estudos, a empresa decidirá se continuará a investir no segmento de E&P do país. Diante dos insucessos recentes, e da concentração de investimentos da empresa na Eurásia, especialistas do setor, como o consultor da Expetro Internacional, Jean Paul Prates, consideram praticamente inevitável que a empresa não mais invista na área de E&P no Brasil. Com relação aos funcionários demitidos, o diretor de Relações Externas da BP, Paulo Pinho, afirma que serão contemplados com ``um pacote de benefícios superior ao que normalmente é concedido pelo mercado``. Todos, segundo ele, terão seus direitos respeitados pela empresa.
Presente na exploração e produção no Brasil desde 1998, a BP tinha por objetivo alcançar a marca de primeira petroleira a produzir em uma área sensível do ponto de vista ambiental, como a Foz do Amazonas. O insucesso, no entanto, não significa, segundo Prates, um sinal de que a região não tenha petróleo. Tudo dependerá, segundo ele, de novos investimentos.
Ele interpreta como normal a saída da empresa no segmento de E&P do Brasil, uma vez que teria sido o resultado de insucessos na exploração.
- Não deve ser encarada como resultado da insegurança regulatória do país - afirma Prates.



Fonte: Jornal do Brasil
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