<P>A Transpetro está finalizando este mês a compra de 240 mil toneladas de aço para o Estaleiro Atlântico Sul. A estatal realizou a seleção técnica das propostas na semana passada e agora está avaliando as propostas comerciais. O detalhe é que a Transpetro vai comprar, neste momento, aço a...
Jornal do Commercio/PEA Transpetro está finalizando este mês a compra de 240 mil toneladas de aço para o Estaleiro Atlântico Sul. A estatal realizou a seleção técnica das propostas na semana passada e agora está avaliando as propostas comerciais. O detalhe é que a Transpetro vai comprar, neste momento, aço apenas para o estaleiro de Pernambuco, que está mais adiantado do que os demais empreendimentos do País.
“Estamos em vias de fechar o negócio”, afirmou o gerente do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), Arnaldo Arcadier. Neste momento, a estatal avalia as propostas comerciais e poderá chamar as empresas participantes para negociar o preço. Ele não quis dizer quantas companhias participam da concorrência.
Entretanto, no final de dezembro, o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, havia dito que a estatal pré-selecionou 20 potenciais fornecedores.
No Brasil, apenas o Grupo Usiminas fabrica o tipo de aço usado em embarcações. A Transpetro está em pé de guerra com o grupo pois alega, desde o início do programa de compra de embarcações nacionais, que o preço oferecido pelo grupo é mais caro para vender para a indústria nacional do que o praticado para exportação.
O aço sozinho responde por até 30% do custo de uma embarcação. Arcadier confirmou que a Usiminas participa da seleção, mas não quis fazer comentário sobre a competitividade da empresa.
A surpresa é que a Transpetro vai fechar um contrato apenas para a compra de aço para o estaleiro de Pernambuco. “A proposta é de compra de aço e frete até Suape. O Atlântico Sul está na frente dos outros”, justificou o gerente, avisando que pretende que o processamento das chapas de aço tenha início em julho ou agosto. “O primeiro carregamento deve chegar em julho”, avisou.
A importação de aço já está desonerada pelo Estado, dentro do Programa de Desenvolvimento da Indústria Naval e de Mecânica Pesada Associada de Pernambuco (Prodinpe).
A compra de aço no exterior prejudica um dos objetivos do Promef, o de produzir navios no Brasil, a preço competitivo e com índice de nacionalização mínimo de 65%.
A segunda etapa do Promef, que comprará no mínimo mais 16 navios, ainda está sob análise pela Transpetro. “Estamos discutindo com a Petrobras a necessidade de navios. A segunda etapa do programa deverá ser lançada neste primeiro semestre, mas ainda está com prazo indefinido”, afirmou.
Além da substituição já prevista na frota da Petrobras, a existência de grandes jazidas de petróleo no Brasil sinaliza para um setor com demanda aquecida para muitos anos.
O Estaleiro Atlântico Sul está em construção a pleno vapor na Ilha de Tatuoca, em Suape. Além da construção de dez navios Suezmax para a Transpetro, a empresa vai construir o casco da plataforma P-55 para a Petrobras.
Fonte: Jornal do Commercio/PE
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