Opinião

Tombini prevê que atividade econômica terá ritmo mais forte no segundo semestre

Ao falar na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização do Congresso Nacional, o presidente do Banco Central enfatizou que o cenário é o de perspectivas positivas no campo econômico, em especial porque a expansão do crédito se dará em um contexto de menores taxas de juros

Agência Brasil
06/06/2012 10:55
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O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse na terça-feira (5) que o ritmo da atividade econômica no Brasil vai se acelerar ao longo do segundo semestre, sustentado pela demanda interna e pela flexibilização das condições monetárias e financeiras.
 
“Esse cenário proporcionará uma retomada mais consistente da atividade econômica”, avaliou.

Ao falar na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização do Congresso Nacional, ele enfatizou que o cenário é o de perspectivas positivas no campo econômico, em especial porque a expansão do crédito se dará em um contexto de menores taxas de juros, menor inadimplência e redução do spread bancário (diferença entre o que os bancos pagam aos credores e cobram dos tomadores).

Segundo Tombini, o Brasil apresenta sólidos fundamentos macroeconômicos e importantes colchões de liquidez, tendo alcançado o montante de US$ 372 bilhões de reservas internacionais em maio e R$ 396 bilhões em reservas bancárias. Além disso, lembrou, a inflação está em trajetória de convergência para a meta.

O presidente do BC disse estar otimista quanto à redução da inadimplência, que, no mês passado, apresentou alta de 4,32% na comparação com maio de 2011, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito Brasil (SPC) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Tombini recordou que o rendimento médio dos trabalhadores cresceu 3,1% nos últimos 12 meses terminados em abril, enquanto a massa salarial aumentou 5% no mesmo período. Além disso, as vendas no varejo evoluíram 7,5% em 2011 e continuam no mesmo ritmo.
 
Esse cenário tende a melhorar, segundo ele, com taxas de juros menores, que recuaram, na média, de 45,1% para 40,1% para pessoas físicas, entre janeiro e maio, e caíram de 28,7% para 25,4% para empresas.
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