Energias renováveis

Usinas eólicas e solares ampliam aposta em contratos privados de energia no Brasil

Reuters, 10/02/2020
10/02/2020 08:50
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Investidores em energia eólica e solar no Brasil têm ampliado fortemente as apostas na viabilização de projetos por meio de contratos privados, no chamado mercado livre de eletricidade, em tendência que marca mudança importante para a indústria no país, mostraram estudos de consultorias do setor.

Se antes as empresas de energia aguardavam com enorme ansiedade os leilões promovidos pelo governo para contratar novos empreendimentos, que oferecem contratos de longo prazo para compra da produção das usinas, agora multinacionais como Enel, EDP Renováveis, Iberdrola, Engie e EDF encontram outros caminhos para colocar em pé seus investimentos no Brasil.

No ano passado, outorgas emitidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para novos projetos de geração somaram 10,8 gigawatts em capacidade, dos quais um recorde de 82,8% foram para usinas que venderão energia no mercado livre. Em 2018, de 6,35 gigawatts em outorgas, apenas 5% buscavam contratos privados, segundo estudo da consultoria ePowerBay.

As outorgas para usinas solares ainda saltaram para 5,8 gigawats em 2019, de 1,33 gigawatt em 2018, com apenas 3,6% delas direcionadas ao mercado regulado, para atender distribuidoras de energia por meio dos leilões, de acordo com o levantamento.

Entre parques eólicos também houve forte crescimento nas outorgas, para 4,1 gigawatts, de 2,35 gigawatts em 2018, com 70% delas prevendo negociar a energia no mercado livre.

"Foi uma saída, uma alternativa que as empresas acabaram encontrando, porque elas eram muito dependentes dos leilões de energia (do governo). Como os leilões não estavam atendendo à demanda delas, acabaram encontrando um caminho novo", disse à Reuters o sócio-diretor da ePowerBay, Afonso Lugo.

A mudança de foco, lembrou ele, começou em meio à crise econômica que atingiu o Brasil entre meados de 2014 e o final de 2016 e reduziu significativamente o ritmo de contratação de empreendimentos nos leilões governamentais mesmo nos anos seguintes.

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