Siderurgia

Vale quer fazer usina de US$ 750 milhões no Pará

A mineradora Vale e o Grupo Aço Cearense entregaram nesta quinta-feira ao governo do Pará um memorando de entendimento para construir uma laminadora de aço que processará o aço bruto produzido pela Aços Laminados do Pará (Alpa), siderúrgica que

Jornal do Commercio
27/11/2009 08:50
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A mineradora Vale e o Grupo Aço Cearense entregaram nesta quinta-feira ao governo do Pará um memorando de entendimento para construir uma laminadora de aço que processará o aço bruto produzido pela Aços Laminados do Pará (Alpa), siderúrgica que será instalada em Marabá pela Vale. Segundo comunicado divulgado pela Vale, a nova laminadora terá capacidade para produzir 710 mil toneladas de laminados a quente por ano, 450 mil toneladas de laminados a frio e 150 mil toneladas de galvanizados. Até abril de 2010, as empresas desenvolverão um estudo de viabilidade econômica para implantar o projeto, que envolverá investimento total de US$ 750 milhões.

Caberá à Vale elaborar o projeto básico da laminadora. A Vale ficará com uma fatia de 25% da nova empresa e o Grupo Aço Cearense ficará com 75% de participação caso o projeto seja levado adiante. A partir da criação da empresa, o Grupo Aço Cearense ficará responsável pela implantação, operação e comercialização dos produtos.

A empresa cearense tem sede em Fortaleza e atua há 30 anos no mercado de aço. Com base no ranking do Instituto Nacional de Distribuidores de Aço (Inda), desde 2008 o grupo é o maior distribuidor independente do Brasil e o segundo maior, considerando-se os distribuidores ligados aos grupos siderúrgicos. O grupo tem unidades industriais no Ceará e implantou recentemente em Marabá (PA) a primeira siderúrgica integrada das regiões Norte e Nordeste do País, a Sinobras - Siderúrgica Norte Brasil S.A., com capacidade de produção de 350 mil toneladas por ano de produtos laminados longos, com um investimento de R$ 800 milhões.

A Alpa, projeto da Vale, terá capacidade anual de produção de 2,5 milhões de toneladas de aço bruto (placas). A expectativa é de que os serviços de terraplenagem comecem em junho de 2010 e as demais etapas das obras, em outubro. A entrada em operação da usina (alto forno, aciaria e laminação) tem previsão para o segundo semestre de 2013. O investimento estimado para a Alpa é de US$ 2,76 bilhões. PRESSÃO. Depois de sucessivas pressões do governo para maiores investimentos no país, a Vale anunciou em outubro a construção de um complexo siderúrgico de 5,2 bilhões de reais em Marabá (PA), chamado Alpa (Aços Laminados do Pará). A empresa está diretamente envolvida na viabilização de quatro grandes projetos siderúrgicos, que vão elevar a produção de aço no Brasil em 15,5 milhões de toneladas, metade da produção atual no país.

Além da Alpa, a Vale desenvolve também sozinha a Companhia Siderúrgica de Ubú, no Espírito Santo, com capacidade para 5 milhões de toneladas, com previsão de ficar pronta em 2014. A empresa é sócia na Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), no Rio de Janeiro, usina com capacidade para 5 milhões de toneladas, em parceria com a alemã Thyssenkrupp (operação começa em meados de 2010).

Em parceria com a coreana Dongkuk a Vale está ainda na Companhia Siderúrgica de Pecém, no Ceará, que terá capacidade para 2,5 milhões a 6 milhões de toneladas de placas de aço para exportação. A previsão é de entrada em operação entre 2013 e 2014.

A expectativa é que os serviços de terraplanagem comecem em junho de 2010, com entrada em operação da usina em novembro de 2013. O empreendimento compreende a instalação de um sistema totalmente integrado: uma siderúrgica para produzir placas; um acesso ferroviário, para receber o minério de ferro de Carajás; e um terminal fluvial no rio Tocantins, para receber o carvão mineral e fazer o escoamento da produção.

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