Crédito

Suzano Petroquímica vai captar US$ 200 milhões

Valor Econômico
09/09/2005 00:00
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A IFC (International Finance Corporation), braço financeiro do Banco Mundial, está para aprovar crédito de US$ 200 milhões à Suzano Petroquímica. Trata-se da estrutura de empréstimo A e B, na qual a IFC participará com US$ 60 milhões diretamente e se dirigirá aos bancos comerciais para obter US$ 140 milhões em um empréstimo sindicalizado.
Oficialmente, a IFC aparecerá como credora de todo o empréstimo. Como o Banco Mundial é credor preferencial - o primeiro a receber em caso de moratória de um país - o empréstimo B tem risco reduzido e por isso pode ter prazo mais longo e taxas mais baixas do que um empréstimo normal, sem o guarda-chuva da IFC.
O empréstimo é parte do pacote de financiamento da Suzano para a compra da Polibrasil, a maior fabricante de polipropileno da América Latina. O desembolso líquido por parte da Suzano no negócio foi de US$ 253,8 milhões, segundo anunciou em julho último.
Inicialmente, foi feito empréstimo-ponte para financiar a compra. A Suzano Petroquímica emitirá notas promissórias de cerca de R$ 699 milhões com prazo de 180 dias e juros de 0,60% anuais acima das taxas do Depósito Interfinanceiro (DI), sob a coordenação do Bradesco, HSBC, Santander e Pactual.
Vencidas as notas promissórias, o Banco Votorantim vai emprestar US$ 100 milhões à Suzano Petroquímica por um prazo de três anos. Restam US$ 153,8 milhões, que a IFC vai ajudar a financiar.
Além disso, a Suzano Petroquímica precisa de recursos para fazer uma ampla reestruturação de forma a simplificar a estrutura e refinanciar sua dívida com prazos mais longos e taxas de juros menores. O projeto todo, segundo informou a IFC, pode chegar a US$ 452 milhões. A instituição prevê que a aprovação do programa de empréstimo à Suzano Petroquímica aconteça no conselho de 7 de outubro próximo.
A Suzano Petroquímica, que já tinha 50% das ações da Polibrasil, comprou a outra metade da Basell em 1º de setembro. Na transação, a Suzano vendeu os negócios de compostos de polipropileno, matéria-prima usada pela indústria automobilística, à Basell.

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