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Biocombustíveis

Ação da Brasil Ecodiesel tem movimento atípico na bolsa

26/10/2009 | 09h52
Há pelo menos 15 dias as ações da Brasil Ecodiesel, empresa produtora de biocombustível, entraram em tendência forte de alta na bolsa, acompanhada de uma disparada também no giro financeiro do papel.

Não havia nenhum fato novo para justificar o comportamento da ação até a sexta-feira, quando o governo anunciou que antecipou de 2013 para janeiro de 2010 o aumento da mistura de biodiesel no diesel dos atuais 4% para 5%, o chamado B5.
A expectativa é que, com a medida, a produção de biodiesel aumente para 2,4 bilhões de litros no próximo ano. A mistura de 4%, atualmente em vigor, representa demanda total de 1,72 bilhão de litros por ano de biodiesel, considerando um consumo anual de 43 bilhões de litros de diesel.

Na sexta-feira, as ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Brasil Ecodiesel subiram 3,38%, para R$ 1,22, e movimentaram R$ 149 milhões – no mesmo pregão, para efeito de comparação, as ações da “blue chip” Bradesco giraram R$ 166 milhões.
Em agosto, quando a Brasil Ecodiesel anunciou uma reestruturação, o papel se firmou negociado na casa de R$ 0,80, até que na primeira semana deste mês começou a chamar atenção dos investidores. Do patamar de agosto até ontem, a valorização da ação é de 52%.
Em termos de volume médio diário negociado, em 2009 até setembro, o papel estava em R$ 7 milhões. Apenas no mês de outubro até 23, pulou para R$ 73 milhões.

Em 21 de outubro, a empresa respondeu a questionamento da BM&FBovespa afirmando que não tinha conhecimento de nenhum fato novo ou informação relevante que ainda não tivessem sido divulgado e que pudesse influenciar as suas cotações.

Na semana passada, houve ainda o rumor de que Eike Batista, dono do grupo EBX, estaria preparando uma oferta para a compra da companhia – informação negada tanto pela Brasil Ecodiesel quanto pelo empresário. E há também no mercado, já há alguns anos, rumor de que a Petrobras poderia se interessar pela empresa.

Até 15 de outubro, as ações da Brasil Ecodiesel eram cotadas a centavos, o que facilita negociações especulativas com o papel, uma vez que a quantidade de dinheiro para montar posições não é tão grande.

Segundo informações de mercado, operações realizadas pelo pequeno investidor estariam contribuindo para o aumento dos volumes. Somando os negócios com o papel em outubro até o dia 23, as corretoras Ágora, Intra, Um e Tov estão entre as maiores compradoras do papel. Na venda, destacam-se as corretoras de Fator, Banif e Morgan Stanley.

A reestruturação societária e financeira anunciada em agosto tornou a Brasil Ecodiesel uma empresa de capital pulverizado na bolsa, sem controlador definido. O maior acionista é o Fundo Neobiodiesel, formado por bancos credores da empresa, que transformaram a dívida em ações. O fundo detém hoje 14% do capital da companhia. Outros acionistas que possuem fatias relevantes são Bonsucex Holding (8,14%) e Banco Fator (6,82%).

A reestruturação da Brasil Ecodiesel foi um longo processo, iniciado no meio do ano passado e terminado há apenas alguns meses. Uma das condições impostas à época pelos bancos credores foi a saída dos controladores – o fundo de investimento Zartmann e Nelson José Côrtes da Silveira -, que tinham participação pouco superior a 50% no capital total.
Procurada, a Comissão de Valores Mobiliários informou que está acompanhando as informações referentes à empresa.

Fonte: Valor Econômico

Fonte: Valor Econômico
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