Internacional

Petróleo cai para mínima de 4 anos com temor de recessão

Investing.com, 07/04/2025
07/04/2025 09:16
Visualizações: 1109

Os preços do petróleo registram forte queda nesta segunda-feira, atingindo os níveis mais baixos em quatro anos, em meio ao aumento das tensões comerciais globais. A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de manter e ampliar a política tarifária intensificou os temores de desaceleração econômica e projetou um cenário de demanda mais fraca para o restante de 2025.

Às 7h45 de Brasília, os contratos futuros do petróleo Brent recuavam 2,8%, negociados a US$ 63,76 por barril, enquanto os contratos do West Texas Intermediate (WTI) caíam 2,9%, cotados a US$ 60,17. Ambos os benchmarks acumularam perdas superiores a 10% na semana passada, com um recuo de 6% apenas na sexta-feira anterior, em reação ao agravamento da disputa entre Estados Unidos e China.

O presidente Trump declarou no domingo que os mercados deveriam encarar as tarifas como um "remédio" para o desequilíbrio comercial norte-americano, reafirmando que as medidas continuarão em vigor até que os déficits comerciais sejam corrigidos. A China, principal importador mundial de petróleo, é vista como um dos países mais vulneráveis ao novo pacote de tarifas, que totaliza 54%. Pequim respondeu com tarifas de 34% sobre todos os produtos dos EUA, além de criticar publicamente as medidas e sinalizar novas ações.

Segundo analistas do ING, a intensidade da liquidação nos contratos futuros indica que o mercado está antecipando uma queda robusta na demanda. Os preços atuais sugerem uma redução de cerca de 1 milhão de barris por dia no consumo global ainda este ano, o que resultaria em demanda estável na comparação anual. O Goldman Sachs (NYSE:GS) elevou para 45% a probabilidade de recessão nos EUA nos próximos 12 meses, o que motivou também revisões para baixo em suas projeções de preços para o petróleo. Já o JPMorgan (NYSE:JPM) estimou na semana passada que a chance de uma recessão global em 2025 alcança 60%.

O sentimento no mercado também foi pressionado pelo anúncio de que vários países membros da Opep+ pretendem ampliar a oferta de petróleo a partir de maio, surpreendendo os investidores. Segundo analistas do UBS, o comunicado sinaliza que o grupo ainda enxerga crescimento saudável da demanda, impulsionado por fatores sazonais, como o aumento da mobilidade durante o verão no hemisfério norte e o uso intensivo de energia para resfriamento no Oriente Médio. Além disso, os cortes compensatórios de países que ultrapassaram suas metas de produção podem ser antecipados, o que tende a suavizar o impacto do aumento da oferta.

Ainda assim, o Bank of America (NYSE:BAC) alertou que, caso o desequilíbrio entre oferta e demanda ultrapasse 1 milhão de barris por dia nos próximos trimestres, o Brent pode recuar até US$ 50 por barril em cenários mais adversos. A pressão sobre os preços também foi intensificada pela decisão da Arábia Saudita de reduzir em US$ 2,30 por barril o preço oficial de venda do tipo Arab Light (BVMF:LIGT3) para os embarques de maio destinados à Ásia — o maior corte desde 2022, segundo o ING.

O JPMorgan, por sua vez, projeta que os preços do petróleo poderão cair para US$ 50 por barril até o final de 2026, com o mercado mantendo-se em superávit até lá. O banco prevê média de US$ 73 por barril em 2025 e US$ 61 no ano seguinte, partindo do pressuposto de que Arábia Saudita e Rússia manterão seus níveis de produção conforme o acordo vigente da Opep+.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Empresas
Justiça suspende aumento de IRPJ e CSLL e decisão pode i...
10/03/26
Biodiesel
Setor de Combustíveis Defende Liberação da Importação de...
10/03/26
Macaé Energy
No Macaé Energy 2026, Firjan promove edição especial do ...
09/03/26
Dia Internacional da Mulher
Dia da Mulher: elas contribuem para avanços no setor ene...
09/03/26
FEPE
PRECISAMOS DE P&D DE LONGO PRAZO - Entrevista com Isabel...
09/03/26
Internacional
Efeitos de preços do petróleo sobre a economia brasileira
09/03/26
Dutos
Transpetro aplica tecnologia com IA para ampliar eficiên...
09/03/26
Dia Internacional da Mulher
Constellation amplia em mais de 300% a presença feminina...
09/03/26
Combustível
Etanol volta a subir no indicador semanal
09/03/26
Resultado
Com um aumento de 11% na produção total de petróleo e gá...
06/03/26
FEPE
EMPREENDER DEMANDA RELAÇÕES DE CONFIANÇA - Entrevista co...
06/03/26
Dia Internacional da Mulher
IBP amplia agenda de equidade de gênero com segundo cicl...
06/03/26
Dia Internacional da Mulher
Repsol Sinopec Brasil tem 38% de mulheres na liderança e...
06/03/26
Indústria Naval
SPE Águas Azuis realiza entrega da Fragata "Tamandaré" -...
06/03/26
Economia
Indústria volta a crescer em janeiro, mas Firjan alerta ...
06/03/26
Transpetro
Lucro líquido é 22% superior a 2024 e reflete novo momen...
06/03/26
Dia Internacional da Mulher
Presença feminina cresce em cargos de liderança no setor...
06/03/26
Acordo
Firjan considera avanço significativo a aprovação do Aco...
06/03/26
Espírito Santo
Private Engenharia e Soluções debate segurança operacion...
06/03/26
Transição Energética
Braskem avança na jornada de transição energética com in...
05/03/26
Dia Internacional da Mulher
O mar é delas: a luta feminina por protagonismo no set...
05/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.