Economia

Tolmasquim defende política de preços da gasolina adotada pela Petrobras

Presidente da EPE participou de debate no Senado.

Agência Brasil
07/05/2013 10:34
Visualizações: 658

 

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, voltou a defender nesta terça-feira (7) a política de preços da Petrobras em relação à gasolina. Em debate na Comissão de Infraestrutura do Senado, Tolmasquim rebateu críticas de acadêmicos presentes de que a manutenção do preço, apesar da escalada do valor do barril de petróleo no mercado internacional, traz prejuízos para a estatal brasileira.
“É uma política que vem sendo seguida há anos e que já propiciou muitos ganhos à Petrobras. Em outros momentos propicia perdas também, mas se fizermos um balanço, entre ganhos e perdas, acho que ao longo do tempo há um equilíbrio”, defendeu o presidente da EPE.
Tolmasquim também negou que a crise no setor sucroalcooleiro e na produção de etanol esteja exclusivamente ligada à política de preços da gasolina. Ele disse que as lavouras de cana enfrentaram seguidas safras frustradas por problemas climáticos e os usineiros estiveram fortemente endividados nos últimos anos. Na opinião dele, isso também influenciou fortemente a perda de concorrência do etanol em comparação com a gasolina. “Eu não atribuiria o preço do etanol ao preço da gasolina. É claro que o preço da gasolina influenciou, mas é muito mais complexo”, disse.
O presidente da EPE ouviu duras críticas do professor Adilson Oliveira, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que apontou a atual produção de petróleo da Petrobras como um sintoma de que a situação não vai bem na empresa. Segundo Oliveira, ao longo das últimas décadas a estatal registrava um forte crescimento da produção de petróleo mas, desde que a descoberta do pré-sal foi anunciada, houve uma estagnação. De acordo com ele, o governo tem errado nas políticas energéticas e isso se reflete na Petrobras, que não conseguiu atingir a meta de produção de 2,3 milhões de barris no último ano.
“Quando não tínhamos petróleo a gente crescia a produção. Agora que descobrimos o petróleo, paramos de crescer. Por quê? Porque estamos adotando a política errada”, disse o professor. “Não tenho dúvida de que tem sido prestado um grande desserviço à Petrobras e ao Brasil ao se quebrar a capacidade da empresa de cumprir as suas próprias metas”.
O professor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo, Ildo Sauer, criticou a política energética do governo e o uso de termelétricas abastecidas a carvão. Na opinião do professor, o Brasil está errando ao não investir em tecnologias para a exploração de energia eólica. “O Brasil tem 300 mil megawatts de potencial eólico e 250 mil de potencial hidráulico, não precisa utilizar carvão de baixa qualidade, ainda mais carvão importado, como nós temos feito”, criticou.
O especialista também defendeu que os futuros leilões de exploração de petróleo sejam suspensos para que seja dada mais transparência ao processo e para que seja traçada uma melhor estratégia sobre isso. O presidente da EPE, no entanto, disse que os leilões servirão para “estimular uma indústria” que gira em torno da produção de petróleo.

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, voltou a defender nesta terça-feira (7) a política de preços da Petrobras em relação à gasolina. Em debate na Comissão de Infraestrutura do Senado, Tolmasquim rebateu críticas de acadêmicos presentes de que a manutenção do preço, apesar da escalada do valor do barril de petróleo no mercado internacional, traz prejuízos para a estatal brasileira.


“É uma política que vem sendo seguida há anos e que já propiciou muitos ganhos à Petrobras. Em outros momentos propicia perdas também, mas se fizermos um balanço, entre ganhos e perdas, acho que ao longo do tempo há um equilíbrio”, defendeu o presidente da EPE.


Tolmasquim também negou que a crise no setor sucroalcooleiro e na produção de etanol esteja exclusivamente ligada à política de preços da gasolina. Ele disse que as lavouras de cana enfrentaram seguidas safras frustradas por problemas climáticos e os usineiros estiveram fortemente endividados nos últimos anos. Na opinião dele, isso também influenciou fortemente a perda de concorrência do etanol em comparação com a gasolina. “Eu não atribuiria o preço do etanol ao preço da gasolina. É claro que o preço da gasolina influenciou, mas é muito mais complexo”, disse.


O presidente da EPE ouviu duras críticas do professor Adilson Oliveira, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que apontou a atual produção de petróleo da Petrobras como um sintoma de que a situação não vai bem na empresa. Segundo Oliveira, ao longo das últimas décadas a estatal registrava um forte crescimento da produção de petróleo mas, desde que a descoberta do pré-sal foi anunciada, houve uma estagnação. De acordo com ele, o governo tem errado nas políticas energéticas e isso se reflete na Petrobras, que não conseguiu atingir a meta de produção de 2,3 milhões de barris no último ano.


“Quando não tínhamos petróleo a gente crescia a produção. Agora que descobrimos o petróleo, paramos de crescer. Por quê? Porque estamos adotando a política errada”, disse o professor. “Não tenho dúvida de que tem sido prestado um grande desserviço à Petrobras e ao Brasil ao se quebrar a capacidade da empresa de cumprir as suas próprias metas”.


O professor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo, Ildo Sauer, criticou a política energética do governo e o uso de termelétricas abastecidas a carvão. Na opinião do professor, o Brasil está errando ao não investir em tecnologias para a exploração de energia eólica. “O Brasil tem 300 mil megawatts de potencial eólico e 250 mil de potencial hidráulico, não precisa utilizar carvão de baixa qualidade, ainda mais carvão importado, como nós temos feito”, criticou.


O especialista também defendeu que os futuros leilões de exploração de petróleo sejam suspensos para que seja dada mais transparência ao processo e para que seja traçada uma melhor estratégia sobre isso. O presidente da EPE, no entanto, disse que os leilões servirão para “estimular uma indústria” que gira em torno da produção de petróleo.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Oportunidade
Firjan SENAI tem mais de 11 mil vagas gratuitas em quali...
22/04/26
Combustíveis
Etanol aprofunda queda na semana e amplia perdas no acum...
20/04/26
P&D
Centro de pesquisa na USP inaugura sede e impulsiona tec...
17/04/26
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 182 mil barris por ...
17/04/26
Reforma Tributária
MODEC patrocina debate sobre reforma tributária no setor...
17/04/26
E&P
Revisão de resolução sobre cessão de contratos de E&P é ...
17/04/26
Estudo
Consumo de gás natural cresce 3,8% em 2025 no Brasil
17/04/26
Apoio Marítimo
Mesmo com tensões globais, setor marítimo avança e refor...
17/04/26
Internacional
Petrobras assina participação em novo bloco exploratório...
17/04/26
PPSA
Petrochina arremata carga da União de Bacalhau em leilão...
17/04/26
Rio de Janeiro
Firjan calcula que, só em 2025, estado do Rio acumulou p...
16/04/26
Refino
Refinaria de Mataripe, da Acelen, reduz consumo total de...
16/04/26
Cana Summit
No Cana Summit 2026, ORPLANA e UNICA formalizam revisão ...
16/04/26
Royalties
Firjan anuncia mobilização para defender interesse do RJ...
16/04/26
Reconhecimento
3º Prêmio Foresea de Fornecedores premia melhores empres...
16/04/26
Cana Summit
Abertura do Cana Summit 2026: autoridades e especialista...
15/04/26
Gás Natural
TBG e SCGás inauguram nova estação em Santa Catarina e a...
15/04/26
Espírito Santo
Indústria de Petróleo e Gás no ES deve investir mais de ...
15/04/26
Investimentos
SEAP: Bacia Sergipe-Alagoas irá receber dois FPSOs
14/04/26
Petrobras
US$450 milhões serão investidos no maior projeto de moni...
14/04/26
Combustíveis
Etanol gera economia superior a R$ 2,5 bilhões em março ...
14/04/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23