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América do Sul

Venezuela garante petróleo no longo prazo ao Uruguai

11/08/2005 | 00h00

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, assinou em Montevidéu um acordo energético que deve garantir o fornecimento de petróleo no longo prazo aos uruguaios, num momento em que a política externa venezuelana se vê voltada para o fortalecimento dos vínculos com a América Latina. Depois do Uruguai, Chávez visita a Argentina e o Brasil.
Chávez prometeu um aumento nas relações "fraternais" com o governo de Tabaré Vázquez, o primeiro presidente socialista da história do Uruguai. O presidente venezuelano iria ontem ainda para a Argentina, onde se encontra com o presidente Néstor Kirchner. Em seguida, vem ao Brasil, onde se encontra com o Luiz Inácio Lula da Silva, antes de voltar para Caracas, no sábado.
O presidente venezuelano vem usando a riqueza petrolífera de seu país para fortalecer suas relações com aliados latino-americanos e até com outros mais distantes, como a China. Em suas freqüentes viagens, ele assinou uma série de acordos energéticos oferecendo a venda de petróleo venezuelano a preços preferenciais.
Os acordos assinados em Montevidéu incluem um plano de cooperação entre a estatal uruguaia de petróleo, Ancap, e sua equivalente venezuelana, a PDVSA. As duas assumirão projetos conjuntos de exploração e de refino. Como o Uruguai não tem reservas, a exploração se dará na Venezuela, e o refino poderá ser dividido entre os países.
A exploração, parte mais ambiciosa do projeto, se dará na região venezuelana da bacia do rio Orinoco. A PDVSA e a Ancap acordaram colocar em produção 27 novas áreas de exploração, assim que as reservas dessas áreas forem devidamente calculadas.
Os dois países esperam que a produção desses novos campos possa assegurar o suprimento de petróleo do Uruguai pelos próximos 25 anos. Eles, entretanto, não deram detalhes sobre quais seriam os custos desses projetos nem sobre quando eles teriam início.
A Venezuela tem planos para aumentar sua produção de petróleo, até o final da década, para cerca de 5 milhões de barris por dia, com cerca de 1 milhão de barris/dia vindo da bacia do Orinoco, que pode ser o maior depósito de hidrocarbonetos no mundo.
As autoridades venezuelanas crêem que a região do Orinoco tenha uma reserva potencial de até 235 bilhões de barris. Atualmente, as reservas comprovadas são de 78 milhões de barris. Se confirmadas as estimativas, a Venezuela poderia até passar a Arábia Saudita no posto de maior produtor de petróleo do mundo.
No começo do ano, a Venezuela concordou em fornecer ao Uruguai 43,8 mil barris por dia, com financiamento privilegiado.
Os venezuelanos se comprometeram a investir na refinaria uruguaia de La Teja com o objetivo de aumentar a sua capacidade e adequar os métodos de refino para poder receber o petróleo venezuelano, que é mais pesado.
Outros planos incluem um projeto para a montagem de uma destilaria de álcool na região uruguaia próxima da fronteira nordeste, com o Brasil.
Os críticos do presidente Chávez afirmam que ele está usando as reservas de petróleo do país para colocar em prática sua agenda política de esquerda.
"Estamos prontos para trabalhar juntos", disse Chávez, ao afirmar que os acordos assinados na capital uruguaia ajudariam as economias dos dois países.
Em outro pronunciamento, ele não deixou de alfinetar o presidente americano, George W. Bush, a quem chama de "sr. Perigo": "A maior ameaça ao planeta hoje é o sr. Perigo", disse, referindo-se à intervenção militar no Iraque. Washington classifica Chávez como um elemento desestabilizador da região.



Fonte: Valor Econômico c/a
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