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Internacional

Argentina reestatiza a YPF, diz jornal

12/04/2012 | 18h16
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, enviou ao Congresso um projeto de lei que permitirá ao governo assumir o controle na maior companhia produtora de petróleo e gás do país, a YPF, às custas de seus dois maiores acionistas, informou nesta quinta-feira (12) o jornal argentino Clarín.

A proposta vai declarar 50,01% das ações classe D da YPF de “interesse público” e sujeitas à expropriação com pagamento de compensação que será determinado por um tribunal especial e a secretaria de Energia, informa o Clarín, citando artigos do projeto de lei.

O jornal diz que a família Eskenazi, que possui 25,5% da companhia através de sua holding Grupo Petersen holding, será forçada a abrir mão de 100 milhões de suas ações classe D.

A espanhola Repsol YPF, maior acionista da YPF com 57,4%, terá de ceder 96,6 milhões de ações, segundo o jornal.

Um deputado argentino, que não quis se identificar, disse que o projeto de lei ainda não tinha chegado ao Congresso.

Aparentemente, os investidores estavam esperando uma notícia pior. Por volta das 16h14 (de Brasília), as ações da YPF, negociadas na Bolsa de Buenos Aires disparavam 10% para 125,95 pesos (US$ 28,70), enquanto que as ADRs em Nova York subiam 11,3%, para US$ 23,50.

A assessoria de imprensa do Gabinete de Cristina declinou em comentar a questão. O porta-voz da presidente, Alfredo Scoccimarro, não respondeu aos pedidos de entrevista por telefone e e-mail.

A YPF vem sendo alvo de intensa especulação de uma estatização depois que o jornal local Página 12 informou, no fim de janeiro, que o governo estava buscando meios de assumir a companhia. Fundada em 1922, a YPF foi privatizada na década de 1990.

A presidente atribui a queda na produção doméstica de petróleo e gás à falta de investimento das companhias do setor privado, que tornou o país, outrora um exportador, um importador líquido de energia.


Fonte: Valor Online
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