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Transpetro vai abrir logística de etanol ao mercado em setembro

A Transpetro, braço de transportes da Petrobras, vai oferecer a partir de setembro serviços de transporte de álcool para terceiros até o terminal de Ilha D``Água, no Rio de Janeiro, para facilitar eventuais exportações do produto, informou um diretor da companhia.

Reuters
27/08/2007 00:00
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A Transpetro, braço de transportes da Petrobras, vai oferecer a partir de setembro serviços de transporte de álcool para terceiros até o terminal de Ilha D``Água, no Rio de Janeiro, para facilitar eventuais exportações do produto, informou um diretor da companhia.

Segundo o diretor Marcelino Guedes, a intenção é oferecer o transporte um custo 30 por cento menor do que o atual, mas ele não revelou o valor praticado. O álcool seria transportado do centro de produção, de caminhão, até Paulínia, em São Paulo, de onde partiria por um alcoolduto da Transpetro até a Ilha D``Água.

"Vamos ser um pouco mais ágeis e agressivos para motivar o mercado a colocar o álcool lá fora", afirmou Guedes nesta quinta-feira, durante o VII Seminário Internacional Britcham sobre a sustentabilidade da liderança brasileira em etanol.

Ele ressaltou que há uma vantagem de se utilizar o terminal do Rio de Janeiro, pois se ganha maior agilidade na saída do produto, "sem enfrentar a fila de outros portos".

O esquema oferecido inicialmente terá capacidade para transporte de dois bilhões de litros de álcool por ano.

Em 2012, com a construção de mais dois alcooldutos pela empresa --de Campo Grande (MS) até o porto de Paranaguá (PR), passando por Curitiba, e de Goiás até São Paulo-- a capacidade será elevada para 12 bilhões de litros por ano, disse Guedes.

BRENCO

Presente no evento, o vice-presidente da Brazilian Renewable Energy Company (Brenco), Rogério Manso, não descartou utilizar a estrutura da Transpetro para os planos de exportação da companhia a partir de 2009, mas outras opções estão sendo avaliadas, como caminhões e hidrovias.

"Até o final deste ano (2007) a decisão de como escoaremos a produção deverá ser tomada, e vamos olhar todas as possibilidades", disse Manso a jornalistas após palestra.

Formada por investidores brasileiros e estrangeiros, a Brenco vai investir 2,3 bilhões de dólares para processar 44 milhões de toneladas de cana-de-açúcar até 2015, produzindo cerca de 4 bilhões de litros de etanol.

Ao todo serão dez plantas em três pólos de produção que também irão gerar 600 megawatts de energia elétrica a partir do bagaço da cana, informou Manso. As plantas serão instaladas em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, e oportunidades em Minas Gerais também estão sendo avaliadas.

"Teremos 500 mil hectares plantados no Brasil todo", anunciou. Este ano, a empresa tem mais de 3.600 hectares plantados com mudas, que em 2008 deverão se transformar em 40 mil hectares. O início da produção é prevista para 2009.

"Vamos começar com 350 mil metros cúbicos (milhões de litros) e exportar entre 40 e 50 por cento desse total", disse o executivo, que prevê uma futura abertura de capital da companhia para captar recursos no mercado, ainda não agendada.

Assim como outros participantes do seminário, Manso destacou os problemas de logística. Ele disse que mesmo utilizando os alcooldutos da Petrobras haveria a necessidade de construir outro, de cerca de 400 quilômetros, para se conectar com o da estatal.

"Os dutos da Petrobras não passam perto, teria que ser uma solução de integração", afirmou.

Para Manso, o importante é reduzir o custo de transporte --estimado por ele em 0,25 dólar o galão-- em pelo menos 50 por cento, para tornar o produto mais competitivo.

Fonte: Reuters
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