Participação

Vale mais que triplica vendas para China

Jornal do Commercio
08/05/2009 03:49
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A participação da China nas vendas da Vale atingiu 45% da receita bruta da companhia no primeiro trimestre deste ano, influenciada pela crise internacional, que reduziu a produção siderúrgica nos Estados Unidos e nos países da Europa. No quarto trimestre de 2008, a China respondia por apenas 13% da receita da Vale. O total do continente asiático, que representava 43% das vendas da mineradora de outubro a dezembro, atualmente tem 64% de participação na receita.

 


Para o diretor executivo de Finanças e Relações com Investidores da Vale, Fábio Barbosa, esta mudança reflete a realidade da economia global e a capacidade da companhia de se adaptar a este cenário.

 

“Isso mostrou a capacidade da Vale de se adaptar em relação a uma mudança radical da demanda na Europa e América. Conseguimos compensar parcialmente essa perda com aumento de vendas para a Ásia e em particular, para a China. Não acreditamos que isso vá perdurar para sempre. Quando as condições voltarem ao normal, o mercado voltará a se diluir”, disse Barbosa.

 

Segundo o diretor, o crescimento apresentado pela China nos últimos anos é muito semelhante ao que ocorreu no Japão após a Segunda Guerra Mundial. Para ele, a crise não deve fazer a China parar de crescer. Barbosa ainda aponta o potencial da Índia, que ele chamou de “China escondida”, para aquecer a demanda global.

 

O executivo, porém, alerta que a economia só retornará ao patamar anterior à crise quando as grandes potências se recuperarem. “Há sinais de estabilização da economia em patamar muito baixo. Estados Unidos e Japão, as duas maiores economias do mundo, fizeram ajustes severos. A China, terceira maior economia, reduziu o ritmo de crescimento. A retomada se apoia na China, mas os dois gigantes precisam se mover para que a recuperação se dê de forma mais sustentável. Tem que contar pelo menos com a economia americana.”

 

No primeiro trimestre, os Estados Unidos representaram apenas 4,1% da receita da Vale, mas o executivo afirmou que a saúde da economia americana é muito importante para os negócios da companhia. “Apesar dos Estados Unidos não serem muito importantes para as nossas vendas, eles são muito importantes para o mundo. A demanda aquecida nos Estados Unidos estimula a produção em diversos países, como Brasil e China, que consomem nosso minério”, comentou.

 

Sobre a turbulência nos mercados, Barbosa declarou que esta é uma crise sem precedentes nos últimos 80 anos, mas que a Vale está bem posicionada para lidar com a situação.

 

O início do aperto em diversos países fez com que a produção de minério de ferro e pelotas da Vale ficasse em 296,2 milhões de toneladas métricas no ano passado, abaixo de meta de 330 milhões estipulada pela companhia no início de 2008. Para este ano, porém, Barbosa não fez previsões, pois o cenário ainda é de incertezas. “Não temos previsão para produção e venda em 2009, mas posso dizer que estamos operando em nível muito aquém de nossa capacidade nominal.”

 

PREÇOS. Em relação à formação do preço do minério de ferro, Barbosa afirmou que a Vale está adotando posição mais flexível, se esta for a vontade dos clientes. O executivo, contudo, disse que a companhia ainda defende o benchmark, sistema praticado pela indústria siderúrgica há quatro décadas, que consiste na formação de um preço único para o minério de ferro seguido por todas as mineradoras.

 

“As circunstâncias de mercado estão determinando que esse não é o único sistema possível e estamos prontos para alternativas se esse for o desejo dos nossos clientes. É preciso dois para dançar o tango”, afirmou.

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