Evento

USP inaugura no próximo dia 12/07 o seu laboratório de processos catalíticos

Redação/Assessoria
08/07/2019 20:39
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No próximo dia 12 de julho será inaugurado, em São Paulo, o Laboratório de Pesquisa e Inovação em Processos Catalíticos – LaPCat, do Departamento de Engenharia Química da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (PQI-POLI-USP). O evento acontece das 10h ao meio dia e começa com uma apresentação feita pelos professores Martin Schmal, Rita Maria de Brito Alves e Cláudio Augusto Oller do Nascimento, da Poli-USP, no Anfiteatro Priscila Aya Shimizu, no Bloco 19 do PQI, no Conjunto das Químicas, Campus Butantã. Na sequência, será realizada uma visita guiada ao laboratório e, após o “tour”, um coquetel será oferecido para os convidados. 

As instalações ficam no andar térreo do edifício conhecido como Semi Industrial (Bloco B), anexo ao Conjunto das Químicas da USP, em uma área de 400 m² que também abriga o Laboratório de Polímeros, coordenado pelo professor Reinaldo Giudici. “Fizemos uma reforma e uma área comum aos dois grupos de pesquisa: polímeros e processos catalíticos. Ela abriga espaços de preparação, calcinação, caracterização física, térmica, química e in-situ etc. Separadamente, cada um dos grupos tem espaços exclusivos. Temos também uma área para instalação futura de plantas piloto”, resume a professora Rita. 

Integrante do FAPESP Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI), ela explica que no novo laboratório são desenvolvidos catalisadores para algumas reações e processos, como a tri-reforma do metano para produção de gás de síntese (syngas) para uso como matéria prima para combustíveis e produtos químicos, a reação de Fischer-Tropsch para produção de combustíveis, hidrocarbonetos leves e olefinas, a reação conhecida como Water Gas Shift para produção de hidrogênio, e a reação de hidrogenação de CO2 para produção de DME (Dimetil Éter), que pode ser utilizado como combustível. 

“O diferencial é o estudo de novos materiais para o desenvolvimento de catalisadores. O uso desses insumos para elaboração de catalisadores é muito recente no mundo”, enfatiza o consultor do laboratório e especialista em catálise, Martin Schmal, professor colaborador da Poli-USP. De acordo com ele, essas tecnologias de catálise ainda não estão sendo usadas pela indústria. “Os estudos estão avançando e acreditamos que elas têm futuro.” 

A maior parte da verba para reformar o Laboratório de Pesquisa e Inovação em Processos Catalíticos veio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). A Shell, por meio do RCGI, também ajudou a custear parte das instalações, que receberam, ainda, verba oriunda de outros projetos desenvolvidos pela equipe que coordena o espaço. 

Abatimento de CO2 – Tanto a tri-reforma do metano como a produção de DME utilizam CO2 como matéria prima e, por isso, podem ser consideradas como iniciativas de CCU (Carbon Capture and Utilization). A CCU vem sendo apontada como um dos caminhos promissores para a redução das emissões globais de CO2. 

Segundo Rita, o CO2 usado como matéria prima pelas reações estudadas pode vir de diversas procedências, entre elas o pré-sal, que tem um gás natural rico em CO2; uma termoelétrica; ou o biogás. “Muitos grupos de pesquisa estão investigando processos para transformar o CO2 em produtos de alto valor agregado. Assim, ele passa de resíduo a matéria prima”, diz ela. 

“Há vários estudos sobre a obtenção de produtos de alto valor agregado a partir de biomassa, por exemplo. Mas é preciso purificar os produtos obtidos. E, para isso, muitas vezes são necessários catalisadores específicos”, ressalta Schmal. 

Ele lembra que o LaPCat é multiusuário, aberto aos pesquisadores da USP e de outras universidades, mas também a parcerias com a iniciativa privada por meio de projetos de pesquisa. “Temos condições de fazer estudos aplicados para a indústria. Já fomos procurados por uma empresa química de São Paulo, para fazer um projeto. Estamos delineando os termos”, adiantou ele.

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