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Projeto

Usina de energia de biomassa da CPFL inicia produção em agosto

29/07/2010 | 10h17
A CPFL informou nesta quarta-feira que vai inaugurar, na segunda quinzena de agosto, seu primeiro projeto de cogeração de energia a partir de biomassa de cana-de-açúcar em parceria com uma usina sucroalcooleira. Localizada em Pirassununga (SP). A Usina Baldin consumiu investimentos de R$ 104 milhões e terá uma capacidade instalada de 45 MW, das quais poderá comercializar o excedente de 30 MW. O restante da energia produzida é consumida no funcionamento da própria usina.

Segundo o diretor de Planejamento e Comercialização da CPFL Energia, Marco Antonio Siqueira, a expectativa é de que a usina entre em operação com uma produção entre 14 e 15 MW e em 2014 atinja 26 MW. "Embora a capacidade instalada seja maior, a cogeração depende da quantidade de cana disponível pela Baldin, que também vai crescer gradualmente", explica. O executivo disse que a energia da usina ainda não foi vendida. "Estamos estudando se vamos vender no leilão de energias alternativas que será realizado em agosto ou se iremos vender no mercado livre", diz.

Siqueira afirma que o projeto deveria entrar em operação no início de maio mas dificuldades na conexão entre a usina e a distribuidora fizeram com que todo o projeto fosse atrasado. "Tivemos que lidar com empresas de distribuição de energia que não têm estrutura suficiente para atender a quantidade solicitada de acessos. Foi muito difícil lidar com todo o processo mas agora já nos especializamos no assunto e vai facilitar nossos próximos projetos", disse o executivo.
A empresa também está investindo em outras usinas no cogeração. No Rio Grande do Norte, a CPFL é parceira da Usina Baia Formosa, em um projeto que deve produzir 40 MW, com 28 MW excedentes. Na projeto, estão sendo investidos R$ 120 milhões, de acordo com Siqueira, com o início programado para maio de 2011.

Outro projeto, no interior paulista, inclui três usinas do grupo Usina da Pedra. Com investimentos de R$ 360 milhões, a CPFL irá construir as instalações para cogeração de 145 MW a partir da biomassa da cana nas usinas da Pedra, Buriti e Ipê. Deste total, o excedente esperado para comercialização é de 85 MW. As usinas Buriti e Ipê entrarão em operação em junho de 2011 e a usina da Pedra deve entrar em junho de 2012. "Hoje já temos pelo menos 200 MW de capacidade instalada. A expectativa é elevarmos esta capacidade para 720 MW até 2014", diz o executivo.

Segundo ele, novas parcerias com usinas já estão sendo analisadas. Estas parcerias são estruturadas a partir de investimentos da CPFL na modernização de usinas já existentes para alavancar a produção de energia produzida da queima do bagaço. Geralmente, elas precisam de novas caldeiras e de mais eficiência na produção. O acordo é feito com a CPFL investindo na troca das caldeiras, construção de casa de força, conexão e subestações.

A remuneração da CPFL é realizada por meio da comercialização do excedente de energia produzida pelas usinas. Todos os acordos fechados até agora tiveram apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo Siqueira, nos projetos existentes, cerca de 25% a 30% do capital investido foi próprio e entre 70% e 75% veio do banco.


Fonte: Monitor Mercantil
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