Eólica Offshore

Com representante no Comitê Diretor da CEM, o WFO reforça o papel brasileiro na agenda global de eólica offshore

Parceria conecta o Brasil às experiências mais avançadas do mundo, amplia a relevância internacional da CEM e fortalece o potencial da América Latina como nova fronteira da energia eólica offshore.

Redação TN Petróleo/Assessoria CEM
18/06/2026 10:25
Com representante no Comitê Diretor da CEM, o WFO reforça o papel brasileiro na agenda global de eólica offshore Imagem: Divulgação CEM Visualizações: 77

A Coalizão Eólica Marinha (CEM), única associação brasileira dedicada exclusivamente ao desenvolvimento da energia eólica offshore, anuncia a entrada do World Forum Offshore Wind (WFO) em sua governança institucional, consolidando uma parceria estratégica que amplia a inserção internacional da entidade e fortalece a conexão do Brasil com a principal rede internacional dedicada exclusivamente ao desenvolvimento da energia eólica offshore, aproximando o país das experiências, conhecimentos e melhores práticas que vêm impulsionando a expansão da fonte nos mercados mais maduros do mundo.

A iniciativa representa mais um passo na consolidação da CEM como principal plataforma de articulação da indústria offshore brasileira, conectando empresas, governos, academia e organizações estratégicas às discussões que vêm moldando a expansão da energia eólica offshore nos mercados mais avançados do mundo.

Com sede em Hamburgo, na Alemanha, o WFO é uma das mais relevantes organizações globais dedicadas exclusivamente à promoção da energia eólica offshore. Fundado em 2018, reúne mais de uma centena de organizações e empresas de toda a cadeia global da indústria, incluindo desenvolvedores, fabricantes, instituições financeiras, centros de pesquisa, fornecedores e entidades setoriais atuantes nos principais mercados offshore do mundo.

A parceria será reforçada pela participação de Johannes Dimas, representante WFO para Brasil, no Comitê Diretor da CEM, ampliando a conexão da associação com as principais discussões internacionais relacionadas ao desenvolvimento da energia eólica offshore.

A partir desta aproximação, a CEM fortalece sua capacidade de conectar o Brasil às melhores práticas internacionais relacionadas à cessão de áreas, licenciamento ambiental, desenvolvimento da cadeia produtiva, infraestrutura portuária, financiamento, qualificação profissional e integração da geração offshore aos sistemas elétricos.

Para Roberta Cox (foto), Presidente da CEM e Diretora de Políticas para o Brasil do GWEC, a entrada do WFO representa um marco para a evolução institucional da associação e para o posicionamento internacional da agenda offshore brasileira.

"A entrada do WFO representa um marco para a CEM e para o desenvolvimento da eólica offshore brasileira. Estamos conectando ainda mais o Brasil diretamente às experiências mais avançadas do mundo e criando condições para que o país participe de forma protagonista da próxima grande fronteira da transição energética global. Esta parceria reforça nossa capacidade de produzir conhecimento, apoiar a construção de políticas públicas, atrair investimentos e contribuir para o desenvolvimento de uma indústria competitiva, sustentável e alinhada às melhores práticas internacionais, fortalecendo o papel do Brasil entre os mercados mais promissores para a expansão da eólica offshore no mundo."
 

Cooperação para acelerar o desenvolvimento da indústria
Mais do que uma aproximação institucional, a cooperação cria uma plataforma permanente de intercâmbio de conhecimento, inteligência regulatória e desenvolvimento de iniciativas voltadas ao fortalecimento do ambiente de negócios da eólica offshore no Brasil e na América Latina.

A parceria também abre espaço para a realização conjunta de estudos técnicos, análises de impacto socioeconômico, programas de capacitação, produção de evidências para formulação de políticas públicas e participação em iniciativas internacionais de pesquisa, cooperação técnica e desenvolvimento institucional.

O WFO possui histórico de colaboração com centros de pesquisa, organismos multilaterais e iniciativas internacionais voltadas à transição energética, experiência que poderá contribuir para ampliar oportunidades de cooperação técnica, produção de conhecimento e desenvolvimento institucional no Brasil e na América Latina.

A aproximação ocorre em um momento particularmente relevante para o setor no Brasil. Com a consolidação do marco legal da eólica offshore e o avanço das discussões sobre cessão de áreas e planejamento setorial, cresce o interesse de investidores, governos e empresas em torno do potencial brasileiro.

Estudos nacionais e internacionais apontam que o Brasil reúne algumas das condições mais favoráveis do mundo para o desenvolvimento da tecnologia, combinando recursos eólicos de elevada qualidade, extensa costa marítima, experiência acumulada em operações offshore, infraestrutura energética robusta e uma das matrizes elétricas mais renováveis do planeta. O MME e o Branco Mundial, falam da criação de mais de meio milhão de empregos qualificados e quase um trilhão em valor agregado a economia local propiciados pela fonte até 2050.

Segundo Edisiene Correia, Diretora-Executiva da CEM, a chegada do WFO fortalece a capacidade de articulação institucional da entidade e amplia as oportunidades de cooperação internacional.

"A cooperação está no centro da missão da CEM. A chegada do WFO amplia nossa capacidade de conectar empresas, governos, organismos multilaterais, academia e sociedade civil em torno de uma agenda comum para o desenvolvimento da eólica offshore. Também abre novas oportunidades para estudos, capacitação, intercâmbio técnico e iniciativas que fortaleçam o ambiente institucional necessário para o avanço da indústria no Brasil."
 

Brasil e América Latina no centro da próxima fronteira offshore
Além de fortalecer o desenvolvimento do mercado brasileiro, a iniciativa contribui para posicionar o Brasil como principal plataforma de desenvolvimento da eólica offshore na América Latina, fortalecendo sua capacidade de liderar discussões regionais sobre regulação, financiamento, industrialização e integração energética.

A combinação entre recursos naturais, capacidade industrial, experiência offshore, escala de mercado e ambiente institucional coloca o Brasil em posição privilegiada para liderar a expansão da tecnologia na região e atuar como referência para países latino-americanos que começam a estruturar suas próprias agendas de energia eólica marítima.

Nesse contexto, a cooperação entre CEM e WFO busca contribuir para acelerar a construção das condições necessárias para a implantação dos primeiros projetos comerciais, o desenvolvimento de uma cadeia industrial competitiva e a consolidação da América Latina como uma das regiões mais promissoras para a expansão da energia eólica offshore nas próximas décadas.

Para Johannes Dimas, a evolução da CEM demonstra o amadurecimento da agenda offshore brasileira e cria oportunidades relevantes de colaboração internacional. 

"O Brasil reúne alguns dos melhores atributos do mundo para o desenvolvimento da eólica offshore. A rápida evolução da CEM demonstra o compromisso do setor com uma construção colaborativa e de longo prazo. Estamos entusiasmados em compartilhar experiências internacionais, apoiar a geração de conhecimento e fortalecer a integração do Brasil e da América Latina à comunidade global da eólica offshore."

A parceria entre CEM e WFO simboliza não apenas a aproximação entre duas organizações comprometidas com a transição energética, mas a integração definitiva do Brasil à comunidade global que está construindo o futuro da energia eólica offshore. Ao reforçar a conexão com a experiência internacional, conhecimento técnico, capacidade industrial e potencial de mercado, a iniciativa reforça o papel do país como um dos protagonistas da próxima etapa de expansão da fonte e contribui para posicionar a América Latina como uma das regiões mais promissoras para o desenvolvimento da indústria nas próximas décadas.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Eólica Offshore
Com representante no Comitê Diretor da CEM, o WFO reforç...
18/06/26
Combustíveis
ANP realiza segunda parte de audiência pública sobre car...
18/06/26
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 187 mil barris por ...
18/06/26
ANP
ANP faz pesquisa para aprimorar sua Carta de Serviços
17/06/26
Resultado
Atlas Portuário do ES: portos capixabas movimentam 137,5...
17/06/26
Hidrogênio Verde
SENAI CIMATEC, HYTRON e PETROGAL BRASIL (JV Galp/Sinopec...
17/06/26
Apoio Offshore
Transporte aéreo no setor do petróleo cresce 21% em dois...
17/06/26
Pessoas
ENGIE Brasil nomeia Michele Schifino como diretora de Co...
16/06/26
Combustíveis
Propostas de resoluções sobre caracterização da elevação...
16/06/26
Hidrelétrica
Gerdau adquire 100% de participação societária de usina ...
16/06/26
Fenasucro
Otimista, Fenasucro & Agrocana anuncia crescimento e se ...
16/06/26
Gestão
Petróleo, gás e energia lideram troca de CEOs no Ibovesp...
16/06/26
Petróleo e Gás
Coppe inaugura moderno Núcleo de Tecnologia de Poços
16/06/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas está com as inscrições abertas
15/06/26
Aviação
IBP promove fórum sobre SAF para debater a implementação...
15/06/26
Energia Elétrica
Expansão de data centers pressiona infraestrutura energé...
15/06/26
Combustível
Etanol encerra a semana em alta e com reação diante do a...
15/06/26
Gás Natural
ANP concede prazo para adequação de importadores a resol...
12/06/26
E&P
ANP divulga Calendário Estratégico Unificado de Avaliaçõ...
12/06/26
Combustíveis
ANP toma medidas para priorizar ações de respostas a imp...
12/06/26
Aviação
IBP promove fórum sobre SAF para debater a implementação...
12/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.