OTC 2010

A atuação no Golfo do México e a participação da Petrobras na OTC 2010

A Petrobras está cada vez mais em evidência na indústria de exploração e produção de petróleo e gás offshore nos Estados Unidos. Orlando Azevedo, presidente da Petrobras America, aborda a expectativa para o primeiro óleo em Cascade e Chinook e a atuação da Companhia no Golfo do México e

Agência Petrobras
03/05/2010 17:20
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A Petrobras está cada vez mais em evidência na indústria de exploração e produção de petróleo e gás offshore nos Estados Unidos. Orlando Azevedo, presidente da Petrobras America, aborda a expectativa para o primeiro óleo em Cascade e Chinook e a atuação da Companhia no Golfo do México e da participação da Petrobras na OTC 2010

 

 Entrevista

 


Para quem vive o dia-a-dia da indústria de petróleo nos Estados Unidos, qual a importância de participar da OTC?

 

Azevedo: A OTC é uma das mais importantes feiras da indústria de óleo e gás. É uma vitrine para quem quer mostrar sua tecnologia ou obter informações para trocar experiências, daí a importância da participação na OTC. E já é uma marca a Petrobras ter uma participação forte, já ganhadora de três prêmios. De forma que, para a Petrobras America, é de suma importância essa participação.

 

O que representa a presença da Petrobras nos Estados Unidos através da Petrobras America?

 

Azevedo: Através da Petrobras America, a Petrobras pode avaliar e analisar seus procedimentos e sua atuação num mercado altamente competitivo como é o americano. Na realidade é o mercado mais competitivo do mundo e é uma forma da empresa demonstrar a sua viabilidade, sua eficiência, a sua utilização de novas e complexas tecnologias no mercado altamente competitivo. Por isso que a presença nos Estados Unidos é de muita importância.

 

Em alguns meses a Petrobras começará a produção nos campos de Cascade e Chinook, no Golfo do México. Esse deverá ser um dos principais temas da OTC.

 

Azevedo: Nessa OTC será muito falado, pois é o nosso principal projeto. Com Cascade e Chinook, nós estamos trazendo novas tecnologias para o Golfo do México. É realmente um projeto que está na vitrine. Com certeza será muito enfatizado durante a OTC. Como entrará em produção no segundo semestre, será ainda mais forte na próxima edição.

 

A Petrobras foi à primeira empresa autorizada a usar uma plataforma do tipo FPSO (unidade flutuante de produção, estocagem e escoamento) no Golfo do México. O fato de ser líder mundial em águas profundas foi levado em consideração?

 

Azevedo: Com certeza. Para trazer essa tecnologia para os Estados Unidos, houve acompanhamento pelos órgãos regulamentadores do governo americano e só foi possível por causa da alta experiência que a Petrobras detém dessas unidades. Na verdade, a Petrobras é detentora de quase 50% de todas as unidades flutuantes do mundo, o segundo lugar vem apenas com 15%. Ou seja, nós estamos muito à frente com uma liderança muito forte. Por isso, a confiança das entidades americanas, da guarda costeira, do MMS (Minerals Management Service), que é o órgão que desenvolveu em conjunto com a Petrobras novas regulamentações na utilização do FPSO no Golfo do México.

 

Além da inovação de levar uma plataforma FPSO, quais outras inovações estão sendo implementadas pela Petrobras na região?

 

Azevedo: Além do próprio FPSO, que já é uma novidade no Golfo do México, a utilização de risers híbridos, risers rígidos, também é uma nova tecnologia que está sendo implantada no Golfo do México e que nós já utilizamos no Brasil, na P-52. A parte de como ela está sendo submersa também é uma nova tecnologia. Também há o fato do FPSO ser desconectado, pela primeira vez aqui no Golfo do México. Então é uma série de novidades, todas elas field prooved - testadas em campo - e que trazem baixo risco para a utilização.

 

Os campos de Cascade e Chinook também são uma nova fronteira para a Petrobras?

 

Azevedo: Exatamente. É uma nova fronteira para a Petrobras, principalmente em termos de profundidade. O FPSO vai ficar submerso a 2500 metros de profundidade, quer dizer, será o FPSO do Sistema Petrobras mais profundo já instalado. O reservatório, o processo de perfuração e a completação dos poços também são de uma sofisticação e complexidade bastante alta. A profundidade dos poços é um pouco maior que os pré-sal. Isso tudo traz novas fronteiras para a atuação da Petrobras. E que só está sendo possível em função de toda nossa experiência, com a ajuda que nós temos do Brasil, da experiência acumulada nos 50 anos de empresa. E que nos dá essa possibilidade de atuar com certa ousadia no maior mercado do mundo.

 

Quais são as outras atividades de produção e exploração da Petrobras America?

 

Azevedo: Nos Estados Unidos nós temos um portfólio bastante sólido. Além de Cascade e Chinook, nós temos participação nos campos de Stones (25%), Saint Malo (25%) e participação agora em Tiber, que foi a grande descoberta do ano passado, junto com a British Petroleum e a ConocoPhilips. Hoje ela é considerada pela British Petroleum como a segunda maior descoberta do Golfo do México. Próxima dessa grande descoberta, nós temos um prospecto bastante interessante para o futuro de exploração.

 

Quais investimentos podemos esperar para os próximos anos?

 

Azevedo: Os investimentos estão concatenados com o plano de negócios da Petrobras. Estamos utilizando ao máximo o investimento que está sendo definido pela nossa matriz no Brasil de forma que alcancemos os objetivos traçados para atingir uma produção de cerca de petróleo de 45 mil barris até 2015 e em 2020 de 110 mil barris.

 

Algo mais a acrescentar?

 

Azevedo: Acho muito importante enfatizar que a participação da Petrobras no mercado americano é possível. Hoje as grandes operadoras no setor nos convidam a participar de farm outs e farm ins de forma que a Petrobras, com a sua tecnologia e seu conhecimento, possa agregar valor a esses consórcios e joinventures que são formadas aqui nos Estados Unidos. Fruto da nossa historia, nossa experiência ao longo desses 50 anos é importante enfatizar que não é trabalho da Petrobras, é o trabalho para Petrobras. Todo o apoio do Brasil é fundamental para o sucesso e a permanência da Petrobras aqui nos Estados Unidos.
 

 

 

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