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Petrobras

Ainda é cedo para avaliar redução na produção de petróleo pela Opep, declarou Parente durante evento em São Paulo

02/12/2016 | 19h34
Ainda é cedo para avaliar redução na produção de petróleo pela Opep, declarou Parente durante evento em São Paulo
Agência Petrobras Agência Petrobras

Dois dias depois da decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de reduzir a produção conjunta de petróleo em cerca de 1,2 milhões de barris diários, limitando-a ao máximo de 32,5 milhões de barris/dia, para forçar uma alta dos preços, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, comentou o possível impacto da medida para o Brasil e o mercado internacional.

Ao participar hoje (2) do encontro anual da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), em São Paulo, Parente declarou que a resolução da Opep terá que ser observada “com muito cuidado”. A Petrobras já tinha anunciado que não mudaria sua estratégia de produção, prevista no Plano de Negócios e Gestão, até avaliar os efeitos reais da medida.

“A decisão da Opep promoveu um crescimento dos preços nos últimos dias, mas isso é algo que temos que olhar com muito cuidado, porque a sustentação desses novos níveis depende muito da produção de shale gas, comentou Parente, referindo-se ao gás produzido a partir do xisto, um tipo de rocha sedimentar cuja composição química é semelhante à do petróleo.

O aprimoramento das técnicas de extração desse gás (polêmicas, devido aos supostos prejuízos para o meio ambiente) e o volume crescente de produção do produto provocaram uma queda no preço do petróleo. Conforme lembrou Parente, o barril da commodity, que chegou custar US$ 120 entre 2012 e 2014, chegou a menos de US$ 30 entre 2014 e 2015, resultado do excesso de oferta.

Depois que a Opep anunciou que diminuirá a produção de petróleo a partir de janeiro de 2017 e a Rússia (que não integra a organização) confirmou que também deixará de produzir 300 mil barris diários ainda no primeiro semestre do próximo ano, o preço do barril de Petróleo Brent (índice de referência para os mercados europeu e asiático) disparou, chegando a ser negociado por US$ 53.

A sustentação desses novos valores vai depender muito da produção do shale. Essa [alta do petróleo] pode, na realidade, atrair mais produção para o gás de xisto [mais econômico] e trazer os preços [do petróleo] de volta para níveis entre US$ 40 e US$ 50, que são os níveis que alcançam a economicidade da produção do gás de xisto. Mas eu já ouvi dizer que há produtores capazes de produzir [o shale] confortavelmente mesmo abaixo dos US$ 40”, explicou Parente.

Em outubro, quando já se discutia o corte da produção, o secretário nacional do Petróleo, Márcio Félix, representou o Brasil como convidado de uma reunião da Opep. Na ocasião, ele manifestou a posição do governo federal contrária a qualquer corte. Esta semana, o Ministério de Minas e Energia se limitou a informar que o governo brasileiro não interfere no ritmo de produção das empresas petrolíferas instaladas no país.

Parente comentou os cortes de investimentos da indústria de óleo e gás nos últimos anos e a situação financeira da Petrobras. De acordo com Parente, a dívida de US$ 132 bilhões da estatal é a maior em termos absolutos e relativos de toda a indústria de óleo e gás e representa mais de cinco vezes a capacidade de geração de caixa com as principais operações da empresa.

“Sabemos que um nível como esse não é sustentável. Ainda que a Petrobras financie grande parte dessa dívida no mercado internacional, esse número é bastante elevado e complicado. Em termos de custo da dívida, isso, hoje, representa US$ 6,3 bilhões”, comentou Parente.



Fonte: Redação/Agência Brasil
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