Evento online

Tendências para o setor de energia do Brasil são debatidas em painel promovido pela UnIBP e pela PUC-Rio

Redação TN Petróleo/Assessoria IBP
04/09/2020 17:19
Visualizações: 868

Executivos de empresas de energia discutiram as mudanças que o setor de energia brasileiro vem passando nos últimos anos, e como a pandemia do novo coronavírus está influenciando novas transformações.

As discussões aconteceram na aula aberta do curso de Pós-Graduação em MBE Energia, organizado pela UnIBP, a Universidade do Setor de Petróleo e Gás, em parceria com a PUC-Rio.

As inscrições para o curso de Pós-Graduação em MBE Energia vão até o dia 16 de setembro.

O vídeo da transmissão da aula está disponível no canal do IBP no Youtube.

As leis e os fatos que regem o setor de energia estão em constante mudança, de acordo com David Zylbersztajn, professor do curso. “A pandemia acelerou uma série de questões que já eram latentes, que emergiram e transformaram a produção e o consumo de energia”, avaliou o professor.

David Zylbersztajn também destacou a descarbonização, descentralização e digitalização da economia como fatores que estão influenciando o setor de energia. “É consenso que o século XXI será o século da eletrificação produtiva, independente de qual seja a fonte, principalmente na questão da mobilidade, a eletricidade vai ser cada vez mais barata, diversificada e descentralizada”, apontou.

As vantagens do setor energético do Brasil foram ressaltadas por Luis Henrique Guimarães, Diretor-presidente da Cosan. Para o executivo, o país foi privilegiado pela natureza para liderar a indústria de energia, com 45% de matriz energética renovável contra 15% do resto do mundo.

“O futuro da indústria de energia no Brasil é positivo porque é um business de escala, que exige investimentos massivos e de longo prazo. E a gente tem produtividade, materialidade e escala. É uma oportunidade de ouro para o Brasil e o momento ideal para qualquer jovem ingressar no mercado de energia”, explicou.

O crescimento da demanda mundial por energia elétrica foi destacado por Andre Clark,General Manager da Siemens Brasil. Com o aumento de 50% da demanda energia elétrica até 2040, o hidrogênio surge um novo commodity, no centro da estratégia de recuperação verde da comunidade europeia e do Reino Unido.

“Hoje temos 850 milhões de pessoas sem acesso à energia elétrica. O Brasil tem potencial de ser o maior provedor desse commodity, exportando hidrogênio verde em larga escala. A próxima década vai ser singular para o país”, reforçou Andre.

O progresso do setor de energia está no novo papel da indústria de óleo e gás de mostrar os benefícios da convivência entre múltiplos atores, fontes energéticas e tecnologias, e atrelado a alguns pilares, como a conexão com a sociedade, na visão de Clarissa Lins, Presidente do IBP. Ciente disso, o IBP atualizou, recentemente, seu plano estratégico de forma que abraçasse novos posicionamentos.

“Na nossa visão, o mundo vai continuar consumindo óleo e gás, mas com exigências de redução de intensidade de carbono e compensação das emissões. Ao exercer o aproveitamento de todas as nossas fontes energéticas, de maneira competitiva, a gente não perde a relevância como player, mas abraça o desafio da descarbonização, transição energética e ESG para transformar em oportunidade”, finalizou.

A maturidade do mercado de energia brasileiro mostra sua capacidade durante o momento de pandemia, na opinião de Maurício Bähr, Presidente da ENGIE Brasil Energia. Os esforços dos ministérios, governo, ANEL e ANP em buscar soluções, de maneira integrada, revela o desejo de que o consumidor seja sempre beneficiado e nunca tenha perda de energia.

“A pandemia está ajudando a refletir sobre nossa matriz e o nosso consumo. Ao liberar mercado, não só de energia elétrica, mas o de gás também, vai ser possível oferecer novas opções para os consumidores, que serão os protagonistas e vão nos ajudar a direcionar os investimentos”, indicou Maurício.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Descomissionamento
ONIP apresenta ao Governo Federal propostas para transfo...
04/02/26
Pessoas
Daniela Lopes Coutinho é a nova vice-presidente executiv...
04/02/26
Resultado
Com 4,897 milhões boe/d, produção de petróleo e gás em 2...
03/02/26
Pré-Sal
Três FPSOs operados pela MODEC fecharam 2025 entre os 10...
03/02/26
Pré-Sal
Shell dá boas-vindas à KUFPEC como parceira no Projeto O...
03/02/26
Gás Natural
GNLink recebe autorização da ANP e inicia operação da pr...
02/02/26
Gás Natural
Firjan percebe cenário positivo com redução nos preços d...
02/02/26
Etanol
Anidro e hidratado fecham mistos na última semana de jan...
02/02/26
GNV
Sindirepa: preço do GNV terá redução de até 12,5% no Rio...
30/01/26
Descomissionamento
SLB inaugura Centro de Excelência em Descomissionamento
30/01/26
Apoio Offshore
Wilson Sons lança rebocador da nova série para atender d...
30/01/26
Gás Natural
Firjan lança publicação e promove debate sobre futuro do...
28/01/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 terá programação diversa e foco na pro...
28/01/26
Internacional
Petrobras amplia venda de petróleo para a Índia
28/01/26
Offshore
Projeto Sergipe Águas Profundas tem plano de desenvolvim...
28/01/26
Royalties
Valores referentes à produção de novembro para contratos...
28/01/26
Gás Natural
Petrobras reduz preços do gás natural para distribuidoras
28/01/26
Gás Natural
Renovação das concessões de gás no Rio exige transparênc...
28/01/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 antecipa grandes debates e inicia cont...
27/01/26
Gás Natural
Firjan: Rio de Janeiro consolida papel de "hub do gás" e...
27/01/26
Combustíveis
Petrobras reduz preços de gasolina em 5,2% para distribu...
26/01/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.