Energia

Tractebel volta a receber gás para a térmica no MS

Empresa vende a energia da usina a curto prazo.

Valor Econômico
29/04/2014 13:18
Visualizações: 1023

 

A Tractebel conseguiu fazer com que a Petrobras voltasse a fornecer, no início deste ano, gás natural para a termelétrica de William Arjona, localizada em Campo Grande (MS), que possui capacidade instalada de 190 MW. A empresa trava uma disputa nos tribunais desde 2005 com a petrolífera, que havia obtido uma liminar para interromper o fornecimento do combustível no ano passado.
Mas, com a crise energética e os esforços do governo para não faltar luz no país, a empresa acredita que William Arjona vai continuar ligada durante todo ano. "Seria temerário se eles suspendessem o fornecimento de gás", disse Eduardo Sattamini, diretor financeiro da Tractebel, em teleconferência com analistas. Até mesmo o Ministério de Minas Energia decidiu ajudar a resolver o impasse e está intermediando conversas com a Petrobras para que a estatal renove o contrato.
A Tractebel está vendendo a energia da usina no mercado de curto prazo, que paga hoje R$ 822,83 por MWh, muito acima do preço médio obtido pela companhia no primeiro trimestre, de R$ 144 por MWh. Segundo Sattamini, a produção de Arjona não será ofertada no leilão de energia existente (A-0), considerado crucial para as distribuidoras, porque não deu tempo de negociar com a Petrobras. No leilão, as geradoras terão de vender contratos válidos até 2019. A Tractebel deve participar do leilão, mas em parceria com outros "players", disse o executivo.
Sattamini disse que enxerga uma "janela interessante" de aumento nos preços também nos contratos de longo prazo, para entrega em 2016, 2017 e 2018. Os preços já saltaram de um patamar entre R$ 110 e R$ 115 por MWh para algo entre R$ 130 e R$ 135 por MWh, ou em torno de 20%. "E continuam subindo", disse o executivo.
Isso quer dizer que a atual crise energética terá um efeito duradouro nos custos do megawatt-hora no Brasil, mesmo depois que o clima se normalizar e os reservatórios estiverem novamente cheios. Segundo Sattamini, as indústrias estão dispostas a pagar mais para ter contratos de longo prazo de energia, garantindo "hedge" (proteção financeira) para os seus negócios no Brasil.
Mesmo tendo gerado mais energia no primeiro trimestre e obtido preços médios 6% mais altos, a Tractebel apresentou resultados no primeiro trimestre abaixo das expectativas dos analistas, que consideraram o desempenho fraco. O lucro líquido da empresa caiu 32% em relação a igual trimestre de 2013, para R$ 289 milhões. As ações da empresa abriram ontem em baixa, mas terminaram o dia em alta de 1,16%, embora acumulem uma desvalorização de 8% em abril.
Sattamini disse aos analistas que os números devem melhorar no segundo semestre. "Existe possibilidade de recuperação".
A comparação com os dois primeiros trimestre de 2013 ficou prejudicada devido às diferenças na estratégia de alocação de energia. No primeiro trimestre do ano passado, a empresa pôde acumular uma "gordura", disse o executivo, que lhe rendeu lucros consideráveis. Essa "gordura" foi obtida graças às mudanças pontuais no mecanismo de alocação de energia no sistema elétrico (MRE), que tiveram de ser feitas imediatamente após a publicação da Medida Provisória 579. Mas, neste ano, as geradoras não tiveram esse benefício.

A Tractebel conseguiu fazer com que a Petrobras voltasse a fornecer, no início deste ano, gás natural para a termelétrica de William Arjona, localizada em Campo Grande (MS), que possui capacidade instalada de 190 MW. A empresa trava uma disputa nos tribunais desde 2005 com a petrolífera, que havia obtido uma liminar para interromper o fornecimento do combustível no ano passado.

Mas, com a crise energética e os esforços do governo para não faltar luz no país, a empresa acredita que William Arjona vai continuar ligada durante todo ano. "Seria temerário se eles suspendessem o fornecimento de gás", disse Eduardo Sattamini, diretor financeiro da Tractebel, em teleconferência com analistas. Até mesmo o Ministério de Minas Energia decidiu ajudar a resolver o impasse e está intermediando conversas com a Petrobras para que a estatal renove o contrato.

A Tractebel está vendendo a energia da usina no mercado de curto prazo, que paga hoje R$ 822,83 por MWh, muito acima do preço médio obtido pela companhia no primeiro trimestre, de R$ 144 por MWh. Segundo Sattamini, a produção de Arjona não será ofertada no leilão de energia existente (A-0), considerado crucial para as distribuidoras, porque não deu tempo de negociar com a Petrobras. No leilão, as geradoras terão de vender contratos válidos até 2019. A Tractebel deve participar do leilão, mas em parceria com outros "players", disse o executivo.

Sattamini disse que enxerga uma "janela interessante" de aumento nos preços também nos contratos de longo prazo, para entrega em 2016, 2017 e 2018. Os preços já saltaram de um patamar entre R$ 110 e R$ 115 por MWh para algo entre R$ 130 e R$ 135 por MWh, ou em torno de 20%. "E continuam subindo", disse o executivo.

Isso quer dizer que a atual crise energética terá um efeito duradouro nos custos do megawatt-hora no Brasil, mesmo depois que o clima se normalizar e os reservatórios estiverem novamente cheios. Segundo Sattamini, as indústrias estão dispostas a pagar mais para ter contratos de longo prazo de energia, garantindo "hedge" (proteção financeira) para os seus negócios no Brasil.

Mesmo tendo gerado mais energia no primeiro trimestre e obtido preços médios 6% mais altos, a Tractebel apresentou resultados no primeiro trimestre abaixo das expectativas dos analistas, que consideraram o desempenho fraco. O lucro líquido da empresa caiu 32% em relação a igual trimestre de 2013, para R$ 289 milhões. As ações da empresa abriram ontem em baixa, mas terminaram o dia em alta de 1,16%, embora acumulem uma desvalorização de 8% em abril.

Sattamini disse aos analistas que os números devem melhorar no segundo semestre. "Existe possibilidade de recuperação".

A comparação com os dois primeiros trimestre de 2013 ficou prejudicada devido às diferenças na estratégia de alocação de energia. No primeiro trimestre do ano passado, a empresa pôde acumular uma "gordura", disse o executivo, que lhe rendeu lucros consideráveis. Essa "gordura" foi obtida graças às mudanças pontuais no mecanismo de alocação de energia no sistema elétrico (MRE), que tiveram de ser feitas imediatamente após a publicação da Medida Provisória 579. Mas, neste ano, as geradoras não tiveram esse benefício.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Exportações
Para ONIP tributação sobre exportações de petróleo compr...
18/06/26
Aviação
Fórum IBP SAF reúne setor privado e agentes públicos par...
18/06/26
Pré-Sal
Consórcio de Libra liderado pela Petrobras contrata Cepe...
18/06/26
Eólica Offshore
Com representante no Comitê Diretor da CEM, o WFO reforç...
18/06/26
Combustíveis
ANP realiza segunda parte de audiência pública sobre car...
18/06/26
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 187 mil barris por ...
18/06/26
ANP
ANP faz pesquisa para aprimorar sua Carta de Serviços
17/06/26
Resultado
Atlas Portuário do ES: portos capixabas movimentam 137,5...
17/06/26
Hidrogênio Verde
SENAI CIMATEC, HYTRON e PETROGAL BRASIL (JV Galp/Sinopec...
17/06/26
Apoio Offshore
Transporte aéreo no setor do petróleo cresce 21% em dois...
17/06/26
Pessoas
ENGIE Brasil nomeia Michele Schifino como diretora de Co...
16/06/26
Combustíveis
Propostas de resoluções sobre caracterização da elevação...
16/06/26
Hidrelétrica
Gerdau adquire 100% de participação societária de usina ...
16/06/26
Fenasucro
Otimista, Fenasucro & Agrocana anuncia crescimento e se ...
16/06/26
Gestão
Petróleo, gás e energia lideram troca de CEOs no Ibovesp...
16/06/26
Petróleo e Gás
Coppe inaugura moderno Núcleo de Tecnologia de Poços
16/06/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas está com as inscrições abertas
15/06/26
Aviação
IBP promove fórum sobre SAF para debater a implementação...
15/06/26
Energia Elétrica
Expansão de data centers pressiona infraestrutura energé...
15/06/26
Combustível
Etanol encerra a semana em alta e com reação diante do a...
15/06/26
Gás Natural
ANP concede prazo para adequação de importadores a resol...
12/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.