Premiação

Sustentabilidade por projeto de Captura, Uso e Armazenamento de Carbono (CCUS), da Petrobras recebe prêmio da Firjan

Redação TN Petróleo, Agência Petrobras
16/11/2020 12:07
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A Petrobras recebeu na sexta-feira (13/11) o prêmio Firjan de Sustentabilidade pelo projeto de Captura, Uso e Armazenamento de Carbono (CCUS) no processo de produção de óleo e gás no pré-sal. A companhia foi a campeã da categoria Mudança Climática e Eficiência Energética, na premiação que reconheceu as melhores práticas de desenvolvimento sustentável no estado do Rio. O trabalho vencedor é uma solução inovadora que concilia a otimização da extração de óleo com o armazenamento de CO2 em rochas reservatórios.

“O prêmio coroa uma década de muito trabalho em que reduzimos em mais de 40% a emissão de gases de efeito estufa para cada barril produzido. Nos últimos cinco anos, a Petrobras aumentou a produção operada e reduziu emissões. Foram tecnologias pioneiras, premiadas, como a da reinjeção de CO2 que nos permitiram essa trajetória, hoje como um dos operadores mais eficientes do mundo. A Petrobras recebe o prêmio com muita alegria, que só nos estimula na trajetória da inovação para um desempenho em carbono cada vez melhor”, destaca Viviana Coelho (foto), gerente executiva de Mudança Climática da Petrobras, área recentemente criada para liderar as ações relativas à gestão de carbono, redução das emissões atmosféricas, eficiência energética e mudança do clima. A companhia tem como prioridades operar com baixos custos e com baixa emissão de carbono, de forma a contribuir tanto para o crescimento econômico quanto para a transição para uma economia de baixo carbono.

Institucional

A aplicação da tecnologia no ambiente de águas ultraprofundas é pioneira no mundo, pois ao mesmo tempo em que reduz as emissões de CO2, otimiza a recuperação de óleo, ao se injetar o gás de forma alternada com água (Water-Alternating-Gas injection - WAG). Até dezembro de 2019, a Petrobras reinjetou 14,4 milhões de toneladas de CO2 nos reservatórios. Atualmente, o processo é realizado por oito FPSOs e, com a entrada em operação de novas unidades de produção, a perspectiva é de atingir a marca, em volume acumulado, de 40 milhões de toneladas de CO2 reinjetadas até 2025.

Atualmente, esse é o terceiro maior projeto de CCUS em operação no mundo. A capacidade global dos projetos de CCUS em operação foi de 39,4 milhões de toneladas de CO2/ano em 2019, sendo que, desse montante, 4,6 milhões de toneladas de CO2 foram resultado do projeto de CCUS do pré-sal, o que significa que a Petrobras foi responsável pela reinjeção de cerca de 12% da capacidade global.

Na mesma premiação, o projeto Uçá, realizado pela ONG Guardiões do Mar com patrocínio do Programa Petrobras Socioambiental, também foi ganhador na categoria Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos. Entre os resultados e ações realizadas desde 2012 pelo projeto, estão a restauração de 182 mil m² de manguezais em Guapimirim, o plantio de mais de 64 mil árvores de três espécies de mangue, a retirada de 35 toneladas de lixo de 28 hectares de manguezais no recôncavo da Guanabara, e um pioneiro trabalho de educação ambiental inclusiva, o qual entregou dez novos verbetes com temas ambientais à comunidade surda. Com grande produção científica, o projeto também realizou a primeira publicação em braile sobre os manguezais da Guanabara.

Divulgação

Investimento em melhores práticas

De 2006 a 2019, a Petrobras investiu mais de US$ 115 milhões em programas tecnológicos visando desenvolvimento de projetos de PD&I em CCUS, bem como estabeleceu as melhores práticas de gerenciamento das emissões de GEE. Em julho, a companhia declarou seu apoio ao Task Force for Climate-related Financial Disclosures – TCFD (Força-Tarefa sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima), uma iniciativa do Financial Stability Board (Conselho de Estabilidade Financeira) do G20, grupo formado pelas 19 principais economias do mundo mais a União Europeia. Em paralelo disponibilizou o Caderno do Clima, documento que se tornou referência para investidores especializados em Environmental, Social, and Governance – ESG (Fatores de Desempenho Ambiental, Social e de Governança Corporativa), com objetivo de aprofundar e dar transparência às informações de sustentabilidade da companhia frente à transição energética para uma economia de baixo carbono.

O prêmio

A iniciativa do Prêmio Firjan Ambiental reconhece as práticas empresariais que contribuem para o avanço da agenda do desenvolvimento sustentável, com foco na proteção ambiental, no equilíbrio econômico e no bem-estar social. Foram avaliadas cinco categorias: Água e Efluentes; Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos; Mudança do Clima e Eficiência Energética; Resíduos Sólidos; e Relação com Públicos de Interesse. O prêmio considerou como um dos critérios de avaliação, a contribuição dos projetos aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU).

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