Termelétricas

Usinas acionadas em tempo integral

Gazeta Mercantil
24/04/2008 09:30
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A partir de 2009, algumas termelétricas - usinas tradicionalmente utilizadas apenas em períodos de seca - podem começar ser acionadas por tempo integral, ou seja, também na época das chuvas, de janeiro a abril, revelou ontem o diretor geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp. "Não podemos mais ficar na dependência de São Pedro", diz Chipp, referindo-se à possibilidade de uma eventual falta de chuva e à escassez de projetos hidrelétricos de grande porte previstos para os próximos anos.

 

A idéia, afirma o diretor, é poupar ao máximo os reservatórios de água das hidrelétricas utilizando sobretudo térmicas a gás, que têm custos de operação inferiores aos das usinas que operam com outros combustíveis, como o óleo. "Essa nova estratégia busca formar um estoque de segurança no final do período seco de cada ano, sempre olhando o ano seguinte", afirma Chipp.

 

Em janeiro último, por exemplo, a falta de chuva nos reservatórios fez disparar o preço da energia no mercado livre de curto prazo, que atingiu R$ 569,59 o megawatt-hora (MWh) - valor similar ao registrado durante o apagão energético de 2001.

 

Segundo Mário Veiga, da PSR Consultoria, entre janeiro e abril os gastos adicionais com o despacho das usinas térmicas irão somar cerca de R$ 1,1 bilhão. "Quem pagará a conta será o consumidor comum", diz o consultor. Segundo ele, esse custo deverá ser "embutido" dentro de um encargo já existente na conta do consumidor, chamado de ESE (Encargos de Serviços Energéticos). "Os gastos serão repassados para as distribuidoras, que, por sua vez, irão cobrar esse custo adicional do consumidor durante o processo de revisão tarifária", explica Veiga.

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